Vale dos Dinossauros (Sousa)

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Monumento Natural Vale dos Dinossauros
Entrada do Vale dos Dinossauros.
Localização Sousa,  Paraíba
País  Brasil
Dados
Área 1 730 km²
Criação 27 de dezembro de 2002 (16 anos)
Coordenadas 6° 43' 56" S 38° 15' 41" O
Monumento Natural Vale dos Dinossauros está localizado em: Paraíba
Monumento Natural Vale dos Dinossauros
Localização do Vale dos Dinossauro na Paraíba.
Maquetes de Dinossauros na Entrada do Parque.
Vista do local das pegadas fossilizadas no Vale dos Dinossauros.
Trilha de um Carnossauro no Vale dos Dinossauros.

O Vale dos Dinossauros é uma unidade de conservação do estado da Paraíba, criada em 27 de dezembro de 2002 pelo Decreto Estadual N.º 23.832 e classificada como um Monumento Natural[1][2]. Conhecida principalmente pela presença de centenas de pegadas fossilizadas de dinossauros[1][2].

É um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil, com descobertas científicas servindo como referência para várias pesquisas ao redor do mundo[1][3]. Na região da América Latina, é o maior conjunto de pegadas de dinossauros provenientes da fase inicial do período Cretáceo [1]. No entanto, infelizmente tem corrido risco de destruição devido ao mau estado de proteção de determinados locais com presença de pegadas[4].

Compreende uma área de mais 1.730 km², abrangendo aproximadamente 30 localidades no alto sertão da Paraíba (Brasil), entre elas os municípios de São João do Rio do Peixe, Sousa, Aparecida, Marizópolis, Vieirópolis, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Santa Cruz, Santa Helena, Nazarezinho, Triunfo, Uiraúna, Cajazeiras. Os registros mais importantes estão no município de Sousa, distando 7 km da sede do município. O acesso é feito pela PB-391 sentido Sousa/Uiraúna.

Os achados mais importantes estão na Bacia do Rio do Peixe, município de Sousa, a 420 km de João Pessoa. Lá, encontram-se rastros e trilhas fossilizadas de mais de 80 espécies em cerca de 20 níveis estratigráficos. Destacam-se as trilhas das localidades da Passagem das Pedras, onde foram descobertas os primeiros indícios de dinossauros brasileiros, no fim do século XIX.

Em toda a região, encontram-se rastros fossilizados cujo tamanho varia de 5 cm (de um dinossauro do tamanho de uma galinha), até 40 cm, como as pegadas de iguanodonte de 4 toneladas, 5 metros de comprimento e 3 metros de altura. A maioria das pegadas são de dinossauros carnívoros. Uma trilha com 43 metros em linha reta é a mais longa que se conhece no mundo[carece de fontes?]. De acordo com os paleontólogos, esses rastros têm pelo menos 143 milhões de anos.

Existe também (embora em menor quantidade), marcas petrificadas de gotas de chuva, plantas fósseis, ossadas parciais de animais pré-históricos e pinturas rupestres feitas pelos antigos habitantes. Estas últimas localizam-se principalmente no Serrote do Letreiro (em Sousa) e Serrote da Miúda (nos municípios de São Francisco e Santa Cruz ).

As marcas deixadas por esses animais pelo sertão paraibano despertam o interesse de cientistas brasileiros e estrangeiros, atraindo também muitos turistas e curiosos de todo o mundo.

Características[editar | editar código-fonte]

O clima é do tipo quente e úmido com chuvas de verão e outono, a temperatura média entre 27º a 28°C e a precipitação em torno de 800 a 1000mm. A formação florestal é do tipo caatinga em geral de porte arbóreo. Na área existe a maior concentração de pegadas fossilizadas de dinossauros, a mais expressiva do mundo pela variedade de espécies: são pegadas de mais de 80 espécies distintas, variando entre 5 e 40 cm de comprimento, a maioria de dinossauros carnívoros.

A situação fundiária encontra-se totalmente regularizada, o governo do Estado através da SUDEMA (Superintendência de Administração do Meio Ambiente) e em parceria com a prefeitura municipal, desapropriou e realizou a compra da área. O monumento natural tem a disposição 15 funcionários de nível médio e superior disponibilizados pela prefeitura de Sousa, além dos técnicos da SUDEMA/CEA (Coordenadoria de Estudos Ambientais), para gerenciar e administrar o monumento. Possui um centro de visitação, constituído por auditório, museu, toaletes, almoxarifado, recepção e quiosques, que servem de apoio para lanches, aulas práticas e vendas de sourvenir, além de estacionamento para carros e ônibus.

Existem na unidade trilhas interpretativas com placas indicativas, e o local se encontra cercado e com portão para o controle de entrada e saída dos visitantes. A visitação é realizada durante todo o ano, por escolas na prática de Educação Ambiental, por turistas e pesquisadores. Atualmente recebe duas mil pessoas por mês.

Sousatitan[editar | editar código-fonte]

Em 2016 uma equipe liderada pela paleontóloga Dra. Aline M. Ghilardi escavou e descreveu um osso de dinossauro que foi encontrado na região por um morador local, o Sr. Luiz Carlos Gomes. Trata-se de uma fíbula de uma espécie desconhecida de titanossauro, informalmente denominada Sousatitan [5][6][7][8][9].

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d Carvalho, Ismar; et al. (2013). «Vale dos Dinossauros: a relevância das pegadas fósseis da Bacia de Sousa como patrimônio geológico». II Simpósito Brasileiro de Patrimônio Geológico. Consultado em 12 de maio de 2019 
  2. a b Leonardi & Carvalho, Giuseppe (2002). «Icnofósseis da Bacia do Rio do Peixe, PB - O mais marcante registro de pegadas de dinossauros do Brasil». Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil - Vol.1. [S.l.]: Ministério das Minas e Energia - Governo Federal do Brasil. pp. 101–111. Consultado em 12 de maio de 2019 
  3. Díaz-Martínez, Ignacio; et al. (2014). «Ichnotaxonomic Review of Large Ornithopod Dinosaur Tracks: Temporal and Geographic Implications». PLoS ONE 10(2). Consultado em 12 de maio de 2019 
  4. Siqueira, Luis Manoel; et al. (2011). «Sítios Paleontológicos das Bacias do Rio do Peixe: Georreferenciamento, Diagnóstico de Vulnerabilidade e Medidas de Proteção» (PDF). Anúario do Instituto de Geociências da UFRJ. Consultado em 12 de maio de 2019 
  5. Rappa, Mariana (2 de agosto de 2016). «Conheça Sousatitan, o mais novo dinossauro brasileiro». Revista veja. Revista Veja. Consultado em 22 de abril de 2019 
  6. «Uma nova espécie de dinossauro foi descoberta no Brasil». revistagalileu.globo.com. Revista Galileu. 25 de julho de 2016. Consultado em 22 de abril de 2019 
  7. Miranda, Giuliana (25 de julho de 2016). «Nova espécie de dinossauro é encontrada no sertão da Paraíba». Folha de São Paulo. Consultado em 22 de abril de 2019 
  8. «Sousatitan: Brazil's oldest sauropod bone found in a sea of trace fossils». Mostly Mammoths, Mummies and Museums (em inglês). 26 de agosto de 2016. Consultado em 22 de abril de 2019 
  9. Ghilardi,, A. M.; et al. (1 de dezembro de 2016). «A new titanosaur from the Lower Cretaceous of Brazil». Cretaceous Research. Consultado em 22 de abril de 2019 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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