Arto Lindsay

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Emblem-scales.svg
A neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão.
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa. Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.
Arto Lindsay
Arto lindsay 05N3758cr.jpg
Informação geral
Nome completo Arthur Morgan Lindsay
Nascimento 28 de maio de 1953 (60 anos)
Origem Richmond, Virginia
País  Estados Unidos
Gênero(s) No Wave/World Music
Instrumento(s) vocal, guitarra 12 cordas
Modelos de instrumentos Danelectro
Período em atividade 1971 – atualmente
Gravadora(s) Righeous Babe {U.S.A.}/Ryko {uk}/Natasha Records {Brasil}/Ping Pong {Brasil}
Página oficial www.artolindsay.com

Arthur Morgan Lindsay (Richmond, 28 de maio de 1953) é um cantor, guitarrista, produtor musical e compositor estadunidense.[1]

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Com uma voz notavelmente suave e rouca, e uma técnica instrumental distinta e construída de modo auto-didata, descrita por Brian Olewnick como "estudadamente ingênua... soando como uma criação bastarda de Derek Bailey"[2] sua ruidosa e intensa guitarra é contrastada muito frequentemente com a suavidade e a sensualidade da MPB.

Tendo nascido nos EUA, Lindsay passou a maior parte da sua juventude no Brasil com seus pais missionários e viveu no país sul-americano durante o período cultural marcado pelo movimento tropicalista. Esta era de experimentação e intercâmbio de linguagens e influências artísticas impactou profundamente o jovem Lindsay.

De retorno aos EUA, em Nova Iorque, Lindsay começou a apresentar suas ambições artísticas como escritor, mas seu interesse rapidamente passou às cenas artísticas e musicais que evoluiam em Nova Iorque para mais além da cena punk.

No final dos anos 70 ele participou da banda DNA, que frequentava a cena underground de Manhattan. In 1978, DNA foi lançado no álbum-projeto No New York (produzido por Brian Eno) ao lado de 3 outras bandas de No Wave e com este álbum conseguiram alguma notoriedade inclusive internacionalmente, se tornando rapidamente a referência fundamental do gênero, que se propunha a ser uma antítese artística e sonora do New Wave .

Ao começo dos anos 80, Lindsay, com seu particular estilo de tocar guitarra, se tornou uma figura fácil do circuito musical de Manhattan tocando com as bandas jazzísticas The Lounge Lizards e Golden Palominos ou produzindo faixas para Laurie Anderson ou David Byrne contribuindo artísticamente com o selo estadunidense de World Music Luanka Bop entre outras atividades tanto propriamente musicais (como instrumentista, cantor e compositor) como de suporte à arte (como a de tradutor ou produtor).

Ao deixar o The Lounge Lizards Arto formou o Ambitious Lovers com o tecladista Peter Scherer. Nesta etapa a música de Arto Lindsay passou a apresentar mais fortemente influências rítmicas do pop e dos gêneros brasileiros (sobretudo a bossa-nova e o tropicalismo com) os quais tinha tido contato. Apesar de terem sido lançados por majors como EMI e Elektra e de terem recebido positivas críticas da imprensa especializada, a banda jamais atingiu o mainstream. Os Ambitious Lovers se separaram em 1991, entretanto Lindsay guardou uma forte relação de trabalho com Scherer, e continuou a gravar com ele.

Em meados dos anos 90 Arto deu início a sua carreira solo significantemente, desta vez mais do que nunca, orientada em direção às suas raízes brasileiras, cantando em português mais frequentemente, contando com a colaboração recorrente de Vinícius Cantuária, brincando e eventuais coveres de clássicos da música brasileira como "Este Seu Olhar", de João Gilberto, e atualizando sua sonoridade através da mescla com estilos então contemporâneos como o Techno e outras correntes da música eletrônica.

Projetos e parcerias[editar | editar código-fonte]

A despeito de sua trajetória solo e projetos principais, Arto tem uma trajetória marcada pela intensa e frequente colaboração com outros artistas de diversos movimentos musicais com os quais guarda afinidade, e, ao longo dos anos, é estabeleceu parcerias dentro de um espectro muito amplo, que inclui They Might Be Giants, David Byrne, Marisa Monte, Laurie Anderson, Marc Ribot, Cibo Matto, Bill Frisell, Animal Collective, Ryuichi Sakamoto, Krisma, Kip Hanrahan e Arnaldo Antunes, para nomear apenas alguns poucos.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Considerando os projetos principais pelos quais passou e sua carreira solo a discografia de Arto Lindsay inclui os seguintes trabalhos:

DNA[editar | editar código-fonte]

  • No New York
  • A Taste of DNA; American Clave (Rough Trade)
  • Live at CBGB; Avant (Japan only)
  • You and you b/w Little Ants; Lust/Unlust Records

Lounge Lizzards[editar | editar código-fonte]

Lounge Lizards

Ambitious Lovers[editar | editar código-fonte]

  • Lust
  • Greed
  • Envy

Solo[editar | editar código-fonte]

  • Aggregates 1-26 - 1995
  • (O Corpo Sutil) Subtle Body - 1996
  • Mundo Civilizado - 1997
  • Noon Chill - 1997
  • Prize - 1999
  • Invoke - 2002
  • Salt - 2004

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dougan, John; Westergaard, Sean. Biography: Arto Lindsay. Allmusic. Página visitada em 16 April 2010.
  2. Olewnick, Brian. DNA (Last Live at CBGB's). Allmusic. Página visitada em 31 July 2010.