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Portal:Cruzadas

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PORTAL CRUZADAS
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Crusader siege of Antioch

As Cruzadas foram uma série de conflitos militares de caráter religioso travadas por grande parte da Europa cristã contra ameaças externas e internas; foram travadas contra os muçulmanos, eslavos pagãos, cristãos ortodoxos russos e gregos, mongóis, cátaros, hussitas, judeus e inimigos políticos dos papas. Os cruzados tomaram votos e tiveram a indulgência dos pecados passados​​.

As Cruzadas, tiveram originalmente o objetivo de recapturar Jerusalém e a Terra Santa do domínio muçulmano e foram inicialmente lançadas em resposta a um apelo do Império Bizantino por ajuda contra a expansão dos turcos seljúcidas na Anatólia. O termo também é usado para descrever campanhas contemporâneas e posteriores realizadas em territórios fora do Levante normalmente contra os pagãos, os hereges e os povos sob a condenação de excomunhão devido a uma mistura de motivos religiosos, econômicos e políticos. As rivalidades entre as potências cristãs e muçulmanas também levaram a alianças entre facções religiosas contra os seus adversários, como a aliança cristã com o Sultanato de Rum durante a Quinta Cruzada.

As Cruzadas tiveram impactos políticos, econômicos e sociais de grande alcance, alguns dos quais duraram até os tempos contemporâneos. Devido a conflitos internos entre os reinos cristãos e as potências políticas, algumas das expedições cruzadas foram desviadas de sua finalidade original, como a Quarta Cruzada, que resultou no saque cristão de Constantinopla e a partição do Império Bizantino entre Veneza e os cruzados.


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Catedral de Albi, localidade francesa que deu nome ao movimento religioso combatido pela força pela Igreja Católica.

A Cruzada Albigense (denominação derivada de Albi, cidade situada ao sudoeste da França), também conhecida como Cruzada Cátara ou Cruzada contra os Cátaros, foi um conflito armado ocorrido em 1209 e 1244, por iniciativa do papa Inocêncio III com o apoio da dinastia capetiana (reis da França na época), com o fim de reduzir pela força o catarismo, um movimento religioso qualificado como heresia pela Igreja Católica e assentado desde o século XII nos territórios feudais do Languedoque; favoreceu a expansão para sul das posses da monarquia capetiana e os seus vassalos.

A guerra, que se desenvolveu em várias fases, começou com o confronto entre os exércitos de cruzados súditos do rei Filipe Augusto da França com as forças dos condes de Tolosa e vassalos, provocando a intervenção da Coroa de Aragão, que culminou na batalha de Muret. Numa segunda etapa, na qual inicialmente os tolosanos atingiram certos sucessos, a intervenção de Filipe Augusto decidiu a submissão do Condado, ratificada pelo Tratado de Paris. Numa prolongada fase final, as operações militares e as atividades da recém criada Inquisição focaram-se na supressão dos focos de resistência cátara que, desprovidos dos seus apoios políticos, terminaram por ser reduzidos. A guerra teve episódios de grande violência, provocou a decadência do movimento religioso cátaro, o ocaso da até então florescente cultura languedociana e a formação de um novo espaço geopolítico na Europa ocidental.

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Ocorrida em 16 de julho de 1212, a Batalha de Navas de Tolosa é considerada um momento decisivo na história da Península Ibérica Medieval.



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Vlad III, Príncipe da Valáquia (Sighișoara, c. 1431Bucareste, dezembro de 1476), comumente conhecido como Vlad, o Empalador (em romeno: Vlad Țepeș, AFI[ˈvlad ˈt͡sepeʃ]) ou Draculea, foi príncipe (voivoda) da Valáquia por três vezes, governando a região em 1448, de 1456 a 1462 e em 1476.

Historicamente, Vlad é mais conhecido por sua política de independência em relação ao Império Otomano, cujo expansionismo sofreu sua resistência, e pelas punições excessivamente cruéis que impunha a seus prisioneiros. É lembrado por toda a região como um cavaleiro cristão que lutou contra o expansionismo islâmico na Europa, e é um herói popular na Romênia e na Moldávia ainda hoje. Ao mesmo tempo em que Vlad III se tornou famoso por seu sadismo e sendo taxado de louco, era respeitado pelos seus cidadãos como guerreiro, por sua ferocidade contra os turcos e como governante que não tolerava o crime entre sua gente.

Após a invasão da Valáquia pela Hungria, em 1447 Vlad II e seu filho mais velho, Mircea, foram assassinados. Em 1456, Vlad Țepeș retornou à região e retomou o controle das terras, assumindo novamente o trono de Valáquia. Este retorno tardio de Vlad III teria confundido os moradores da região, que pensaram ser Vlad II retornando anos após a sua morte. Isso teria ajudado a criar a lenda de sua imortalidade. Em 1462, Vlad Țepeș perdeu o trono para seu irmão Radu, que havia se aliado aos turcos. Preso na Hungria até 1474, Vlad III morreu dois anos depois, ainda tentando recuperar o trono de Valáquia.

Fora da Romênia, o voivoda é célebre pelas atrocidades contra seus inimigos, que teriam sido a inspiração para o conde Drácula, vampiro de Drácula, romance de 1897 do escritor irlandês Bram Stoker.

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