Corsário

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Sir Francis Drake em 1591, o maior corsário da história. National Maritime Museum, London

Um corso, ou corsário, (do italiano corsaro, comandante de navio autorizado a atacar navios) era alguém que, por missão ou carta de corso (ou "de marca") de um governo, era autorizado a pilhar navios de outra nação (guerra de corso), aproveitando o fato de as transações comerciais basearem-se, na época, na transferência material das riquezas. Os corsos eram usados como um meio fácil e barato para enfraquecer o inimigo por perturbar as suas rotas marítimas. Com os corsos, os países podiam enfraquecer os seus inimigos sem suportar os custos relacionados com a manutenção e construção naval.

Teoricamente, um pirata com uma carta de marca poderia ser considerado como corsário, reconhecido como tal pela lei internacional. Sempre que um navio corso fosse capturado, este tinha de ser levado a um Tribunal Almirantado onde tentava assegurar de que era um verdadeiro corso. Contudo, era comum os corsos serem apresados e executados como piratas pelas nações inimigas. Grande parte das vezes os piratas, quando apanhados pela suposta vítima, tentavam usar uma carta de corso ilegal. Por vezes, no seu país de origem, os corsos eram considerados autênticos heróis, tal como Sir Francis Drake, que, graças aos fabulosos tesouros que arrecadou para a Inglaterra, foi tornado Cavaleiro por Isabel I de Inglaterra.

Um discípulo famoso de Sir Francis Drake (O El Dragon, como era chamado entre os espanhóis), foi Sir Thomas Cavendish outro importante corsário e circunavegador britânico. Cavendish atacou cidades brasileiras como Santos, São Vicente, Ilha Grande e Vitória do Espírito Santo. Sobre esse tema escreveu Ernesto Reis, no seu livro Piratas no Atlântico Sul de 2012.

Consta como curiosidade histórica, no conhecido livro "Princípios de Defesa Militar" dos dois irmãos J. S. Vasconcellos, editora Biblioteca do Exército Brasileiro, edição de 1939, que nessa data histórica e da organização da Armada Britânica, nasceu a "Saudação militar", da forma que se conhece hoje (com a mão direita espalmada sobre a testa "e/ou sobre os olhos, originalmente"), no dia fazia muito Sol (ensolarado) e os marinheiros em posição de firmeza (sentido - disciplinar) militar, presenciavam a cerimônia de seu chefe, quando a rainha se dirigiu para colocar o colar de Cavaleiro, seu vestido que brilhava (muitas pedras preciosas e brilhantes) fez com que ofuscasse (pelo Sol) nos olhos dos marujos, dessa forma todos fizeram a saudação militar, disciplinadamente e ao mesmo tempo; e de forma altamente - disciplinada. O que foi logo após amplamente elogiado pela chamada "Rainha Virgem", todos comandantes militares aliados presentes, logo quiseram imitar Drake e sua tripulação, altamente disciplinada.

Já durante as cruzadas, os corsários sarracenos eram chamados pelos cruzados de "corsários berberes". Estes corsários estavam autorizados pelos seu governos a pilhar as rotas marítimas dos países cristãos. Inicialmente os corsários malteses lutavam pela religião, mas algum tempo depois as crescentes recompensas da pirataria atraíram mais ajuda. Rapidamente os corsários malteses se tornaram piratas experientes, sem interesse nos ideais religiosos.

O corso[editar | editar código-fonte]

Explica Denisart, citado por A. Morel, p. 24, em «La guerra de course à Saint-Malo», em «Mémoires de la société d´histoire et d´archéologie de Bretagne», Rennes, 1957: «On appelle course en mer l´armement d´un vaisseau fait par des particuliers, d´après une permission du roi, pour courir en temps de guerra sur les ennemis de l´état, dans la vue d´interrompre leur commerce et leur navigation» - ou seja, «chama-se corso no mar ao armamento de um navio feito por particulares, por licença do rei, para combater os inimigos do estado visando a interromper seu comércio e sua navegação». Um fenômeno difundido no século XVIII, mas limitado ao exercício afinal de uma atividade em circunstâncias bastante definidas - portanto, é importante fazer a distinção entre corsário e pirata. Os piratas, segundo o autor, agiam ilegalmente em tempo de guerra ou de paz, sem qualquer regra, sem pertencer a reis ou a qualquer governo. Ao contrário, os corsário agiam de acordo com seu soberano, exclusivamente em período de conflito. Seus navios eram armados por particulares, mas com autorização do governo que lhe concedia «lettres de marque» ou «cartas de marca», e compunha os quadros da "Marinha Nacional" de Dona Maria I do Brasil e Portugal, chamada de Corso ou Corsária, pois o Brasil, no período de 1808 a 1889 teve sua Marinha Corsária, do chamado Reino - Unido e Império Brasileiro, como outros países, vide para maiores informações a obra acadêmica - militar, "Princípios de Defesa Militar", dos irmãos Vasconcellos. Isso fez com que o Brasil, no período possuísse a segunda maior esquadra depois da Inglaterra, que tinha sua Armada, e que também possuía a sua chamada esquadra corsária.

A situação estratégica de defesa era tão importante a nível militar, que em 1681, Colbert (o famoso ministro de Luís XIV) promulgou medidas para regular a atividade, reforçada após a derrota em 1692 de La Hougue, que muito enfraqueceu a marinha real francesa.

Fim do corso[editar | editar código-fonte]

"O fortalecimento do Estado moderno, autoritário, centralizador, tornou obsoleta a prática do corso". Com estas novas características dos estados, o ataque ao comércio do inimigo foi perdendo proporções, acabando assim com o corso. Os novos navios a vapor, que exigiam grandes custos de produção e manutenção, fizeram com que a guerra marítima privada tivesse o seu fim. Após a guerra da Crimeia, foi celebrado o Tratado de Paris de 1856, em que as grandes potências ali reunidas concordaram em acabar definitivamente com a prática do corso e, assim, como muitas vezes era o corso que levava à pirataria, esta também teve tendência a diminuir. Os piratas não desapareceram por completo, mas é certo que, com o desenvolvimento das comunicações e sistemas de vigilância, esta atividade ficou bastante enfraquecida.

Lista de piratas e corsários famosos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Defesa Militar, Princípios dos irmãos J. S. Vasconcellos Editora Biblioteca do Exército Brasileiro, edição 1939.
  • Piratas no Atlântico Sul - Ernesto Reis - Editora Giostri - 2012
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