Antão Gonçalves

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Antão Gonçalves foi um navegador e descobridor português do século XV e traficante de escravos,[1] sendo o primeiro europeu a comprar Africanos nativos como escravos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sendo Guarda-Roupa e Escrivão da Puridade da Casa do Infante D. Henrique, que o armou Cavaleiro,[2] foi por este incumbido em 1441 de navegar até ao Rio do Ouro ou Río de Oro, a fim de trazer peles de lobos-marinhos e donde trouxe para Portugal, pela primeira vez, escravos negros.[2]

Antão Gonçalves, que chegou a fazer três viagens ao Rio do Ouro,[3] trouxe na sua primeira deslocação alguns nativos que tinham sido aprisionados.[4]

Mais tarde, sendo referido como Comendador na Ordem de Cristo da Vila de Tomar, foi nomeado Alcaide-Mor da dita Vila, a 16 de Junho de 1473, e do Infante D. Henrique, que o nobilitou, recebeu Brasão de Armas de Mercê Nova para o seu Apelido.[2] Teve as seguintes Armas, que se encontram registadas no Livro do Armeiro-Mor, acabado em 1509: de verde, com banda de prata, carregada de dois leopardos de púrpura, armados e lampassados de vermelho, postos no sentido da banda; timbre: um leão sainte de púrpura, armado e lampassado de vermelho.[5]

Ainda vivia quando D. Afonso V de Portugal lhe concede licença para comprar alguns bens de raiz até à quantia de 10$000 reais, contanto que os pardieiros que comprara estejam englobados na dita quantia. Na mesma data, o mesmo Rei legitima Simão, Garcia, Valentim e Fernando, filhos de Antão Gonçalves, Alcaide-Mor e Comendador da Vila de Tomar, e de Ana Gonçalves, mulher solteira, a pedido do pai.[6]

A tradição genealógica identifica-o com um homónimo Antão Gonçalves, nascido em Travanca de Lagos, hoje Oliveira do Hospital, pai de Afonso Gonçalves, casado com Inês Afonso, cuja filha Inês Afonso (c. 1500 - Seia, Sameice, Quinta do Paço da Boavista, 2 de Outubro de 1554) foi primeira mulher, c. 1520, de Aparício Rodrigues de Macedo (Seia, Santiago, Casa de Folgosa do Salvador, c. 1492 - Seia, Sameice, Quinta do Paço da Boavista, 13 de Setembro de 1561), 1.º Senhor da Quinta do Paço da Boavista, em Sameice, Seia, Escudeiro do Mestre da Ordem de Santiago, Vereador do Senado da Câmara em 1508 e Coudel de Viseu, Juiz Ordinário da Vila do Casal, em Seia, etc., Lavrador (no sentido de proprietário agrícola) e arrematador de rendas, com geração, o qual casou segunda vez em 1555 com Isabel Álvares (Seia, Sameice - ?), também com geração.[7]

Referências

  1. TRÁFICO E OS NAVIOS NEGREIROS (em português) Portalsaofrancisco.com.br. Página visitada em 4 de abril de 2011.
  2. a b c "Ascendências Visienses", Manuel Abranches de Soveral, 1.ª Edição, Porto, 2004, ISBN 972-97430-6-1, Vol. II, p. 42
  3. Martim Fernandes (em português) Instituto Camões. Página visitada em 4 de abril de 2011.
  4. As viagens marítimas à descoberta do mundo - CRONOLOGIA (em português) Eselx.ipl.pt. Página visitada em 4 de abril de 2011.
  5. "Armorial Lusitano", Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 3.ª Edição, Lisboa, 1987, p. 256
  6. "Ascendências Visienses", Manuel Abranches de Soveral, 1.ª Edição, Porto, 2004, ISBN 972-97430-6-1, Vol. II, pp. 42 e 43
  7. "Ascendência Visienses", Manuel Abranches de Soveral, 1.ª Edição, Porto, 2004, ISBN 972-97430-6-1, Vol. II, pp. 42 e 43

Ver também[editar | editar código-fonte]


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