Seleção Peruana de Voleibol Feminino

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Seleção Peruana de Voleibol Feminino

Flag of Peru (state).svg

Associação Peru FPV
Confederação ContinentSouthAmerica.svg CSV
Técnico Brasil Luizomar de Moura
Capitã Peru Clarivett Yllescas
Código FIVB Peru PER
Ranking Adulto 26º Baixa (3) 27 pontos
Ranking Sub-20 Aumento (3) 72 pontos
Ranking Sub-18 14º Baixa (4) 36 pontos
Las Matadoras
Informações pessoais

A seleção peruana de voleibol feminino é uma equipe sul-americana composta pelas melhores jogadoras do Peru neste esporte. É mantida pela Federação Peruana de Voleibol (em língua castelhana, Federación Peruana de Voleibol). Encontra-se na 26ª posição do ranking mundial da FIVB (Federação internacional de Voleibol), em sua categoria principal, segundo os dados da última atualização (datada em 7 de agosto de 2017).[1] Seus melhores resultados foram: as medalhas de prata no Campeonato Mundial de 1982 e nas Olimpíadas de 1988; e o bronze no Mundial de 1986.

O Peru é, ao lado do Brasil, o único país com títulos no Campeonato Sul-Americano, tendo 12 conquistas no total. A nível sul-americano o Brasil é seu maior rival, tendo nas seleções de Colômbia, Argentina e Venezuela potenciais rivalidades. Atualmente, as peruanas tem acirrado uma boa rivalidade com a equipe caribenha da República Dominicana, em especial nas categorias de base, onde os duelos costumam ser mais equilibrados.

Retrospecto em Jogos Olímpicos:

  • 4º lugar em 1968 (Cidade do México, no México);
  • 7º lugar em 1976 (Montreal, no Canadá);
  • 6º lugar em 1980 (Moscou, na ex-União Soviética);
  • 4º lugar em 1984 (Los Angeles, nos Estados Unidos);
  • 2º lugar em 1988 (Seul, na Coréia do Sul);
  • 11º lugar em 1996 (Atlanta, nos Estados Unidos);
  • 12º lugar em 2000 (Sydney, na Austrália).

Retrospecto em Campeonatos Sul-Americanos:

  • Ouro: 1964 (Argentina), 1967 (Brasil), 1971 (Uruguai), 1973 (Colômbia), 1975 (Paraguai), 1977 (Peru), 1979 (Argentina), 1983 (Brasil), 1985 (Venezuela), 1987 (Uruguai), 1989 (Brasil) e 1993 (Peru);
  • Prata: 1958 (Brasil), 1961 (Peru), 1962 (Chile), 1969 (Venezuela), 1981 (Peru), 1991 (Brasil), 1995 (Brasil), 1997 (Peru), 2005 (Bolívia) e 2007 (Chile);
  • Bronze: 1951 (Brasil), 1956 (Uruguai), 1999 (Venezuela), 2003 (Colômbia), 2009 (Brasil), 2011 (Peru) e 2017 (Colômbia).

Retrospecto em Jogos Pan-Americanos:

  • Prata: 1967 (Winnipeg), 1971 (Cali), 1975 (Cidade do México), 1979 (San Juan) e 1987 (Indianápolis);
  • Bronze: 1983 (Caracas) e 1991 (Havana).

Crise[editar | editar código-fonte]

Logo após os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, o nível técnico da seleção peruana começou a ter uma queda gradativa, mesmo que pouco alarmante em um primeiro momento. No Campeonato Mundial da China, em 1990, as peruanas obtiveram o sexto lugar, considerada então uma posição desconfortável (principalmente ao se comparar com os resultados obtidos poucos anos atrás).

No ano de 1991, o Peru perdeu a final sul-americana para o Brasil, sendo que em novembro do mesmo ano acabou não se classificando aos Jogos Olímpicos de Barcelona, então disputados em 1992. Em 1993, o Peru ganhou seu último campeonato sul-americano e, após esta competição, o nível técnico deste selecionado começou a apresentar uma brusca queda. Man Bok Park retirou-se do comando da seleção, assim como muitas jogadoras também seguiram similar caminho.

