Reflections in a Golden Eye

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Reflections in a Golden Eye
Reflexos num olho dourado (PT)
Os pecados de todos nós (BR)
 Estados Unidos
1967 •  cor •  108 min 
Direção John Huston
Produção John Huston
Ray Stark
Roteiro Gladys Hill
Chapman Mortimer
Carson McCullers (livro)
Elenco Marlon Brando
Elizabeth Taylor
Brian Keith
Género Drama
Música Toshiro Mayuzumi
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Reflections in a Golden Eye (br.: Os pecados de todos nós / pt.: Reflexos num olho dourado) é um filme de drama estadunidense lançado em 1967, dirigido por John Huston para a Warner Bros.-Seven Arts. O roteiro de Gladys Hill e Chapman Mortimer é baseado no romance homônimo de Carson McCullers e apresenta elementos de sexualidade reprimida, voyeurismo, homossexualidade e assassinato. Apesar do diretor renomado e dos grandes astros internacionais Marlon Brando e Elizabeth Taylor interpretarem os protagonistas, o filme fracassou nas bilheterias.[1]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Antes do início da história é narrada a frase "There is a fort in the South where a few years ago a murder was committed" (em tradução livre: "Existe um forte no Sul onde há poucos anos um assassinato foi cometido"), repetida ao final.

Por volta de 1948, o Major do Exército norte-americano Weldon Penderton mora com sua caprichosa esposa Leonora num quartel militar no Sul dos Estados Unidos. Eles tem como vizinhos o Tenente-coronel Morris Langdon e a esposa depressiva dele, Alison. Langdon e Leonora mantém uma relação extra-conjugal e o Major Penderton é impotente e secretamente homossexual. Alison se mantém reclusa em seu quarto desde que ficara traumatizada pela perda de um filho, morto ao nascer. E recebe ajuda do criado filipino homossexual Anacleto, autor de um estranho desenho de um pavão com olhos dourados (aos quais o título original se refere). Quando Leonora resolve dar uma festa, o soldado Ellgee Williams que cuida dos estábulos do quartel, é chamado para limpar o terreno em torno da casa e podar algumas árvores. Após terminar o trabalho, o soldado avista pela janela da casa Leonora nua e fica obcecado por ela. Ele percebe que o casal dorme em aposentos separados então passa a invadir às noites o quarto de Leonora e a observa enquanto dorme, além de mexer nas roupas íntimas guardadas e nos perfumes dela. Alison o vê pela janela um dia ao amanhecer, abandonando a casa dos Penderton, e desconfia que seja Morris, o marido dela. Enquanto isso Penderton surpreende o soldado cavalgando nu na floresta e também fica obcecado por ele.

Produção[editar | editar código-fonte]

O filme era para ser estrelado por Montgomery Clift mas ele faleceu em 23 de julho de 1966, de ataque do coração, antes do ínicio das filmagens. O papel foi dado para Brando, após a recusa de Richard Burton e Lee Marvin.[2] Algumas das cenas foram realizadas em Nova Iorque e Long Island, onde Huston recebeu permissão para usar uma abandonada instalação do Exército. Muitas das cenas interiores e algumas das externas foram realizadas na Itália.

Originalmente foi distribuída uma versão em que as cenas tinham um colorido dourado saturado. Era uma referência ao desenho do criado filipino, que dizia que nos olhos de seu pássaro o mundo seria refletido. Essa versão não foi compreendida pelo público e outra, com o colorido natural, a substituiu.[3]

Recepção[editar | editar código-fonte]

A revista Variety classificou o filme de "melodrama pretensioso" mas elogiou o ator Keith pela performance de um (tradução livre) "hipócrita da classe média, racionalizado e insensível ".[4] A revista Time descreveu o filme como uma "galeria de grotescos", estando desaparecida a poesia do romance. O crítico anotou: "Tudo que remanesce de prazeroso no filme é a extraordinária técnica fotográfica".[5]

Uso de fotografias em Apocalypse Now[editar | editar código-fonte]

Fotografias de Brando como o Major Penderton foram usadas mais tarde pelos produtores de Apocalypse Now, para serem imagens de um jovem Coronel Walter E. Kurtz, papel do ator nesse filme mais recente.[6]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. "The Greatest Box Office Flops Of The 60's", IMDb
  2. «Reflections In A Golden Eye: Review». TV Guide. Consultado em 22 de junho de 2013. 
  3. Roger Ebert, em "What's in B&W and yet it color?", Chicago Post-Tribune, 30 de março de 2011.
  4. "Review: 'Reflections in a Golden Eye'", Variety, 31 de dezembro de 2011.
  5. "Cinema: Gallery of Grotesques", Time, 27 de outubro de 1967
  6. «Reflections in a Golden Eye». Revista Stylus. Consultado em 18 de maio de 2015.