Hassan Nasrallah

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Sayyid Hassan Nasrallah (em árabe: حسن نصرالله; nasc. 31 de agosto de 1960, Beirute) é um islâmico xiita e o Secretário Geral da Hizbollah, partido islâmico libanês.[1]

Se por um lado goza da admiração de milhões de islâmicos e serve como modelo de imitação, em vários países como nos Estados Unidos da América, Israel e em alguns governos arabes sunitas[2] [3] é considerado como líder de um perigoso grupo terrorista. De qualquer forma, muitos concordam que se trata de um líder habilidoso, persistente e carismático, tendo um importante papel no conflito árabe-israelense.[carece de fontes?]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasrallah é o primogênito de uma família com nove filhos. Apesar de sua família não ser considerada religiosa segundo os padrões libaneses, ainda em idade tenra se tornou obsessivo pelo islã com alto interesse pela literatura islamica

Em 1975, a guerra civil no Líbano forçou Nasrallah e sua família a voltar ao Sul do Líbano para a casa dos pais, onde tinham vivido antes do nascimento do primogênito Nasrallah, em Al Bazuriyah.[4]

Neste período estudou num colégio público na cidade Tzor (Tyre) e começou a ter contato com a partido Amal do imã Musa al-Sadr, visitando constantemente a mesquita central da cidade. O imã Al Yiraui impressionou-se com a inteligência e o interesse nos estudos teológicos de Nasrallah, recomendo-o perante Moqtada al-Sadr em Najaf no Iraque. Após um ano, Nasralla chegou ao Iraque. Moqtada al-Sadr deixou-o aos cuidados de Xeque Abbas al-Musawi, do Vale do Beqaa. Al-Musawi foi a pessoa de maior influência sobre Nasralla.

Proliferação da Hizbollah[editar | editar código-fonte]

Enquanto por um lado Musa al-Sadr reconhecia a necessidade de reformas e a legitimidade do Líbano, Musawi e outros imãs radicais negaram-se a reconhecer o Líbano segundo seus limites geográficos. Em 1978 centenas de estudantes e professores foram forçados a sair do Iraque. Sua volta ao Líbano ocorreu no mesmo período do desaparecimento de Musa al-Sadr, quando estava de passagem pela Líbia, o que favoreceu o aparecimento de Nabih Berri como um novo líder do Amaliyer. Nabih Berri, advogado, tinha fortes ligações com a Síria. Sob sua liderança, o Movimento pró-marxista se tornou inimigo de diversos xiitas, que conservaram os fundamentos de al-Sadr.

O enfraquecimento de Amal permitiu que aqueles que tinham sido expulsos de Najaf disseminassem ideias militantes ativistas dos xiitas. Nasrallah começou a estudar e ensinar nos centros religiosos de Baalbeck.

Sob a liderança de Musawi, Nasrallah passou do Movimento de esquerda a uma nova organização que surgiu em 1982 quando o exército de Israel entrou no Líbano. Esta nova organização foi formada por centenas de oficiais da Guarda Revolucionária do Sudão que tinham como objetivo fundar a República Islâmica no Líbano e ao mesmo tempo "Jihad" contra as forcas israelenses. A ajuda financeira, religiosa-ideológica assim como a organização veio do Irã.

Em 1985 Hizbalah publicou oficialmente que o objetivo desta Organização é lutar contra as Forcas Israelenses no Líbano.

Em 1987 Nasrallah comandou as forcas que conseguiram afastar Amal. A intervenção da Síria forçou as milícias a pararem de lutar e Nasrallah retornou ao Irã para concluir os estudos teológicos.

Em 1989 Hizbollah e Amal se confrontaram novamente, Nasrallah retornou ao Líbano liderando o confronto contra Amal. Em 1990 Nasrallah criou um exército.

Nos fins de 1990 a Síria invadiu o Líbano e Hizbalah foi o único grupo que recebeu permissão de manter as armas e até se expandir mais ainda no sul do Líbano com a condição que todas as decisões fossem tomadas em acordo com Damasco. Em 1992 Israel aniquilou Musawi e Nasrallah passou a ocupar o cargo de Secretário Geral da Hizbollah .

No ano 2000 Israel saiu do Líbano e em grandes partes do mundo árabe e islâmico a interpretação foi que graças à persistência de Nasrallah, a ocupação israelense foi combatida e Israel era um inimigo com forças equivalentes.

Em 2004 Hizbollah e Israel negociaram troca de prisioneiros. Hizbollah conseguiu libertar centenas de prisioneiros palestinos e libaneses em troca dos corpos de 3 soldados que haviam sido seqüestrados e do cidadão Tenembaum. Novamente os discípulos e admiradores de Nasrallah o viam como vencedor que conseguia humilhar Israel.

Em 2006 novamente foram seqüestrados dois soldados israelenses pela Hizbollah. Quatro soldados israelenses, que intentaram recuperar os dois soldados seqüestrados, foram mortos dentro de um tanque. Um outro soldado foi assassinado ao se aproximar do tanque para retirar os corpos para o enterro, como é comum no exército israelense. Israel iniciou a “Operação Mudança de Direção”.

Em 2011, enquanto uma violenta guerra civil varria a Síria, um dos principais aliados do Hizbollah no Oriente Médio, Hassan Nasrallah decidiu enviar centenas de guerrilheiros de sua milícia para o território sírio para lutarem ao lado das forças do governo do presidente Bashar al-Assad.[5] [6]

Família[editar | editar código-fonte]

Nasrallah é casado com Fátima Yassin. Seu primogênito foi morto pelo exército de Israel em 1997 e seu corpo foi devolvido em troca do corpo de Itamar Ylia. Além deste filho eles têm outros quatro. Eles moravam no Sul de Beirute com três de seus filhos até 14 de julho de 2006 mas não estavam dentro da residência quando esta foi destruída pelas Forcas Aéreas de Israel na “Operação Mudança de Direção”.[carece de fontes?]

Referências