Azul de bromotimol

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Azul de bromotimol
Alerta sobre risco à saúde
Bromothymol-blue-2D-skeletal.png
Bromothymol-blue-3D-balls.png
Nome IUPAC 4,4'-(1,1-dioxido-3H-2,1-benzoxathiole-3,3-diyl)bis(2-bromo-6-isopropyl-3-methylphenol)
Identificadores
Número CAS 76-59-5
PubChem 6450
SMILES
Propriedades
Fórmula química C27H28Br2O5S
Massa molar 624.35 g mol-1
Densidade 1.25 g/cm3
Ponto de fusão

202 °C, 475 K, 396 °F

Acidez (pKa) 7.10
Compostos relacionados
Indicadores de PH relacionados Fenolftaleína
Azul de bromofenol
Compostos relacionados Vermelho de bromofenol (sem os grupos metil- e isopropil- nos bromofenóis)
Azul de timol (sem Br)
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

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O azul de bromotimol (BTB, a partir de seu nome na língua inglesa bromothymol blue) é um indicador de pH que em solução ácida fica amarelo, em solução básica fica azul e em solução neutra fica verde.

Azul de bromotimol atua como um ácido fraco em solução. Pode então se apresentar na forma protonada ou deprotonada, amarela e azul, respectivamente.

É tipicamente vendido na forma de um sólido como sal de sódio do indicador ácido.

Seu pKa é 7.10.

É levemente solúvel em água, solúvel em álcool e em soluções aquosas de álcalis. Também é solúvel em éter etílico. Menos solúvel em benzeno, tolueno e xileno. Praticamente insolúvel em éter de petróleo.

Usos[editar | editar código-fonte]

É um indicador adequado para determinações de ácidos e bases fracos, preferencialmente em pH próximo de 7.

Uma de suas aplicações típicas como indicador é a determinação de pH de aquários, tanques de peixes e águas de criadouros e de mares

É também usado para observação de atividade fotossintéticas ou indicar respiração ,pois torna-se amarelo na presença de CO2, assim como presença de ácido carbônico dissolvido em água, oriundo da dissolução do CO2.[1] [2]

Encontra também uso ocasional em laboratório como um corante biológico para microscopia em lâminas. Neste uso é normalmente azul, e uma gota ou duas de sua solução são usadas em uma lâmina com água. A lamínula é colocada sobre o topo da gota de água e o espécime, com o corante misturado. É algumas vezes usado para definir paredes celulares ou núcleos sob o microscópio.

Esta aplicação como corante microscópio encontra uso na determinação de fosfatidilcolina em líquido amniótico com a predição da síndrome de angústia respiratória.[3]

É usado em obstetrícia para a detecção de rompimento prematuro de membranas. O líquido amniótico geralmente tem um pH> 7,2 , o azul de bromotimol, portanto, torna-se azul quando em contato com vazamento de fluido a partir do âmnio. Como o pH vaginal normalmente é ácido, a cor azul indica a presença de líquido amniótico. O ensaio pode ser falso-positivo na presença de outras substâncias alcalinas, tais como sangue, sémen, ou na presença de vaginose bacteriana.[4]

A razão de área de esfingomielina, determinada com a ajuda do azul de bromotimol permite a determinação de lecitina no líquido amniótico, relacionada com gestações complicadas pelo diabetes.[5]

Cores do indicador[editar | editar código-fonte]

Indicador BTB em pH ácido, neutro, e soluções alcalinas (da esquerda para a direita).
Estruturas a diferentes faixas de pH.


































Azul de bromotimol (indicador de pH)
pH abaixo de 6.6 pH acima de 7.6
amarelo azul

Preparação da solução do indicador[editar | editar código-fonte]

Solução aquosa a 0,4%[editar | editar código-fonte]

Esta solução é do sal sódico do indicador para uso em titulações e determinação colorimétrica de pH.

Tritura-se em um gral de vidro limpo 0,4 gramas do indicador com 6,4 ml de solução de hidróxido de sódio a 0,1 M (4 g por litro). Dilui-se esta mistura a 1 litro com água deionizada ou destilada.[6]

Outras formulações recomendadas incluem dissolução de 0,10 g em 8.0 mL de NaOH N/50 (0,8 g por litro) e diluição com água a 250 mL, para uso como indicador de pH, e solução para uso como indicador em trabalho volumétrico, dissolvendo 0,1 g em 100 mL de etanol 50% (v/v).[7]

Referências

  1. Sabnis R. W.. Handbook of Acid-Base Indicators. [S.l.]: CRC Press, 2007. ISBN 0849382181.
  2. Sabnis R. W.. Handbook of Biological Dyes and Stains: Synthesis and Industrial Applications. 1st. ed. [S.l.]: Wiley, 2010. ISBN 0470407530.
  3. John Torday, Ph.D., Linda Carson, B.S., and Edward E. Lawson, M.D.; Saturated Phosphatidylcholine in Amniotic Fluid and Prediction of the Respiratory-Distress Syndrome; N Engl J Med 1979; 301:1013-1018.
  4. B. Martinez de Tejada, M. Boulvain, P. Dumps, P. Bischof, A. Meisser, O. Irion; Short communication: Can we improve the diagnosis of rupture of membranes? The value of insulin-like growth factor binding protein-1; BJOG: An International Journal of Obstetrics & Gynaecology, Volume 113, Issue 9, pages 1096–1099, September 2006 - DOI: 10.1111/j.1471-0528.2006.01028.x
  5. C. R. Whitfield, W. B. Sproule, M. Brudenell; THE AMNIOTIC FLUID LECITHIN : SPHINGOMYELIN AREA RATIO (LSAR) IN PREGNANCIES COMPLICATED BY DIABETES; BJOG: An International Journal of Obstetrics & Gynaecology, Volume 80, Issue 10, pages 918–922, October 1973 - DOI: 10.1111/j.1471-0528.1973.tb02152.x
  6. Mendham, J.; Denney, R.C.; Barnes, J.D. & Thomas, M.J.K. - Vogel: Análise Química Quantitativa. 4a. edição (Traduzido por Aïda Espinola, COPPE - UFRJ), Rio de Janeiro, Guanabara Dois (1981), 690pp
  7. O'Neil, Maryadele J. The Merck Index. [S.l.]: Merck Research Laboratory, 2006. 1445 pp. ISBN 978-0-911910-00-1.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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