Cosmódromo de Baikonur

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A área em 2002
Lançamento da Soyuz TMA-5

O Cosmódromo de Baikonur (em cazaque: Байқоңыр ғарыш айлағы, transl. Bayqoñır ğarış aylağı; em russo: Космодром Байконур, transl. Kosmodrom Baykonur), também chamado de Tyuratam, é a primeira e maior base de lançamentos de foguetes do mundo. Está em operação desde a década de 1950, sendo a princípio uma base de lançamento de mísseis de longo alcance, entretanto com o florescer da Guerra Fria tornou-se uma base tecnológica dirigida por interesses da União Soviética para a conquista do espaço.

Foi do Cosmódromo de Baikonur que foram lançadas diversas missões espaciais importantes e históricas, como o primeiro satélite artificial, o Sputnik 1, e o voo orbital de Yuri Gagarin, assim como as missões Soyuz.

Com a dissolução da União Soviética, o Cosmódromo de Baikonur, localizado no Cazaquistão, continuou sendo usado pela Rússia mediante um "empréstimo" da base por 115 milhões de dólares anuais. É também o centro de lançamento de veículos responsáveis pelas operações relativas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), e usado por astronautas do mundo todo, inclusive os recentes "turistas espaciais".

Apesar do cosmódromo ter sido conhecido no Ocidente utilizado como plataforma de lançamento de missões espaciais, a intenção inicial era utilizar o local para testes de mísseis balísticos de combustível líquido.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Dados oficiais fornecidos no início da década de 1990 apontam que o Cosmódromo de Baikonur teve nove complexos do lançamento ao ar e onze edifícios. A estrutura física do local foi dividida em três partes: região central, flanco direito e flanco esquerdo. Cada setor recebeu nomes de importantes colaboradores do programa espacial soviético: Sergei Korolev (região central), Mikhail Yangel (flanco direito) e Vladimir Chelomei (flanco esquerdo).

  • Região Central: A construção do cosmódromo começou por este setor. Ele foi elaborado pelo departamento de projetos OKB-1, de Sergei Korolev. Com o crescimento do local, a estrutura física foi expandida para leste e oeste do complexo. No início, o local foi utilizado para a realização de testes, em um curto período. Logo foram transformadas em plataformas de lançamento ao espaço.

Antes da conversão completa do local para os novos padrões, um R-9 Korolev, um míssil balístico de longa distância foi testado. O setor Korolev continuou a crescer significativamente nos anos 1960 e 1970, principalmente devido ao Programa Lunar Soviético e o desenvolvimento do lançador de foguetes Energia.

  • Flanco Direito: A área surgiu em 1960 e foi palco do surgimento de várias famílias de mísseis balísticos e de lançadores de objetos ao espaço concebidos pelo departamento de projetos de Mikhail Yangel. Vários mísseis de características ICBM (R-16) foram modernizados e ganharam novas versões (R-36, MR-UR-100, R-36M e R-36M2).

Em se tratando de projetos espaciais, o setor recebeu o impulsionador Cosmos-1 e os lançamentos do foguete Zenit-2.

  • Flanco Esquerdo: Este setor do cosmódromo recebeu várias gerações de lançadores balísticos do espaço e de mísseis dos projetos coordenados por Vladimir Chelomei, entre eles das gerações UR-200 e UR-100 ICBM. O local também foi utilizado para os testes e lançamentos dos foguetes Proton.

Foi em Baikonur que o tenente-coronel Marcos Pontes foi lançado ao espaço no dia 28 de março de 2006, sendo assim o primeiro brasileiro a ir para o espaço.[1]

Em muitos lugares do cosmódromo pode-se encontrar muito entulho de mais de 50 anos de exploração espacial.[2]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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Referências