Divergência
Em cálculo vetorial, o operador divergêncianota 1 é um operador que mede a magnitude de "fonte" ou "poço/sorvedouro" de um campo vetorial em um dado ponto, isto é, ele pode ser entendido como um escalar que mede a dispersão ou divergência dos vetores do campo num determinado ponto.
Por exemplo, considere o volume de ar de uma sala sendo aquecido ou resfriado. O campo vetorial, neste caso, é a velocidade do ar se movendo. Se o ar é aquecido em uma determinada região, ele irá se expandir em todas as direções, então a divergência do campo de velocidade nesta região será positivo pois, se observarmos um pequeno volume nessa região, teremos mais ar saindo do que entrando nesse volume. Se o ar resfria e se contrai, o divergencia é negativo pois há, na região, uma convergência de ar: teremos mais ar entrando do que saindo neste pequeno volume.
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Definição [editar]
O operador divergência é definido como a variação do fluxo líquido do campo vetorial através de uma superfice de um volume em uma região.
Onde V é o volume de uma região arbitrária em R3 que inclui um ponto P, S(V) é a superficie da região, a integral é a integral de superfice e n o vetor normal a área.
O resultado é uma função :
da localização do ponto P. Esta função pode ser vista como um campo escalar e em cada ponto tem-se o valor da divergência.
Aplicação ao sistema de coordenadas [editar]
Seja x, y, z um sistema de coordenadas cartesianas em um espaço euclidiano tridimensional, e seja i, j, k as bases dos vetores unitários.
A divergência de um campo vetorial continuamente diferenciável F = Fx i + Fy j + Fz k é definido como o:
Embora expresso em termos de coordenadas, o resultado é invariante sob transformações ortogonais.
A notação comum para a divergência ∇·F é um conveniente mnemônico, onde o ponto denota o produto interno (não se trata do gradiente em si).
Generalizações [editar]
A divergência de um vetor pode ser definido como um número qualquer de dimensões. Se
então
A noção de divergência pode ser estendida ainda para um sistema de coordenadas curvilíneas ortogonal, de dimensão 3, como 2
onde
é a i-ésima coordenada
é o fator de escala associada i-ésima coordenada
Notas
Referências
- ↑ LEMOS, Nivaldo. A Intrigante Epidemia do “Divergente”, Revista Brasileira de Ensino de Física. São Paulo: Sociedade Brasileira de Física. vol. 25 nº.4, 2003.
- ↑ Martins, E. R. e Capelas de Oliveira, E.. Equações diferenciais, metodo de separação de variáveis e os sistemas de Stäckel. Campinas (SP): Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica, 2006.




![\operatorname{div}\,\mathbf{F} = \frac{1}{h_{1}h_{2}h_{3}} \left[
\frac{\partial}{\partial q_1} \left( h_{2}h_{3}F_1 \right)
+\frac{\partial}{\partial q_2} \left( h_{1}h_{3}F_2 \right)
+\frac{\partial}{\partial q_3} \left( h_{1}h_{2}F_3 \right) \right].](http://upload.wikimedia.org/math/5/6/9/569a33675f8f937c3fa5f49ee768cf28.png)
é a i-ésima coordenada
é o