Regimento de Infantaria N.º 1

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Regimento de Infantaria N.º 1
País  Portugal
Corporação Exército Português
Subordinação Comando Operacional
Missão Defesa Nacional
Sigla RI1
Criação 1663
Lema Ubi Gloria Omne Periculum Dulce

Onde há Glória todo o Perigo é Doce

Cores Branco e Vermelho
História
Guerras/batalhas 1809 - Grijó
1810 - Buçaco
1811 - Pombal e Rendinha
1812 - Ciudad Rodrigo e Salamanca
1813 - Victória, Tolosa, Nivelle e Nive
1814 - Bayona
1837 - Arminou
1917 - Fauquissart
1918 - La Lys
Condecorações Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito
  • Medalha de Ouro de Valor Militar
  • Cruz de Guerra de 1.ª classe
  • Ordem do Mérito Militar do Brasil
  • Mérito Municipal, Câmara Municipal de Sintra, 1.º Grau Ouro
Sede
Sede Quartel do Vale do Aguilhão, Beja. Destacamento em Quartel da Atataia em Tavira.
Beja Distrito de BEJA
Morada Estrada de Mértola, 7800-906 Beja
Internet Sítio oficial

O Regimento de Infantaria N.º 1 (RI1) é uma unidade da Estrutura Base do Exército Português. Entre 2003 e 2006 o regimento teve como encargo operacional manter o Batalhão de Comandos. No início de 2006 os Comandos foram transferidos para a Escola Prática de Infantaria, passando o RI1 a ser um centro de instrução geral. Em Abril de 2008 foi transferido para Tavira.

Atualmente, tem sede no Quartel do Vale do Aguilhão em Beja, mantendo um destacamento em Tavira, Quartel da Atalaia.

História[editar | editar código-fonte]

A história do Regimento de Infantaria N.º 1 é longa e enobrecida por gloriosos feitos. A sua origem remonta a 1648, ao Terço da Junta do Comércio. Em 1762 era conhecido pela designação de 2º Regimento da Armada, sendo este desdobrado em dois regimentos, comandados pelo visconde de Mesquitela e pelo Coronel D. José de Portugal.

Por decreto de 10 de Maio de 1763 toma a designação de Regimento de Infantaria de Lippe, homenageando o Conde de Lippe pela forma meritória como este organizou o Exército Português. Em 1806 as Unidades passam a ser numeradas, cabendo ao Regimento de Lippe a denominação de Regimento de Infantaria N.º 1.

Em 22 de Dezembro de 1807 foi licenciado por ordem do General Junot, integrando o 1º Regimento de Infantaria da futura Legião Portuguesa, comandado pelo Coronel Joaquim de Saldanha e Albuquerque.

Em 30 de Setembro de 1808 foi mandado reunir em Lisboa, e em 14 de Outubro foi formalmente restabelecido.

Em 1890, por reconhecimento e apreço de Sua Majestade El-Rei D. Carlos, pela lealdade e serviços prestados por este Regimento e querendo dar a sua Esposa, Rainha D. Amélia, uma prova particular de estima, determina que o mesmo passe a designar-se por Regimento da Rainha.

Com a abolição da Monarquia em 1910, o Regimento volta a designar-se Regimento de Infantaria N.º 1, designação que manteve até 1974, passando a partir desta data a denominar-se Regimento de Infantaria de Queluz.

Em 1988, por Decreto-Lei de 22 de julho, volta a designar-se Regimento de Infantaria N.º 1.

Num passado bem recente, a Transformação do Exército determinou a extinção do Regimento de Infantaria N.º 2 em Abrantes, passando o Regimento de Infantaria N.º 1 a assumir a sua missão constituindo-se como Centro de Formação Geral Comum de Praças do Exército (CFGCPE), na dependência do Comando da Instrução e Doutrina (CID).

No decurso do corrente ano foi alterada a missão, organização e dispositivo do Regimento de Infantaria N.º 1.[1] O encargo da formação passa para a Escola Prática de Infantaria; a directiva determina ainda a cedência das instalações na serra da Carregueira ao Centro de Tropas Comando (CTC) e a transferência do RI1 para o PM – 07/T (Quartel da Atalaia, em Tavira), passando desde então para a dependência do Comando Operacional (Cmd Op).

Não obstante o curto espaço de tempo decorrido desde a alteração da missão e dispositivo da unidade o RI1 participou já no Exercício ORION 08, no apoio às comemorações do Dia do Exército e no Exercício Conjunto da série LUSÍADA.

Observação[editar | editar código-fonte]

O RI1 é também herdeiro das tradições militares do antigo Batalhão de Metralhadoras N.º 1, criado em 1926, a partir do 1.º Grupo de Metralhadoras, e extinto em 1960.

Denominações[editar | editar código-fonte]

O Regimento de Infantaria N.º 1 é uma das mais antigas e tradicionais unidades militares de Portugal, tendo estado, ao longo da sua história, sempre associado à guarnição da região de Lisboa.

Ao longo da sua história, o regimento teve as seguintes denominações:

  • 1663-1707 : Terço da Junta do Comércio (também conhecido por Terço da Bolsa);
  • 1707-1762 - Regimento da Junta do Comércio;
  • 1762-1806 - Regimento do Conde Reinante de Schaumburg-Lippe (ou simplesmente Regimento de Lippe);
  • 1806-1828 - Regimento de Infantaria N.º 1;
  • 1828-1834 - 1º Regimento de Infantaria de Lisboa;
  • 1834-1837 - Regimento de Infantaria N.º 1;
  • 1837-1842 - Batalhão de Infantaria N.º 17;
  • 1842-1890 - Regimento de Infantaria N.º 1;
  • 1890-1910 - Regimento N.º 1 de Infantaria da Rainha;
  • 1910-1974 - Regimento de Infantaria n.º 1;
  • 1974-1975 - Regimento de Infantaria Operacional de Queluz;
  • 1975-1988 - Regimento de Infantaria de Queluz;
  • Desde 1988 - Regimento de Infantaria N.º 1.

O brasão de Armas[editar | editar código-fonte]

  • O campo do escudo e a rosa são as armas do Conde de Lippe, Marechal-General do Exército Português, que reorganizou o Exército na segunda metade do século XVIII e em 1763 deu o seu nome ao Regimento.
  • Os esmaltes do chefe são os do Batalhão de Metralhadoras N.º 1 criado em 1926 cujas gloriosas tradições foram herdadas em 1960 pelo Regimento de Infantaria N.º 1. O alinhamento das fuselas alude à sequência do cartuchame nas fitas das metralhadoras.
  • O corvo, das armas da cidade de Lisboa, recorda a sua localização desde os tempos do Terço da Junta ou da Bolsa, organizado cerca de 1648.
  • O pentágono alude à forma característica dos edifícios e parada do Quartel do Conde de Lippe na Calçada da Ajuda, em Lisboa, onde durante mais de um século estiveram instalados os regimentos de Lippe e de Infantaria N.º 1 e cujo terreno foi oferecido pelo próprio Conde de Lippe.

Referências

  1. Directiva n.º 12/CEME/08