Estados Unidos da América Central
| República Federal da Estados Unidos da América Central | |||||||||||||||||
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República |
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| Os Estados Unidos da América Central. | |||||||||||||||||
| Continente | América do Norte | ||||||||||||||||
| Região | América Central | ||||||||||||||||
| País | Honduras, Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica | ||||||||||||||||
| Capital | Cidade da Guatemala (1823 - 1834) San Salvador |
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| Língua oficial | Espanhol | ||||||||||||||||
| Governo | República | ||||||||||||||||
| História | |||||||||||||||||
| • 1 de julho de 1823 | Independência em relação ao Império Mexicano | ||||||||||||||||
| • 31 de maio de 1838 | Dissolução | ||||||||||||||||
| Moeda | Real da República da América Central | ||||||||||||||||
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Os Estados Unidos da América Central constituíram-se em 1823 como uma república federal situada na América Central, seguindo o modelo dos vizinhos Estados Unidos. A federação, que durou dezessete anos, foi também designada como Províncias Unidas da América Central e, segundo a sua Constituição aprovada em 1824, Federação da América Central ou Federação Centro-Americana (em castelhano, Federación de Centroamérica).
A Federação era constituída pelas actuais repúblicas da Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. Em meados da década de 1830, foi criada uma nova república, Los Altos, com capital em Quetzaltenango, a qual ocupava parte daquilo que são hoje as terras altas da Guatemala e o estado mexicano de Chiapas.
Índice |
História [editar]
Os liberais centro-americanos tinham grandes esperanças na constituição desta federação de repúblicas, a qual acreditavam que iria evoluir rumo a uma nação moderna e democrática, enriquecida graças ao comércio internacional que se processaria através do seu território, ligando os Oceanos Atlântico e Pacífico. Tais aspirações surgem inclusivamente reflectidas nos emblemas da república: a bandeira era constituída por três faixas horizontais, uma branca entre duas azuis, representando assim a terra entre os dois oceanos. O brasão de armas mostrava cinco montanhas (uma por cada uma das repúblicas constituintes da federação), situadas entre dois oceanos e, sobre ela, um barrete frígio, o emblema dos revolucionários franceses.
Na prática, contudo, a federação enfrentou problemas praticamente insuperáveis. O projecto democrático apresentado pelos liberais contava com uma forte oposição das camadas conservadoras da sociedade, designadamente a Igreja Católica e os grandes latifundiários. Os meios de transporte e as vias de comunicação entre as repúblicas eram extraordinariamente deficientes. A maior parte da população não se importava minimamente com a governação. A burocracia do governo federal, estabelecido na Cidade da Guatemala, demonstrou ser ineficaz.
Em breve, estalaria o conflito entre várias facções, quer dentro da federação, quer dentro das repúblicas que a compunham. A pobreza e a grande instabilidade política da região impediram o seu desenvolvimento, através da construção de um canal interoceânico (o Canal da Nicarágua ou o Canal do Panamá eram propostas antigas, mas só este último seria concretizado já no século XX), atavés do qual toda a América Central poderia ter obtido consideráveis benefícios económicos.
A União dissolveu-se na guerra civil havida entre 1838 e 1840. A desintegração começou quando as Honduras deixaram a federação em 5 de Novembro de 1838. As demais repúblicas acabaram também por seceder, e a união desapareceu em 1840.
Depois disso, foram feitos vários esforços para reunir de novo a América Central, ao longo do século XIX. A primeira tentativa foi levada a cabo em 1842, pelo antigo presidente federal Morazán, o qual foi capturado pouco tempo depois de ter dado o grito de revolta e executado. Mais tarde, o presidente guatemalteco Justo Rufino Barrios tentou reunir a federação pela força das armas, na década de 1880, mas também não foi bem sucedido, tendo tido a mesma sorte de Morazán. Por fim, uma união entre as Honduras, a Nicarágua e El Salvador numa República da América Central durou apenas dois anos (1896 a 1898).
Apesar do falhanço de uma união política na região, o sentido de partilharem uma história comum ao longo de vários séculos e a esperança de uma eventual reunificação persistiu na memória das nações que outrora fizeram parte da União. Em 1856-1857, por exemplo, as repúblicas conseguiram entender-se e estabelecer uma coligação militar para repelir uma invasão do aventureiro norte-americano William Walker. E, ainda hoje, as bandeiras dos cinco Estados que fizeram parte da União retêm o velho formato da bandeira federal: duas faixas azuis rodeando uma faixa branca (só a Costa Rica, tradicionalmente a maior apoiante da integração regional, modificou significativamente a sua bandeira em 1848, escurecendo o tom do azul e adicionando uma faixa vermelha ao centro, rodeada por duas faixas brancas, em honra da bandeira tricolor francesa.
| Bandeira da Guatemala |
Bandeira da Nicarágua |
Bandeira de El Salvador |
Bandeira das Honduras |
Bandeira da Costa Rica |
Presidentes da Federação [editar]
- 1823 – 1825 : José Cecilo del Valle
- 1825 – 1829 : Manuel José Arce
- 1829 – 1830 : José F. Barrundia (presidente interino, após a renúncia de Arce)
- 1830 – 1839 : Francisco Morazán (permaneceu na chefia do Estado até à total desintegração da federação, em 1840)