Golpe de Estado (banda)

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Golpe de Estado
A banda em 2012
Informação geral
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Hard rock
Período em atividade 1985 - atualmente
Gravadora(s) Eldorado, Baratos Afins, Unimar Music, Substancial Music
Página oficial www.golpedeestado.com.br
Integrantes Dino Linardi
Nelson Brito
Roby Pontes
Ex-integrantes Helcio Aguirra
Catalau
Rogério Fernandes
Kiko Müller
Paulo Zinner

Golpe de Estado é uma banda de rock e hard rock, brasileira formada em 1985.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Golpe de Estado - 2012 - Virada Cultural

A banda é formada por:

História[editar | editar código-fonte]

No final de 1985, na capital paulista, Nélson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria) tocavam no Fickle-Pickle, onde posteriormente entrou – e saiu rapidamente – o vocalista Catalau. Este projeto não durou muito, e o trio somente se reuniu novamente quando encontraram o guitarrista Hélcio Aguirra, integrante do Harppia.

Com o entrosamento entre seus músicos, Hélcio passa a se dedicar somente ao Golpe de Estado, cujas canções eram predominantemente hard rock, mas com muita influência do blues e algo de heavy metal, além de serem cantadas em português. Em menos de um ano já tocavam pelos teatros e bares de sua cidade, e toda a recepção do público rapidamente culminou num primeiro registro, feito por Luiz Calanca, do Baratos Afins.

Simplesmente batizado de Golpe de Estado, o disco chegou ao mercado em 1986 com certa diferença em sua concepção, pois era um vinil com um dos lados em rotação 33 rpm e o outro em 45. Com a confusão na hora de tocar o vinil, muitos ouvintes das rádios paulistanas acabaram ouvindo “Olhos de guerra” na rotação errada.[carece de fontes?]

O álbum vende rapidamente cinco mil cópias, um número considerável em se tratando de um lançamento independente. Sem conseguir assinar com uma grande gravadora, partem para o segundo disco, novamente pelo Baratos Afins. Forçando a Barra sai em 1988 e até contou com a participação da dupla Arnaldo Antunes e Branco Melo (Titãs) em Onde há fumaça, há fogo. Naturalmente bem mais coeso que o trabalho anterior, as canções estavam soando ainda mais rock n´roll e até mesmo mais dançante, e faixas como Moon dog, Parte do inferno, Noite de balada e Cobra criada foram muito bem aceitas pelos fãs.

Nem Polícia Nem Bandido chega em 1989 pela gravadora Eldorado, e com este disco abriram para o Jethro Tull e Nazareth. Com os estabelecimentos onde tocavam sempre cheios, o Golpe de Estado já estava consolidado na cena paulistana, inclusive tocando com certa freqüência na rádio FM 97.

O próximo álbum, sugestivamente chamado Quarto Golpe, sai em 1991. Os arranjos trazem mais influência de blues e rock n´roll que anteriormente,[carece de fontes?] e, com este álbum, abrem para o Deep Purple, para a felicidade total de Zinner, que alegou ter nesta banda sua maior influência.[carece de fontes?]

Em 1994 lançam Zumbi, o primeiro álbum a ser lançado no formato CD, onde optaram por um caminho diferente do que haviam seguido até então; a faixa-título, por exemplo, teve sua letra escrita por Rita Lee, além de cantarem sua primeira canção em inglês, "Slow Down", juntamente com covers de "My Generation", do The Who e "Hino de Duran", de Chico Buarque.

Com Zumbi também começam alguns problemas para o Golpe de Estado; a gravadora Eldorado se perdeu no planejamento, liberando apenas 2000 CDs iniciais, que se esgotaram rapidamente, além dos boatos de que Zinner estaria deixando o Golpe, surgidos após o baterista também passar a tocar na banda de Rita Lee.

No próximo álbum, o primeiro ao vivo (chamado Dez Anos ao Vivo), que saiu pela Paradoxx Music em 1996, o Golpe de Estado teve sua primeira mudança na formação, com a saída de Catalau. Problemas pessoais fizeram com que ele deixasse de cumprir seus compromissos profissionais, chegando a perder um show e a não comparecer no estúdio para gravar duas canções que também entrariam para neste disco.[1] Quem assumiu o vocal foi Rogério Fernandes (Fickle Pickle e Eletric Funeral) nas canções Todo mundo tem um lado bicho e Cada um bate de um jeito.

Durante o ano de 1999, com o retorno de Catalau à banda, fazem diversas apresentações em grandes festivais.[carece de fontes?] No ano seguinte quem assume de vez o microfone é Kiko Muller, que traz sua voz no álbum Pra Poder, de 2004, com produção musical assinada pela própria banda.

Em 2008 a música Real Valor foi utilizada em um projeto social. A banda Porto Cinco2 idealizou um projeto social que levava o nome da música do Golpe de Estado, o Projeto Real Valor. A banda regravou a música Real Valor e disponibilizou para baixar na web à um valor em dinheiro, a exemplo de muitas bandas como U2 e Green Day. O projeto se estendeu por 6 meses, e teve por objetivo arrecadar fundos para a CUFA (Central Única das Favelas). O projeto ainda foi apoiado por Catalau, ex-vocalista da banda e compositor da música.

Em março de 2010 entram na banda Dino Linardi e Roby Pontes, respectivamente nos lugares de Kiko Muller e Paulo Zinner. No mesmo ano a banda retoma o ritmo de shows e compõe o que viria a ser o novo disco inédito, "Direto do Fronte". Em 2011, revigorada e em plena atividade a banda entra no famoso estúdio Mosh e grava o disco "Direto do Fronte" que conta conta com a participação de Dinho Ouro Preto.

Em 2012 a banda retorna com força total com o lançamento do disco "Direto do Fronte" pela gravadora Substancial Music e inicia a turnê de divulgação desde disco. Nos shows, além das inéditas, do recém-lançado álbum, “Direto do Fronte” (muito bem faladas pela crítica e fãs), embala novamente canções que fizeram a cabeça de muitos da geração dos 80.

No fim de 2012, a gravadora Substancial Music relança os álbuns "Nem Polícia, Nem Bandido", "Quarto Golpe", "Zumbi" em versões remasterizadas e com novo encarte.

Em 2014 Hélcio Aguirra, um dos integrantes fundadores da banda Golpe de Estado morreu aos 54 anos. O guitarrista foi encontrado pela irmã em seu apartamento em São Paulo e faleceu enquanto dormia.
Com quase três décadas de carreira, o Golpe de Estado marcou época no rock nacional, principalmente no cenário underground, entre os anos 1980 e 1990. A banda viajava o Brasil com shows de divulgação do álbum Direto do Fronte (2012), seu oitavo trabalho da carreira.
 

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

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  • Paulo Zinner faria um teste para ser baterista do Whitesnake em Londres quando Cozy Powel saiu após o Rock In Rio 1985, mas, por estar com passaporte vencido no país, foi preso e acabou sendo deportado para o Brasil junto com o baixista Nelson Brito, não chegando a realizar o tal teste. O baterista deu essa declaração no programa "Jô Soares Onze e Meia" em 1991 durante uma entrevista de divulgação do LP "Quarto Golpe". Mais tarde, Paulo Zinner Funda o Golpe de Estado.

Discografia[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. Renda, Patricia. "Dando a volta por cima", Metal Head, ago/1997.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]