Comando do Sul

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O Comando do Sul dos Estados Unidos[1] é uma organização militar regional unificada e um dos 10 Comandos de Combate (COCOM[2] ) do Departamento de Defesa dos EUA. Sua responsabilidade é planejar o contingente, as operações e cooperação das forças de segurança da América do Sul, Central e Caribe (exceto os territórios e possessões dos EUA na região), Cuba e as Bahamas e suas águas territoriais. O Comando do Sul é ainda responsável pela segurança de toda a região do Canal do Panamá.

Sediado atualmente em Miami, Flórida, e sob a liderança de um comandante de 4 estrelas, o efetivo do Comando do Sul é organizado em diretorias, comandos e forças-tarefa militares que o representam no sul do continente americano.

O Comando do Sul reúne mais de 1.200 militares e civis, integrantes do Exército, Marinha, Força Aérea, Corpo de Fuzileiros, Guarda Costeira e outras diversas agências governamentais dos Estados Unidos. As Forças Armadas fornecem ao Comando do Sul recursos e pessoal para suas forças tarefa: dois grupos de Operações Especiais, um de Inteligência, e gabinetes de segurança.

Sua área de atuação[3] compreende mais de 30 países do hemisfério sul e uma área de mais de 26 milhões de quilômetros quadrados.

História[editar | editar código-fonte]

Durante a Segunda Guerra Mundial, a administração Franklin D. Roosevelt estebeleceu o Comando de Defesa do Caribe (1941-1947), um protótipo de organização militar unificada, para defender o Canal do Panamá e toda sua região. O comando foi organizado e implementado como um sistema de defesa regional ativo, incluindo operações anti submarinos e de contra espionagem.[4]

Localizado no Panamá, o Comando Norte Americano de Defesa do Caribe também realizou missões de treinamento militar na América Latina; distribuiu equipamento militar aos países aliados na região através do programa Lend-Lease.[5] Abriu também escolas de serviço militar para soldados do exército, marinha e aeronáutica latino americanos. No auge da guerra, os planos dos EUA para a região incluíram 130.000 militares em serviço na América Latina e Caribe. Aproximadamente metade desse contingente estava sob controle direto do Comando de Defesa do Caribe.

Em 1947, estrategistas dos EUA adotaram um plano de segurança nacional que transformou os quartéis do período da guerra no Comando Norte Americano do Caribe. Além da defesa do Canal do Panamá, ele também se incumbiu da cooperação entre as forças de segurança das Américas Central e do Sul. Durante os anos 50, oficiais de defesa também removeram o Caribe como foco central do Comando de Defesa. No evento de uma guerra global contra potências comunistas, eles imaginavam, o Comando Atlântico Norte Americano, baseado em Norfolk, Virgínia, precisaria de uma base no Caribe para conduzir operações anti submarino.

Nos anos 60, o Comando do Caribe - não instalado no Caribe - ainda carregava um nome que descrevia de forma inadequada seus interesses geográficos nas Américas Central e do Sul. A administração de JFK logo tratou de mudar nome para Comando do Sul dos Estados Unidos, em 6 de junho de 1963.

Durante a década de 60, as missões do Comando do Sul envolviam a defesa do Canal do Panamá, planos de contingência para as atividades da Guerra Fria, e a gestão do programa de assistência a forças militares estrangeiras nas Américas Central e do Sul. Em particular, o pessoal do Comando do Sul assumiu a direção de projetos de ações cívicas em parceria com nações aliadas para acelerar o desenvolvimento regional. Na década seguinte, após a Guerra do Vietnã, o conselho de chefes de pessoal recomendou a desativação do comando com o objetivo de fortalecer a posição dos EUA em outras regiões. Por razões políticas, o comando sobreviveu, embora com responsabilidades e recursos limitados.

Nos anos 80, conflitos internos em El Salvador, Nicarágua e em outros países reacenderam o interesse norte americano na América Latina. A gestão Ronald Reagan gradativamente revitalizou o Comando do Sul. Com o fim da Guerra Fria, o comando, assim como outras organizações militares dos EUA, entraram num período de profundas mudanças. Rapidamente, o Comando do Sul foi incumbido de operações anti drogas, expandindo sua área de atuação geográfica para incluir novamente o Caribe, aumentando sua capacidade de missões humanitárias. Em setembro de 1997, o Comando do Sul se mudou para Miami, revisando suas prioridades, objetivos e recursos.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]