Type O Negative

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Type O Negative
Type O Negative se apresentando em 2007.
Informação geral
Origem Nova Iorque
País  Estados Unidos
Gênero(s) Metal gótico, doom metal
Período em atividade 1989 - 2010
Gravadora(s) Roadrunner Records, SPV
Integrantes Josh Silver
Kenny Hickey
Johnny Kelly
Ex-integrantes Peter Steele
Sal Abruscato
Página oficial TypeONegative.net

Type O Negative foi uma banda norte-americana de metal gótico formada no ano de 1989. Nos Estados Unidos, ela conseguiu um disco de platina por Bloody Kisses (1993) e um disco de ouro por October Rust (1996). A banda vendeu mais de 2 milhões de cópias pelo mundo.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos (1980-1991)[editar | editar código-fonte]

Desde o final da década de 1980 e início da década de 1990, a banda nova-iorquina Type O Negative vem escrevendo sua história na cena do metal mundial. Porém, sua origem e formação podem ser resgatadas nos anos anteriores, com a banda chamada Carnivore.

Formada em 1983 por Peter Steele, no Brooklin em Nova Iorque, a banda Carnivore teve apenas cinco anos de carreira e dois trabalhos lançados neste período. O primeiro lançado em 1985 com o mesmo nome da banda e o segundo, intitulado Retaliation, em 1987. Apesar da breve trajetória, o Carnivore foi uma espécie de "preparação" para a formação musical e da própria personalidade do Type O Negative. Por exemplo, nesses dois álbuns, percebe-se uma sonoridade que seria lapidada nos anos posteriores e um visual "pré-apocalíptico", que seria uma das marcas da banda.

Após o fim do Carnivore, Peter Steele não desiste e sai à procura de outros músicos. Josh Silver, amigo pessoal de Peter e que já tinha produzido o primeiro disco do Carnivore, foi o primeiro a ser convidado.[2] No ano de 1990, a banda já com o nome atual e a formação com Peter Steele (líder fundador, vocalista e compositor), Sal Abruscato (baterista), Kenny Hickey (guitarrista) e Josh Silver (tecladista), preparam o álbum de estreia. No ano seguinte, além da qualidade, a proposta musical foi significante para que a banda fosse contratada pela gravadora Roadrunner Records.

Slow, Deep and Hard e The Origin of the Feces (1991-1992)[editar | editar código-fonte]

Type O Negative tocando em Gods of Metal, 2007.

Slow, Deep and Hard foi o início.[3] O trabalho traz características da extinta Carnivore, com passagens viscerais, algumas soando até de forma crua; outras bem lentas e próximas do Doom Metal. A faixa de abertura intitulada Unsuccessfully Coping with the Natural Beauty of Infidelity, estende-se por doze minutos e é uma referência das outras seis canções que compõem o álbum.

Outras características de nota são as passagens acústicas e até mesmo o uso de corais no estilo "canção sacra" (feitos pelo próprio Peter). Percebe-se também que uma das curiosidades desse disco é o nome das canções. Por exemplo, a faixa Gravitational Constant: G = 6.67 x 10-8 cm-3 gm-1 sec-2. De qualquer forma, o trabalho foi bem recebido pela crítica e pelo público[carece de fontes?] . Em seguida, parte para uma turnê ao lado de Biohazard e The Exploited.

Mais um elemento pode ser encontrado na trajetória do Type O Negative. Geralmente, uma banda lança um disco ao vivo após alguns anos de carreira, vários álbuns lançados e uma posição consistente em seu segmento. No caso do Type O Negative não foi bem assim. O segundo álbum de sua discografia, The Origin of the Feces lançado em 1992 já é um trabalho ao vivo; ou pelo menos deveria ser.

