Serra da Saudade

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Serra da Saudade
  Município do Brasil  
Símbolos
Brasão de armas de Serra da Saudade
Brasão de armas
Hino
Gentílico serrano-saudalense[1]
Localização
Localização de Serra da Saudade em Minas Gerais
Localização de Serra da Saudade em Minas Gerais
Mapa de Serra da Saudade
Coordenadas 19° 26' 16" S 45° 47' 45" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Região intermediária[2] Divinópolis
Região imediata[2] Dores do Indaiá
Municípios limítrofes Dores do Indaiá, Quartel Geral, São Gotardo e Estrela do Indaiá
Distância até a capital 230 km
História
Fundação 27 de dezembro de 1948 (71 anos)
Emancipação 30 de dezembro de 1962 (57 anos)
Administração
Prefeito(a) Alaor José Machado (PP, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 335,659 km²
População total (estimativa IBGE/2020[4]) 776 hab.
 • Posição BR: 5570
Densidade 2,3 hab./km²
Clima tropical (Cwa)
Altitude 670 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 35617-000 a 35619-999[3]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[5]) 0,677 médio
PIB (IBGE/2015[6]) R$ 16 609,25 mil
PIB per capita (IBGE/2015[6]) R$ 20 304,70
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Carmo[7]
Sítio serradasaudade.mg.gov.br (Prefeitura)
camaraserradasaudade.com.br (Câmara)

Serra da Saudade é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população estimada para 1 de julho de 2020 era de 776 habitantes, sendo assim o município menos populoso do Brasil.[4]

A cidade é cortada pelo Rio Indaiá, um dos principais afluentes do Rio São Francisco, e tem patrimônios culturais como a Antiga Estação da Barra do Funchal localizada próximo ao Rio Indaiá, Os Túneis, a 4 km da cidade e a Antiga Estação Melo Viana localizada no centro da cidade, ambos desativados há muito tempo, são tombados e fazem parte da história do município.

Serra da Saudade possui dois bairros: o São Geraldo e o Centro. O município também possui uma Escola Municipal, um posto de saúde, um parque de exposições de feiras e eventos, uma creche, uma academia, uma praça de esportes, um ginásio poliesportivo, além de disponibilizar internet wifi em praças de lazer gratuito para a população. A cidade foi emancipada em 1963 do município de Dores do Indaiá e, desde então, mantém o ar de interior. A Festa do Peão e a Festa de Nossa Senhora do Rosário são os eventos mais tradicionais da cidade e da região.[8]

Nas eleições de 2014, Serra da Saudade registrou 697 votos válidos, para um total de 822 habitantes.[9] Nas mesmas eleições, Borá registrou 806 votos válidos, para um total de 835 habitantes.[10]

História[editar | editar código-fonte]

No sopé da Serra da Saudade do século XVIII, entre as pequenas propriedades havia também duas grandes fazendas: a fazenda do Rancho e a da Serra da Saudade. A primeira, cujo nome foi dado porque lá havia um rancho que abrigava para pernoite os viajantes e tropeiros , era de propriedade de Pedro Félix. Já a fazenda Serra da Saudade era de propriedade de Miguel de Furtado Mendonça. O nome da fazenda foi uma homenagem à grande serra que contornava a região e que já naquela época tinha o nome de Serra da Saudade. A propriedade tinha 1 925 hectares. Em 1882 foi dividida entre os vários herdeiros. A maior parte da fazenda ficou com José Lopes Rodrigues Júnior, que vendeu depois por setenta contos de réis para dois sócios, José Calixto Assunção e Joaquim Elias Pereira, com todas as benfeitorias. Depois, José Calixto comprou a parte do sócio. Depois de sua morte, a propriedade ficou para sua única filha, Maria Praxedes Assunção.[11]

Uma estrada de Ferro ligando Dores do Indaiá a Paracatu, passando pela fazenda Serra da Saudade começou a ser construída em 28 de dezembro de 1922. A ferrovia escoava café, madeira, gado e diamantes.[12] Naquela época, a fazenda do Rancho pertencia a José Zacarias Machado, que doou dois alqueires de terra para a construção da estação ferroviária. Em troca, a estação deveria ser chamada de Estação Melo Viana. Esta foi inaugurada em 22 de julho de 1925 e ao seu redor começaram a surgir as primeiras moradias dos funcionários da estrada de ferro, e também de alguns posseiros. Por volta daquele mesmo ano, Maria Praxedes doou também um alqueire para a construção da Igreja Nossa Senhora do Carmo e outras moradias foram construídas com a venda de mais lotes que pertenciam à sua fazenda. Surgiram também pequenas indústrias como uma produtora de fubá e de máquinas para beneficiar arroz, com mais ruas ao redor da praça principal onde estava a estação ferroviária. Décadas depois passaria também pelo então arraial de Melo Viana uma rodovia, a Belo Horizonte-Uberaba, trecho da futura rodovia federal BR-262. Com o desenvolvimento econômico da região, o povoado se expandiu com a instalação de mais pontos comerciais. No entanto, com Segunda Guerra Mundial, que provocou uma crise econômica e racionamento de petróleo, as obras da rodovia foram paralisadas, e a estrada de ferro continuou a ser a opção para quem precisasse viajar, principalmente os tropeiros. Anos depois as rodovias passaram a substituir as ferrovias, e os trilhos da estrada de ferro que passava por Serra da Saudade seriam arrancados em 1969. Em 27 de dezembro de 1948 foi criado o distrito de Comendador Viana, antigo povoado de Estação Melo Viana. Estava subordinado ao município de Dores do Indaiá. Em 30 de dezembro de 1962 o distrito foi elevado à categoria de município, passando a se denominar Serra Saudade, sendo desmembrado de Dores do Indaiá. A sede do município foi instalada em 1.º de março de 1963, quando foi fundada a prefeitura municipal.[11]

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[13] o município pertence à Região Geográfica Imediata de Dores do Indaiá, que integra a Região Geográfica Intermediária de Divinópolis.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Bom Despacho, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Mineira.[14]

Os principais cursos de água que passam pelo município são o rio Indaiá, no limite com o município de São Gotardo, e o ribeirão dos Veados, que nasce na porção oriental da Serra da Saudade, que dá nome ao município. Ambos os rios são afluentes da margem esquerda do rio São Francisco.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Serra da Saudade». Consultado em 31 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2018 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  3. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  4. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2020). «Serra da Saudade». Consultado em 28 de agosto de 2020 
  5. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 31 de agosto de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  6. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2015». Consultado em 30 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2018 
  7. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 9. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  8. «Serra da Saudade: com 807 habitantes, menor cidade brasileira está em Minas». Consultado em 31 de maio de 2013 
  9. «Representação Política - 2014». IBGE. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  10. «Representação Política - 2014». IBGE. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  11. a b Histórico IBGE
  12. «Prefeitura municipal de Serra da Saudade». Consultado em 31 de maio de 2013 
  13. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 30 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2018 
  14. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 30 de setembro de 2018 
  15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1979). Bom Despacho (SE-23-Y-D) (Mapa) 1ª ed. [1:250 000]. Carta do Brasil. IBGE. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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