Confiabilidade da Wikipédia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A confiabilidade da Wikipédia, em comparação com outras enciclopédias e fontes mais especializadas, é avaliada de várias formas, inclusive estatisticamente, por meio de revisões comparativas, análise dos padrões históricos, e dos pontos fortes e fracos inerentes ao processo de edição único da Wikipédia. Uma vez que ela é aberta à edição colaborativa e anônima, a avaliação de sua confiabilidade geralmente inclui o exame de quão rapidamente é feita a remoção de informações falsas ou enganosas.[1]

Avaliações[editar | editar código-fonte]

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Estudos comparativos[editar | editar código-fonte]

Em 24 de outubro de 2005, o jornal britânico The Guardian publicou uma matéria intitulada "Você pode confiar na Wikipédia?" em que um grupo de especialistas foi convidado para revisar sete verbetes relacionados com suas áreas, dando a cada um dos artigos avaliados uma nota de 0 a 10 [2] . As notas variaram de 0 a 8, mas a maioria recebeu entre 5 e 8. As críticas mais comuns foram:

  1. Texto pobre ou problemas de dificuldade de leitura (mencionada 3 vezes)
  2. Omissões ou imprecisões, geralmente pequenos, porém incluindo omissões consideradas chaves em alguns artigos (mencionada 3 vezes)
  3. Equilíbrio pobre, com assuntos menos importantes ganhando maior atenção e vice-versa. (mencionada uma vez)

Os elogios mais comuns foram:

  1. Confiável e correta factualmente e sem imprecisões flagrantes (mencionada 4 vezes)
  2. Muitas informações úteis, incluindo links bem selecionados, tornando possível "o acesso rápido a muita informação" (mencionada 3 vezes)

Em dezembro de 2005 a revista Nature, da Inglaterra, realizou uma pesquisa para comparar uma amostra de artigos da Wikipédia e da Encyclopædia Britannica no tocante à sua precisão. A amostra incluía 42 artigos sobre tópicos científicos, incluindo biografias de cientistas bem conhecidos. Os artigos foram comparadas em termos da acurácia por revisores acadêmicos que permaneceram anônimos - uma prática comum para a análise de artigo jornalísticos. Segundo a análise, um artigo da Wikipédia continha em média 4 incorreções factuais, omissões e afirmações falsas, enquanto que um artigo da Britannica tinha em média 3. Foram encontrados apenas 4 erros graves na Wikipédia, e 4 na Encyclopædia Britannica. A conclusão do estudo foi de que: "a Wikipédia chega perto de Britannica em termos da precisão dos artigos de ciência",[3] embora os artigos da Wikipédia estivessem muitas vezes "mal estruturados".[3]

A Encyclopædia Britannica expressou preocupação, levando a Nature a liberar mais documentação de seu método de pesquisa.[4] Com base nessas informações adicionais, a Encyclopædia Britannica negou a validade do estudo da Nature, afirmando que era "fatalmente falho".

Incidentes notáveis[editar | editar código-fonte]

Em 2009, de acordo com um artigo publicado pelo Irish Times, um estudante de sociologia da Universidade de Dublin, Shane Fitzgerald, assim que soube da morte do compositor francês Maurice Jarre, criou um hoax com uma citação falsa atribuída ao compositor. Logo após sua falsa edição, importantes publicações da Inglaterra, Estados Unidos, Índia e Austrália teriam reproduzido a frase.[5]

Referências

  1. Katharine Q. Seelye (4 December 2005). Snared in the Web of a Wikipedia Liar. New York Times.
  2. "Can you trust Wikipedia?", The Guardian, 2005-10-24. Página visitada em 2007-10-28.
  3. a b Jim Giles (December 2005). "Internet encyclopedias go head to head". Nature 438 (7070): 900–901. DOI:10.1038/438900a. PMID 16355180. O estudo (que não foi ele próprio revisado por pares) foi citado em vários artigos de notícias como este: "Wikipedia survives research test", BBC News, BBC, December 15, 2005.
  4. "Supplementary information to accompany Nature news article "Internet encyclopedias go head to head"", Nature, 2005-12-22.
  5. IRISHTIMES.com: Lazy journalism exposed by online hoax

Ver também[editar | editar código-fonte]