Os boatos dão conta de que a gravadora Roadrunner havia entregado diretamente a Peter, uma quantia que seria suficiente para a produção de um disco ao vivo. Porém, Peter teria gastado todo o dinheiro promovendo festas e orgias. Assim, vendo-se na obrigação de entregar um disco "live" para a Roadrunner, a banda regravou algumas faixas em estúdio e, durante a mixagem, inseriu aplausos artificiais e até diálogos para que a sonoridade soasse como nos discos ao vivo.[carece de fontes?]

O fato é que The Origin of the Feces não é um álbum ao vivo. Mas, entre as dez faixas que compõem este trabalho, sendo algumas do disco anterior, os destaques ficam com Hey Peter (versão de Hey Joe de Jimi Hendrix) e Paranoid. Esse cd foi relançado em 1994 com uma nova capa, visto que a original mostrava uma foto do ânus do vocalista Peter Steele (fazendo referência ao título do álbum, ou seja a origem das fezes).

Bloody Kisses e October Rust (1993-1998)[editar | editar código-fonte]

No ano de 1993 foi lançado o álbum Bloody Kisses, através do qual a sonoridade agressiva e visceral de outrora cedeu espaço às melodias mais sofisticadas próximas ao Doom Metal e ganhou ares sombrios; porém, sem soar comercial. Foi este trabalho que consagrou os primeiros sucessos. O forte apelo visual, foi essencial para que os clipes tivessem uma ótima aceitação do público, chegando a liderar as paradas de clipes da MTV.[carece de fontes?]

O vocalista Peter Steele ao lado de uma fã.

Além da qualidade musical, Bloody Kisses tornou-se conhecido também pela polêmica gerada em torno de algumas canções. A introdução, Machine Screw, inicia-se com gemidos eróticos femininos. Na seqüência, a segunda faixa, Christian Woman, narra em sua letra, a história de uma adolescente que vê Cristo como um símbolo sexual. O clipe desta canção exibe cenas da adolescente na cama com o suposto Cristo. Além disso, Christian Woman estendia-se por aproximadamente nove minutos. Assim, não apenas a duração teve de ser reduzida como a letra teve de ser adaptada para ser executada nas rádios.

A terceira faixa, Black nº 1, também ganhou uma versão videoclipe. O hardcore ressurge em faixas como Fay wray come out and play e Kill all the white people. Peter Steele despeja desilusões amorosas e problemas pessoais em faixas como Summer Breeze, Bloody Kisses, Too Late: Frozen e Blood & Fire.

Em 1994, este álbum foi relançado numa versão "digipack" com capa e encarte diferentes e sem as faixas mais curtas; porém, trazia a inédita Suspended in Dusk. Neste mesmo ano, o The Origin of the Feces foi relançado com uma nova capa. Durante uma turnê de divulgação do Bloody Kisses, o baterista Sal Abruscato desentendeu-se com os outros membros e abandonou a banda. Johnny Kelly, ex Life of Agony, foi convidado para ocupar a vaga deixada por Sal.

No ano seguinte, o Type O Negative foi convidado a participar do tributo ao Black Sabbath, intitulado Nativity in Black, ao lado de bandas como Megadeth, Bruce Dickinson, Sepultura, Faith No More, White Zombie, entre outros. Neste trabalho, o Type regrava a canção Black Sabbath, com um arranjo mais sombrio, diferente do original; enquanto as outras bandas fizeram releituras semelhantes às gravações originais. Nesta mesma época, Peter Steele posa nu para a revista Playgirl e aumenta a popularidade do Type O Negative.

O álbum October Rust foi lançado em 1996 e é considerado por muitos fãs, como o melhor trabalho da carreira.[quem?][carece de fontes?] Ao longo de suas quinze canções, October Rust oscila entre climas românticos, como Love you to Death (com introdução em piano) que ganhou uma versão videoclipe; climas amenos como encontrado em Green Man; ou mais densos como Red Water. Ainda, há uma passagem eletrônica e mais dançante em My Girlfriend's Girlfriend, que também se tornou um videoclipe, mas proibido em alguns países devido ao fato de abordar a homossexualidade feminina. Mas este trabalho não deixa de lado a face sombria da banda como em Wolf Moon, nem a introspecção de Peter em Haunted. Como de costume, mais uma faixa é batizada com um nome imenso: The Glorious Liberation Of The People's Technocratic Republic Of Vinnland By The Combined Forces Of The United Territories Of Europa.

