Ivan Turgueniev

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Ivan Turgueniev
Ivan Turgueniev, foto de Félix Nadar (1820-1910).

Ivan Sergeievitch Turgueniev (em russo: Иван Сергеевич Тургенев; Orel, 9 de Novembro de 1818Paris, 3 de Setembro de 1883) foi um romancista e dramaturgo russo. Apesar de que sua reputação como autor tenha decaído durante o último século, o seu romance Pais e Filhos é ainda considerado uma das obras mestras da ficção russa do século XIX.[1]

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Oriundo de uma família de proprietários rurais abastados, foi vítima frequente de maus-tratos por parte da mãe, uma mulher rígida e desequilibrada.

Em 1827 a família mudou para Moscovo, onde o jovem Ivan estudou, acabando por ingressar na Universidade de São Petersburgo, na época a mais conceituada do império russo, no ano de 1834. Lá cursou filosofia e, por altura da precoce obtenção do seu bacharelato, aos dezanove anos de idade, publicou uma primeira colectânea de poemas.[1]

Partiu então para a Alemanha, com o intuito de prosseguir os seus estudos na Universidade de Berlim, onde permaneceu até 1841, tendo debatido sobretudo com as ideias de Hegel, professor e reitor daquela universidade. Regressou depois à Rússia e, após ter obtido a licenciatura pela Universidade de Moscovo, ocupou um cargo junto do Ministério da Administração Interna.

Em 1843 publicou o primeiro livro digno de atenção por parte da crítica, Parasha, e conheceu o grande amor da sua vida, uma cantora de ópera de nacionalidade espanhola, casada, de nome Pauline Garcia Viardot.[1] O relacionamento entre ambos prolongou-se até à velhice, com o consentimento e a cumplicidade do marido da solista. Turgeniev chegou mesmo a viver e a viajar com ambos, e da sua união com Viardot nasceu uma filha ilegítima.

Após o aparecimento de obras como Razgovor (1843), Pomeshchik (1846) e Dnevnik Lishnego Cheloveka (1850), Turgueniev estabeleceu definitivamente a sua reputação como escritor em 1852, ao publicar Zapiski Okhotnika.[1] Composta por vários contos, a obra girava em torno de um jovem aristocrata que vai descobrindo a verdade e a sabedoria na vida dos camponeses que trabalham na sua propriedade. Conta-se que o livro contribuiu grandemente para que o Czar Alexandre II da Rússia tomasse a decisão de libertar os servos por toda a Rússia e que, antes dele, o próprio Turgenev o havia feito nos seus domínios, desobrigando cerca de cinco mil servos.

Tornou-se no primeiro escritor russo a celebrizar-se na Europa Ocidental, também graças ao aparecimento dos romances Rudin (1856), Dvorianskoe Gnedo (1859) e Nakanune (1860), obras que reflectiam de sobremaneira o seu amor por Pauline, muitas vezes idealizando o desejo de uma união mais completa, outras repensando o limiar do triângulo amoroso.

A publicação de Ottsy i Deti (1862), romance que relatava o conflito de um jovem estudante de Medicina, Ievgueni Bazarov, que recusa tanto o conservadorismo das gerações mais velhas, como o radicalismo desenfreado da juventude. Turgueniev apodou o protagonista de "nihilista", inventando assim o termo.

O aparecimento da obra deu origem a grande controvérsia, o que fez com que o autor preferisse abandonar a Rússia. Partiu para a Alemanha, passou por Londres, e acabou por se estabelecer em Bougival, nos arredores Paris, junto do casal Viardot, onde veio a falecer.

Em meados da década de 1860, Turgueniev foi colaborador da revista literária Época e também se encontra colaboração da sua autoria na revista A Leitura[2] (1894-1896).

Algumas obras[editar | editar código-fonte]

Romances[editar | editar código-fonte]

Contos[editar | editar código-fonte]

Peças[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Ivan Turguêniev (em português). UOL - Educação. Página visitada em 09 de novembro de 2012.
  2. A Leitura: magazine litterario (1894-1896) [cópia digital, Hemeroteca Digital]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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