SPDY

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SPDY (pronunciado speedy)[1] é um protocolo de rede desenvolvido principalmente pela Google para transporte de dados pela internet.[1] Apesar de não ser atualmente um protocolo padrão, o grupo que está desenvolvendo o SPDY está trabalhando em direção a uma padronização[2] cuja última versão é o spdy/4.[3] O SPDY é similar ao HTTP, com os objetivos sendo reduzir a latência na carga de páginas web e aumentar a segurança ao navegar na internet. O SPDY alcança a redução da latência através da compressão, multiplexação e priorização.[1] O nome não é um sigla, mas um versão reduzida da palavra "speedy" do inglês.[4] SPDY é uma trademark do Google.[5] [6]

Design[editar | editar código-fonte]

O objetivo do SPDY é reduzir o tempo de carga de páginas da internet.[7] Isso é conseguido priorizando e multiplexando a transferencia dos sub-recursos da página web para que somente uma conexão por cliente seja necessária.[1] [8] Encriptação TLS é praticamente onipresente nas implementações do SPDY, e a transmissões são comprimidas com gzip ou DEFLATE por desing (em contraste ao HTTP, em que os cabeçalhos não são comprimidos). Além disso, o servidor indica ou até mesmo enviar conteúdo ao invés de esperar requisições individuais para cada recurso de uma página.[9]

Desvantagens[editar | editar código-fonte]

  • O conteúdo enviado mesmo que já haja cache é um desperdício de banda.
  • Software de filtragem que dependem do HTTP não funcionarão mais.

Uso[editar | editar código-fonte]

O navegador Google Chrome e o Chromium suportam por padrão o SPDY[10] e o utilizam para se comunicar com os serviços do Google, como o Google Search, Gmail, Chrome sync e quando exibindo anúncios do Google.[11] [12] O Google reconhece que o uso do SPDY é habilitado em comunicações entre o Chrome e os servidores do Google que usam SSL.[13] As sessões SPDY podem ser inspecionadas no Chrome na URL especial:

chrome://net-internals/#events&q=type:SPDY_SESSION%20is:active

O navegador Silk da Amazon para o Kindle Fire usa o protocolo para se comunicar com o serviço EC2 para a renderização otimizada baseada em cloud. [14]

A partir da versão 11 do Mozilla Firefox e SeaMonkey V2.8, há suporte ao SPDY, apesar de não habilitado por padrão. O suporte pode ser habilitado através da preferencia network.http.spdy.enabled preference em about:config.[15] O SPDY é habilitado por padrão no Firefox 13.[16]

Há uma parâmetro de linha de comando para o Google Chrome (--enable-websocket-over-spdy) que habilita uma implementação experimental do WebSocket sobre SPDY.[17]

A partir da versão 12.10 o navegador Opera suporta o protocolo SPDY.[18]

Na versão 11 do Internet Explorer(Internet Explorer 11), foi implementado o suporte ao SPDY versão 3, exceto na versão para Windows 7.[19]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]