Jeconias de Judá
| Jeconias de Judá | |
|---|---|
| Rei de Judá | |
| Governo | |
| Reinado | 597 a.C. |
| Antecessor | Jeoacaz |
| Sucessor | Zedequias |
| Vida | |
| Nascimento | 615 a.C. ou 605 a.C. |
| Pai | Joaquim de Judá |
Jeconias ou Jeoaquin ou Joaquim foi o 19º rei de Judá, e teria 18 anos quando sucedeu seu pai, Jeoacaz, no trono. Nabucodonosor o fez cativo e levou o tesouro do templo e do palácio, para a Babilônia. Lá ele gerou sete filhos, e assim a família real sobrevive, embora que nunca mais ascenda ao trono. A Bíblia Almeida, usada pela maioria dos protestantes, chama-o de Joaquim, enquanto seu pai é Jeoaquim, mas em outras bíblias como a Bíblia de Jerusalém é justamente o contrário, o que gera facilmente confusão. Foi contemporâneo do profeta Jeremias.
Jeconias baseado pelas fontes bíblicas [editar]
É também chamado de Jeconias (variante de Joaquim), e de Conias (contração de Jeconias).1 2
Aos 18 anos, Jeconias tornou-se 19º rei, e deu continuidade às práticas más de seu pai.3 O pai de Jeconias, Jeoiaquim ou Joaquim, tinha estado sujeito ao rei babilônico, Nabucodonosor, mas rebelou-se no seu terceiro ano de vassalagem.4 Isto resultou em Jerusalém ser sitiada.5 A expressão "durante esse tempo"6 talvez não se refira ao breve reinado de Joaquim, mas ao período geral em que se enquadra, permitindo destarte que o sítio se tenha iniciado no reinado do seu pai, Jeoiaquim.7 . Jeoiaquim morreu, pelo que parece, durante este sítio, ou foi levado para Babilônia, e Jeconias ascendeu ao trono de Judá. Seu governo terminou, porém, apenas três meses e dez dias depois, quando se rendeu a Nabucodonosor em 617 AEC (no mês de adar, segundo uma crônica babilônica).8 Em cumprimento da palavra de Jeová mediante Jeremias, ele foi levado para o exílio em Babilônia.9 Outros membros da casa real, oficiais da corte, artífices e guerreiros, foram também exilados.10
O registro em II Reis11 declara que Nabucodonosor levou estes cativos para o exílio, junto com "todos os tesouros da casa de Jeová e os tesouros da casa do rei". O relato em Daniel12 menciona apenas uma "parte dos utensílios" como levados para Babilônia. A explicação pode ser que os tesouros mencionados em Segundo Reis envolviam especialmente os utensílios de ouro, que recebem destaque nesse relato, e que se permitiu que outros utensílios ficassem. Outra possibilidade é que, quando Jerusalém cedeu diante do sítio babilônico (que resultou da rebelião de Jeoiaquim contra o rei de Babilônia), "alguns dos utensílios da casa de Jeová" foram levados para Babilônia, e que, pouco tempo depois, quando o próprio Jeconias foi transferido para Babilônia, outros "objetos desejáveis da casa de Jeová" foram levados juntos. Tal possibilidade é sugerida pelo relato de II Crônicas13 Pelo relato de Crônicas, parece que Nabucodonosor, depois de conquistar com êxito Jerusalém, partiu, mas depois 'mandou trazer Jeconias a Babilônia, junto com objetos desejáveis da casa de Jeová'. De modo similar, dez anos depois, na conquista e na destruição finais de Jerusalém (607 AEC), Nabucodonosor retirou-se para Ribla, "na terra de Hamate", deixando os pormenores depois da conquista entregues ao chefe de sua guarda pessoal, Nebuzaradã.14
Enquanto em Babilônia, Jeconias gerou sete filhos.15 Desta forma, preservou-se a linhagem real que conduzia ao Messias.16 Mas, conforme a profecia indicara, nenhum dos descendentes de Jeconias jamais governou na Jerusalém terrestre. Por conseguinte, foi como se Jeconias não tivesse filhos, não tendo nenhum descendente que o sucedesse qual rei.17
Lemos em Ageu 2:23 que Deus disse que escolheu a Zorobabel, filho de Sealtiel e neto de Jeconias (Conias, ou Joaquim) e que a descendência de Zorobabel irá reinar.
Portanto, a palavra que Deus falou em Jeremias 22:24-30 foi relativa somente ao próprio Conias (ou Jeconias, ou Joaquim) e aos seus filhos, mas a partir da terceira geração, que foi Zorobabel, Deus voltou a abençoar aquela linhagem real da descendência de Davi.
Assim sendo, vemos que não há nenhum impedimento para que Jesus o Nazareno seja o Messias, o rei de Israel, sendo ele descendente de Zorobabel, conforme a genealogia que está em Mateus 1:1-16.
No quinto ano do exílio de Joaquim, Ezequiel iniciou sua obra profética.18 Cerca de 32 anos depois, evidentemente em 580 AEC, Joaquim foi liberto da prisão pelo sucessor de Nabucodonosor, Evil-Merodaque (Avil-Marduque), e foi-lhe dada uma posição de favor acima de todos os demais reis cativos. Depois disso, ele comia à mesa de Evil-Merodaque e recebia uma porção diária.19
Foram encontrados documentos administrativos babilônios que alistam rações para Jeconias e cinco de seus filhos.
Referências
- ↑ 2Rs 24:6, 8; 2Cr 36:8
- ↑ Est 2:6; Je 28:4; 37:1
- ↑ 2Rs 24:8, 9; 2Cr 36:9 n.
- ↑ 618 AEC
- ↑ 2Rs 24:1
- ↑ 2Rs 24:10
- ↑ Daniel 1:1, 2
- ↑ 2Rs 24:11, 12; 2Cr 36:9; Assyrian and Babylonian Chronicles [Crônicas Assírias e Babilônicas], de A. Grayson, 1975, p. 102
- ↑ Je 22:24-27; 24:1; 27:19, 20; 29:1, 2
- ↑ 2Rs 24:14-16
- ↑ II Reis 24:12-16
- ↑ Daniel 1:1, 2
- ↑ II Crônicas 36:6-10
- ↑ 2Rs 25:8-21.
- ↑ 1Cr 3:16-18
- ↑ Mt 1:11, 12
- ↑ Je 22:28-30.
- ↑ Ez 1:2
- ↑ 2Rs 25:27-30; Je 52:31-34.
| Precedido por Jeoacaz |
Rei de Judá 3 meses |
Sucedido por Zedequias |