No Campeonato Mundial do Brasil (em 1994) e nos Jogos Olímpicos de Atlanta (em 1996), o Peru não ganhou uma única partida. Park regressou à seleção em 1994, mas não teve êxito. Nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, o Peru voltou a não ganhar nenhum jogo. Em 2001, a Federação Peruana de Voleibol foi sancionada, e por consequência impossibilitada de participar de quaisquer competições internacionais até 2003, ano no qual o Peru voltaria a ascender no cenário internacional, por trás do Brasil na América do Sul.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o país tem enfrentado uma enorme dificuldade para voltar a competir no mesmo nível de outrora. Em relação ao cenário sul-americano, perdeu o status de "segunda força" do continente para a Argentina, e ainda tem de tentar contornar o crescimento rápido da equipe de voleibol feminino da Colômbia.

A Federação Peruana de Voleibol vem tentando renovar o quadro da equipe feminina, mas tem enfrentado certa dificuldade. Mesmo que ainda apresente uma diferença significativa para com o Brasil nas categorias de base, o Peru tem podido incomodar o seu tradicional rival nos últimos anos. Tanto que, em 2012, o Peru voltou a vencer um Campeonato Sul-Americano na categoria de menores (sub-18) ante o Brasil, encerrando assim um jejum que durou 32 anos. Este êxito foi obtido por uma geração considerada a melhor dos últimos tempos que o país conseguiu formar neste categoria, com destaques para jogadoras como Ángela Leyva, Rosa Valiente e Maguilaura Frias. Em 2013, o Peru conseguiu o quarto lugar no Mundial da mesma categoria de menores, no qual Ángela Leyva acabou sendo premiada como a melhor atacante da competição.

Da nova geração destacam-se várias atletas, como a meio-de-rede Clarivet Yllecas, a ponteira/oposto Rafaella Camet, a oposto/meio-de-rede Daniela Uribe, a levantadora Alexandra Muñoz, a meio-de-rede Andrea Urrutia, a oposto Maguilaura Frísas, a levantadora Shiamara Almeida e a ponteira Angela Leyva, considerada a maior promessa do voleibol "incaico" feminino na atualidade.

Jogadoras Importantes[editar | editar código-fonte]

  • Natália Málaga
  • Rosa García
  • Leyla Chihúan
  • Elena Keldibekova
  • Irma Cordero
  • Luisa Fuentes
  • Esperanza "Pilancho" Jiménez
  • Mercedes Gonzáles
  • Norma Velarde
  • Ana Cecilia Carrillo
  • Raquel Chumpitaz
  • Denisse Fajardo
  • Aurora Heredia
  • Silvia León
  • Carmen Pimentel
  • Cecilia Tait
  • Gina Torrealva
  • Cenaida Uribe
  • Sonia Heredia
  • Gabriela Pérez del Solar
  • Luisa Cervera
  • Miriam Gallardo
  • Sonia Ayaucán
  • Margarita Delgado
  • Paola Paz Soldan

Equipe atual[editar | editar código-fonte]

Convocação para a temporada de 2014.

Número Jogadora Nascimento Height Clube Posição
1. Hilary Palma 05/01/1997 170 Peru Sporting Cristal Ponteira
3. Carla Rueda 19/04/1990 184 Azerbaijão Azerrail Baku Ponteira
5. Shiamara Almeida 19/02/1996 172 Peru Sporting Cristal Levantadora
6. Alexandra Muñoz 16/08/1993 180 Peru Univ. César Vallejo Levantadora
8. Maguilaura Frias 28/05/1997 184 Peru Univ. San Martín de Porres Oposto
9. Raffaella Camet 14/09/1992 182 Peru Sporting Cristal Oposto
11. Clarivett Yllescas 11/08/1993 187 Peru Univ. César Vallejo Meio-de-rede
12. Ángela Leyva 22/11/1996 182 Peru Univ. San Martín de Porres Ponteira
13. Andrea Urrutia 31/05/1997 185 Peru Univ. San Martín de Porres Meio-de-reda
15. Karla Ortiz 20/10/1991 182 Israel Haifa Volleyball Ponteira
16. María de Fátima Acosta 25/05/1992 164 Peru Deportivo Géminis Líbero
18. Coraima Gomez 30/10/1996 180 Peru Alianza Lima Meio-de-rede

Referências

  1. «FIVB - Volleyball». www.fivb.org. Consultado em 20 de agosto de 2017 
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