Um Sermão Sobre a Indulgência e a Graça

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Cópia do sermão.

Um Sermão Sobre a Indulgência e a Graça (em alemão: Eynn Sermon von dem Ablasz und Gnade) é um panfleto escrito pelo teólogo Martinho Lutero em Wittenberg como uma carta em março de 1518 e publicada em abril daquele ano.[1]

O sermão em si foi escrito como Lutero dirigindo-se diretamente ao seu público. Ele enfatiza as boas obras e o arrependimento sincero sobre as indulgências, com Lutero criticando as indulgências como não-escriturárias e o clero católico como sendo ganancioso e desperdiçando dinheiro na Basílica de São Pedro, quando poderia ser melhor gasto com os pobres em seus próprios bairros.[2][3][4]

Impacto[editar | editar código-fonte]

O panfleto foi um sucesso instantâneo e foi reimpresso 14 vezes apenas em 1518, em tiragens de pelo menos 1.000 cópias. É considerado por muitos como o verdadeiro ponto de partida da Reforma Protestante. Lutero escreveu o sermão em alemão, ao contrário de suas 95 Teses (escritas em latim), e evitou o vocabulário regional para assegurar que suas palavras fossem inteligíveis em todas as terras germânicas. Isso ajudou o trabalho a chegar rapidamente a uma ampla audiência.[5]

O sermão percorreu os principais centros do Sacro Império Romano, e o público de leitura mais amplo primeiro veio a conhecer algo de Lutero através dele.[6] Foi descrito como "o primeiro bestseller impresso do mundo".[7][8] Wolfgang Capito refletiu muito no sermão de Lutero.[9] O sermão foi respondido por Johann Tetzel em seu Vorlegung (Apresentação) condenando vinte erros de Lutero.[10]

Referências

  1. "The Renaissance Computer: Knowledge Technology in the First Age of Print", by Neil Rhodes and Jonathan Sawday.
  2. ”The Word made flesh: a history of Christian thought”, by Margaret Ruth Miles, p.249.
  3. ”Luther”, Volume 1, by John Osborne, p.372.
  4. "Information revolutions in the history of the West", Leonard Dudley.
  5. ”Social media in the 16th Century: How Luther went viral: Five centuries before Facebook and the Arab spring, social media helped bring about the Reformation”, The Economist, dated 17 Dec 2011.
  6. ”Printing, Propaganda, and Martin Luther”, by Mark U. Edwards, Jr., p.164.
  7. "Propaganda Prints: A History of Art in the Service of Social and Political Change", by Colin Moore.
  8. "Teaching world history: a resource book", by Heidi Roupp.
  9. "Wolfgang Capito: from humanist to reformer", by James M. Kittelson.
  10. "The Oxford encyclopedia of the Reformation", by Hans J. Hillerbrand and Hans J. Hillerbrand.