Bugio-ruivo

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Bugio-ruivo em Minas Gerais
Bugio-ruivo em Minas Gerais
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Parvordem: Platyrrhini
Família: Atelidae
Subfamília: Alouattinae
Género: Alouatta
Espécie: A. guariba
Nome binomial
Alouatta guariba
( Humboldt, 1812)
Distribuição geográfica
Distribuição geográfica do Bugio-ruivo.
Distribuição geográfica do Bugio-ruivo.
Subespécies

O bugio-ruivo ou bugio-marrom (Alouatta guariba) é uma espécie de primata do Novo Mundo que habita o leste e sudeste do Brasil e a província de Misiones na Argentina.3 A coloração consiste de um castanho escuro, com região lombar variando de uma tonalidade ruiva a alaranjada, sem dicromatismo sexual.3 Sua área de distribuição pode se sobrepor com a do bugio-preto, o que permite a existência de prováveis híbridos entre as duas espécies.4 3 Entretanto, estudos moleculares demonstram que o bugio-ruivo é mais próximo evolutivamente do bugio-de-mãos-ruivas, tendo se separado dessa espécie há cerca de 4 milhões de anos.5 3

Os bugios são majoritariamente folívoros, comendo outros itens alimentares de forma casual: entretanto, há uma grande seletividade nas espécies de plantas consumidas por esses primatas.6 Cerca de 3/4 da dieta é composta por folhas, sendo que cerca de 41% dessas provêm de lianas, e como mostrado em estudos na Mata de Santa Genebra em Campinas, mais da metade da dieta provém de apenas de 6 espécies.6

Como os outros integrantes do gênero Alouatta, o bugio-ruivo emite vocalizações em contextos de territorialidade: cerca de 92% das vocalizações se dão em momentos de contato visual com outros grupos.7

Possui duas subespécies, A. g. guariba e A. g. clamitans, sendo que a A. g. guariba, encontrada ao norte do rio Jequitinhonha é considerada como "Criticamente em Perigo", segundo a IUCN e o IBAMA.2 8

Fêmea com filhote.

Referências

  1. Groves, C.. In: Wilson, D. E., and Reeder, D. M. (eds). Mammal Species of the World. 3rd edition ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 16 de novembro de 2005. Capítulo: Order Primates, 149 p. ISBN 0-801-88221-4 (OCLC 62265494)
  2. a b Mendes, S. L., Rylands, A. B., Kierulff, M. C. M. & de Oliveira, M. M. . Alouatta guariba (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 Versão 2. Página visitada em 09 de dezembro de 2012.
  3. a b c d GREGORIN, R.. (2006). "Taxonomia e variação geográfica das espécies do gênero Alouatta Lacépède (Primates, Atelidae) no Brasil". Revista Brasileira de Zoologia 23 (1): 64-144.
  4. BICCA-MARQUES, J.C.; et al. (2008). "Survey of Alouatta caraya , the black-and-gold howler monkey, and Alouatta guariba clamitans , the brown howler monkey, in a contact zone, State of Rio Grande do Sul, Brazil: evidence for hybridization". Primates 49 (4): 246-252. DOI:10.1007/s10329-008-0091-4.
  5. MEIRELES, C.M.; et al. (1999). "Phylogenetic relationships among Brazilian howler monkeys, genus Alouatta (Platyrrhini, Atelidae), based on γ¹-globin pseudogene sequences". Genetics and Molecular Biology 22 (3): 337-344.
  6. a b CHIARELLO, A.G.. Dieta, Padrão de Atividades e Área de Vida de um grupo de Bugios (Alouatta fusca), na Reserva de Santa Genebra, Campinas, SP.. Campinas: Universidade Estadual de Campinas - Dissertação de Mestrado, 1993. 96 p.
  7. CHIARELLO, A.G.. (1995). "Role of loud calls in brown howlers, Alouatta fusca". American Journal of Primatology 36 (3): 213-22. DOI:10.1002/ajp.1350360305.
  8. COSTA, L.; et al. (2005). "Conservação de Mamíferos no Brasil". Megadiversidade 1 (1): 103-112.
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