D. Maria, a Louca

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D. Maria, a Louca é uma peça de teatro da autoria do dramaturgo brasileiro Antônio Cunha[1] , escrita em 1998 com o apoio da professora Ivonete da Silva Souza como consultora histórica[1] , centrando-se na figura histórica da Rainha D. Maria I de Portugal. Foi levada à cena por diferentes companhias no Brasil e em Portugal.

Percurso[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A peça estreou pela primeira vez em 1999 na cidade de Florianópolis, Brasil, tendo como atriz principal Berna Sant'Anna, direção de José Pio Borges e cenários e iluminação de Sylvio Mantovani. Em 2003 reestreou em São Paulo, no Teatro Itália, com a atriz Mariza Hipólito e direção de Jairo Maciel.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

A 20 de Julho de 2011 estreou no Teatro Cinearte, em Lisboa, por iniciativa da actriz Maria do Céu Guerra, que protagoniza e assina a encenação, tendo ainda a participação do actor Adérito Lopes no papel mudo da aia Joaninha, com direcção plástica, cenografia e figurinos do pintor José Costa Reis[1] , música do maestro António Vitorino de Almeida e produção do grupo teatral A Barraca.[2]

Maria do Céu Guerra descreveu a personagem que protagoniza, D. Maria I, como "uma personagem maravilhosa e fascinante", acrescentando que pensa "que cada um de nós tem uma D. Maria própria e, de acordo com aquilo que é o nosso posicionamento relativamente ao seu tempo, à loucura, ao marquês de Pombal, à maternidade, à culpa, à religião, é que nos faz olhar para a D. Maria de maneiras diferentes".[3] [4] [5] A actriz comparou a personagem ao "tonto da aldeia", com quem cada pessoa da aldeia se relaciona com ele de forma diferente, servindo mais para definir a própria pessoa, que o tonto. Para ela própria, D. Maria é um enigma.[6]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

A peça situa-se nas 48 horas que antecederam o desembarque de D. Maria I no Rio de Janeiro, na sequência da transferência da corte portuguesa para o Brasil.[6] Devido à guerra peninsular, e às forças napoleónicas que então ameaçavam chegar a Lisboa, a família real portuguesa não vê outra alternativa que não fugir rumo à sua mais próspera colónia, o Brasil. Inconformada com o seu destino, pois não fazia tenções de passar os seus últimos dias num país tropical, D. Maria teve claras alterações de comportamento que lhe renderam o apelido de Dona Maria, A Louca.[7]

À chegada da frota à Baía de Guanabara em Fevereiro de 1808, o Principe Regente não autoriza o desembarque de imediato, pelo que a rainha, fechada no mar, tem algum tempo para pensar.[8] O desprezo pelo Brasil, o choque da Revolução Francesa e da morte de Luís XVI e Maria Antonieta, são algumas das suas memórias a bordo, tendo por única testemunha a fiel dama de companhia, a aia Joaninha, que se limita a ouvir os lamentos da rainha.[7] Recordando-se de ter sido ela quem assinou a sentença de morte de Tiradentes, homem que lutou em armas pela independência de Minas Gerais, e contra o qual usou, pela primeira e única vez, o seu "direito de matar",[8] D. Maria receia que mal ponha o pé no Brasil lhe façam o mesmo que haviam feito a Tiradentes.[6]

A muita devoção religiosa de D. Maria fizera com que fosse cognominada de A Piedosa, mas essa fé não impediu que fosse acometida de doença mental, que a levou ao seu trágico fim. No dia 20 de Março de 1816, D. Maria comete suicídio e atira-se ao mar do cais da Praça XV, na cidade do Rio de Janeiro.[7] [nota 1]

Prémios[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Este final é fictício, uma vez que embora D. Maria tivesse morrido nessa data e no Rio de Janeiro, morreu no Convento dos Carmelitas dessa cidade e não da forma representada na peça.[9]

Referências

Fontes[editar | editar código-fonte]

Digressão em Portugal[editar | editar código-fonte]

Digressão no Brasil[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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