Nos anos seguintes, o Type O Negative participa de importantes festivais como o Ozzfest e das trilhas sonoras dos filmes A Bruxa de Blair, A Noiva de Chucky e, posteriormente, Mortal Kombat.

World Coming Down e The Least Worst of Type O Negative (1999-2001)[editar | editar código-fonte]

World Coming Down é o quinto álbum. Este trabalho foi concebido durante turnês anteriores. Porém, tragédias pessoais, como a morte do pai de Peter, colaboraram para o clima mais pesado do álbum. Lançado em 1999, este disco é citado como um dos menos prósperos do Type O Negative, com letras mais depressivas e uma sonoridade um pouco mais comercial. Mas, entre suas 13 faixas, ainda destacam-se Every One I Love Is Dead, All Hallow´s Eve e Everything Dies; além de uma regravação dos Beatles: Day Tripper.

Em 2000 foi lançado um pacote promocional contendo uma compilação de versões dos maiores sucessos da carreira e algumas inéditas, além do DVD After Dark e um livreto de oito páginas, intitulado The Least Worst Of. Nesta mesma época, Johnny Kelly e Kenny Hickey passaram a atuar também em projetos paralelos. Em 2001, a banda se reúne para dar início às composições do próximo álbum.

Life Is Killing Me e Dead Again (2002-2009)[editar | editar código-fonte]

Após três anos de expectativa para os fãs, o Type lança o inédito Life Is Killing Me.[4] Este trabalho traz quinze faixas que mantém as principais características da banda. Porém, alguns detalhes foram incorporados neste disco. Por exemplo, a banda fez uso, na faixa Less than Zero, de uma cítara, instrumento "pouco convencional" entre bandas do gênero. Os vocais de Peter continuam graves e profundos, enquanto Josh eleva a sofisticação com os arranjos de teclado. Life Is Killing Me agrada aos fãs mais antigos e exigentes e torna-se mais uma referência na discografia da banda.

Peter Steele, vocalista do Type O Negative.

Em maio de 2005, no site oficial da banda, foi divulgada uma informação de que Peter Steele estaria morto. Na mesma página, encontrava-se uma foto da lápide do vocalista. Obviamente, a notícia foi desmentida imediatamente. Porém, não se sabe ainda se isto foi uma brincadeira dos próprios membros ou se a webpage foi invadida por hackers.[carece de fontes?] Neste mesmo ano, Peter Steele participa das gravações do filme Tao of M, de James L. Bills, interpretando o vampiro Viktor Baine.

No início de 2006, é lançado pela gravadora alemã SPV, o DVD Symphony for the Devil (The World of Type O Negative). Juntamente com o DVD, é lançado um single contendo três covers do guitarrista Carlos Santana: Evil Ways, Oye Como Va e Black Magic Woman.

Em 2007 é lançado Dead Again, o trabalho mais recente da banda. Traz 10 faixas inéditas, além de trazer na arte gráfica da capa o místico russo Rasputin. O primeiro single do álbum é a faixa The Profit of Doom, que pode ser escutada em rádios de heavy metal. Para o videoclipe, a faixa sofreu cortes, já que a original possui quase 11 minutos de duração.

Apesar de haver uma certa unidade na sonoridade dos discos, enquadrar o Type O Negative em apenas um estilo dentro do Metal é tarefa que poucos fãs e críticos se arriscam. Porém, a influência de Black Sabbath, por exemplo, é nítida; mas nem por isso são classificados apenas como Doom Metal. Além das canções, o visual "vampírico" já os rotulou como "Vampiric Metal" e, em outros casos, como Gothic Metal. Mas Peter Steele declara que o estilo é "Gothadelic".[carece de fontes?] Porém, a maioria dos fans rotulam como doom/gothic metal.[quem?]

