Babesia

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Como ler uma caixa taxonómicaBabesia
Babiesa spp.jpg

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Protista
Filo: Plasmodroma
Classe: Sarcodina
Subclasse: Piroplasmea
Ordem: Piroplasmida
Género: Babesia
Espécies
Babesia bigemina

Babesia bovis

Babesia canis

Babesia cati

Babesia divergens

Babesia duncani

Babesia felis

Babesia gibsoni

Babesia herpailuri

Babesia jakimovi

Babesia major

Babesia microti

Babesia ovate

Babesia pantherae

Babesia é um gênero de protozoários que parasitam vários animais domésticos, entre eles, equinos, bovinos e caninos. São encontrados em hemácias na forma de merozoítos. Em bovinos, as espécies B. bovis (pequena babesia) e B. bigemina (grande babesia) são transmitidas por ninfas e larvas, respectivamente, de carrapatos da espécie Boophilus microplus. Em equinos, as espécies B. equi (pequena babesia) e B. caballi (grande babesia) são transmitidas por ninfas e larvas de carrapatos do gênero Anocentor Nitens e/ou da espécie Amblyoma cajenensis. Em cães, a B. canis é transmitida por carrapatos da espécie Rhipicephalus sanguineus. Em todos os casos, a transmissão é do tipo transovariana.

Classificação científica[editar | editar código-fonte]

Babesia bigemina

Ciclo biológico[editar | editar código-fonte]

Carrapato - hospedeiro invertebrado: Os gametócitos são ingeridos juntamente com o sangue do animal infectado durante a alimentação. No trato gastrointestinal do carrapato, o gameta masculino fecunda o feminino, dando origem a um zigoto móvel, capaz de migrar para a corrente circulatória, se desenvolvendo em oocineto, e, no caso da fêmea, penetrar nos ovários e oócitos formados. No desenvolvimento desses oócitos em novos carrapatos, o parasita acaba por se desenvolver em células que darão origem às glândulas salivares. As ninfas nascerão já infectadas. O oocineto dá origem a esporozoítos que são liberados no hospedeiro vertebrado juntamente com a saliva no ato da picada.

Ciclo da babesia

Hospedeiros vertebrados: Os esporozoítos entram na corrente circulatória e penetram nas hemácias e se multiplicam dentro delas. Durante seu desenvolvimento, a hemácia acaba por se distender e rebentar, liberando merozoítos. Surge então um círculo vicioso a partir do momento que esses merozoítos são capazes também de penetrar na hemácia, se desenvolverem e a lisarem sem a necessidade de voltarem ao hospedeiro invertebrado. Alguns merozoítos podem se desenvolver em gametócitos masculinos e femininos dentro da hemácia e serem ingeridos pelo carrapato.