A morte de Peter Steele e o fim do Type O Negative (2010)[editar | editar código-fonte]

Na madrugada de 14 de abril de 2010, Peter Steele faleceu, vítima de uma parada cardíaca.[5][6] Os membros restantes do Type O Negative decidiram dissolver a banda em vez de substituir Steele, com Johnny Kelly afirmando: "Mesmo que haja alguém que possa tomar o lugar dele, isso não importaria. Não temos nenhum interesse em continuar. É impossível – nem sequer surgiu em nenhum tipo de discussão. Quando Peter morreu, o Type O Negative morreu com ele".[7]

Influência e legado[editar | editar código-fonte]

Peter Steele citou o Black Sabbath e os Beatles como principais influências no Type O Negative. Outras influências são Deep Purple, Led Zeppelin, Judas Priest, e AC/DC, e bandas de rock gótico/pós-punk como Joy Division, Cocteau Twins, Christian Death, Bauhaus, The Sisters of Mercy, Killing Joke, e Dead Can Dance.[8]

O Type O Negative influenciou algumas bandas do metal gótico europeu, particularmente o Tristania,[9] Moonspell[10] e o Lacuna Coil.[11] Outros grupos que citaram a banda como influência foram o Evanescence[12] e o HIM.[13]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Compilações[editar | editar código-fonte]

Videografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «GOLD AND PLATINUM - Searchable Database». RIAA. Consultado em 19 de Setembro de 2007 
  2. Stingley, Mick (Abril 15, 2010). «Type O Negative Frontman Peter Steele Dies». Billboard.com. Consultado em 22 Abril 2013. Born in 1962, Steele played in a number of hardcore bands around his native Brooklyn before starting Carnivore,... 
  3. Stingley, Mick (Abril 15, 2010). «Type O Negative Frontman Peter Steele Dies». Billboard.com. Consultado em 22 Abril 2013. Their first release, 'Slow, Deep And Hard' (1991, RoadRunner) was notable for both its long dirges and thrash breaks, and dark, humorous lyrics. 
  4. Wiederhorn, Jon (Abril 15, 2010). «Peter Steele Of Type O Negative: A Remembrance, Frontman's dark image belied his friendly, humorous personality.». Mtv.com. Consultado em Agosto 22, 2012. In 2003, Type O Negative released what turned out to be their penultimate album, Life Is Killing Me. 
  5. «Peter Steele, of Heavy Metal Band Type O Negative, Dies at 48». The New York Times. Abril 19, 2010. Consultado em Novembro 3, 2012 
  6. «Peter Steele, 48, Singer and Bassist». The New York Times. Abril 20, 2010. p. B10. Peter Steele, the singer, bassist and chief songwriter for the heavy metal band Type O Negative, died on Wednesday. He was 48. His death was announced on the band's Web site (typeonegative.net). The announcement said that the cause had not yet been officially determined but appeared to be heart failure 
  7. «Type O Negative Died with Steele, says Kelly». Rock News Desk. Julho 13, 2011. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  8. «Interview with The Vampire: Peter Steele of Type O Negative». Theroc.org. Consultado em October 13, 2014. Cópia arquivada em September 1, 2014 
  9. «Tristania interview @ Tartarean Desire». Tartarean Desire Webzine - the webzine for metal fans. Maio de 2005. Consultado em 16 de Outubro de 2007 
  10. «Moonspell Interview». Rockpages.gr. Consultado em 19 de Setembro de 2007 
  11. «LACUNA COIL: Interview with Cristina Scabbia». Metal-Rules.com. Consultado em 19 de Setembro de 2007 
  12. «Enclave Interview 1998». Evanescence is… not a christian band.com. Consultado em 19 de Setembro de 2007. Arquivado do original em 4 de outubro de 2013 
  13. «HIM: New Audio Interview With VILLE VALO Available». BLABBERMOUTH.NET. 13 de Outubro de 2007. Consultado em 16 de Outubro de 2007