Judite de Flandres

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Judite de Flandres
Representação do século XIX de Judite e seu marido Balduíno I
Rainha de Wessex
Reinado 1 de outubro de 85613 de janeiro de 858
858–860
Predecessor Osburga
Sucessor Wulfiriti de Wessex
Condessa de Flandres
Reinado 13 de dezembro de 862879
Predecessor Novo título
Sucessor Alfiriti de Wessex
Cônjuge Etelvulfo de Wessex
Etelbaldo de Wessex
Balduíno I de Flandres
Descendência
Balduíno II de Flandres
Carlos
Raul
Casa Dinastia carolíngia (por nascimento)
Casa de Wessex (por casamento)
Casa de Flandres (por casamento)
Pai Carlos II de França
Mãe Ermentrude de Orleães
Nascimento c. 843
Morte depois de 870

Judite de Flandres (ou Judite de França) (n. 843 -. m. 870)[1] era a filha mais velha do Rei franco ocidental e mais tarde Imperador do Sacro Império Romano, Carlos, o Calvo e de sua esposa Ermentruda de Orléans. Através de seus casamentos com dois reis de Wessex, Etelvulfo e Etelbaldo, ela foi duas vezes rainha. Os seus dois primeiros casamentos não tiveram filhos, mas através do seu terceiro casamento com Balduíno, ela tornou-se a primeira Condessa da Flandres e um ancestral dos Condes posteriores da Flandres. Um de seus filhos com Balduíno, era casado com Elfetrita, filha do irmão de Etelbaldo, Alfredo, o Grande. Ela também foi uma antepassada de Matilda da Flandres, a consorte de Guilherme, o Conquistador, e, portanto, dos monarcas posteriores de Inglaterra.

Rainha de Wessex[editar | editar código-fonte]

Em 855, o rei Etelvulfo de Wessex fez uma peregrinação a Roma, e no seu caminho de regresso em 856 permaneceu na corte do Rei Franco Ocidental, Carlos, o Calvo. Em julho, Etelvulfo envolveu-se com a filha de Carlos, Judite, que não tinha mais de catorze anos, enquanto Etelvulfo teria cerca de 50 anos de idade, e em 1 de Outubro 856 eles se casaram em Verberie, no norte da França. O casamento era uma aliança diplomática. Os dois homens sofriam ataques vikings, e para Etelvulfo o casamento tinha a vantagem de associar-lhe o prestígio carolíngio. Em Wessex não era habitual as esposas dos reis serem tratadas por rainhas, mas Carlos insistiu que sua filha seria coroada rainha.[2] [3]

O casamento provocou uma rebelião do filho mais velho sobrevivente de Etelvulfo, Etelbaldo, provavelmente porque este temia o seu afastamento devido ao nascimento de um meio-irmão. No entanto, pai e filho negociaram um compromisso segundo o qual Etelvulfo recebia os distritos do leste do reino e Etelbaldo os ocidentais. Não se sabe se isso significou que Etelvulfo ficou com Kent e Etelbaldo com Wessex, ou se a própria Wessex foi dividida.[2]

Judite não teve filhos com Etelvulfo, que morreu a 13 de janeiro 858. Foi sucedido por Etelbaldo, que se casou com Judite, sua madrasta, provavelmente para melhorar a sua situação, porque ela era a filha do Rei dos Francos Ocidentais.[2] O casamento foi condenado por Asser no seu Vida de Alfredo, o Grande:

Assim que o rei Etelvulfo morreu, Etelbaldo, seu filho, contra a proibição de Deus e a dignidade cristã, e também contrário à prática de todos os pagãos, assumiu o casamento-cama de seu pai e se casou com Judite, filha de Carlos, Rei dos francos, incorrendo em grande desgraça de todos os que ouviram falar dele.[4]

Judite ainda não tinha filhos quando Etelbaldo morreu em 860, após um reinado de dois anos e meio.[4]

Envolvimento com Balduíno da Flandres[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Etelbaldo, Judite vendeu as suas propriedades em Wessex e voltou para França. De acordo com os "Annales Bertiniani", o seu pai mandou-a para o Mosteiro de Senlis, onde ela permaneceria "sob sua proteção e real tutela episcopal, com toda a honra devida a uma rainha, até que, se ela não podia permanecer casta, ela poderia se casar da maneira que é adequada e legal ".[5] Presumivelmente, Carlos pode ter tido a intenção de organizar um outro casamento para a sua filha. No entanto, por volta do Natal de 861, Judite fugiu com Balduíno, mais tarde conde de Flandres. Os dois foram casados ​​provavelmente no mosteiro de Senlis nesse momento. O registro do incidente nos Anais retrata Judite não como vítima passiva de roubo de noiva, mas como um agente ativo, fugindo por instigação de Balduino e, aparentemente, com o consentimento de seu irmão Luís, o Gago.[6]

Sem surpresa, o pai de Judite ficou furioso e ordenou aos seus bispos a excomunhão do casal. Mais tarde, eles fugiram para a corte do primo de Judite, Lotário II da Lotaríngia, para proteção, antes de irem ao Papa Nicolau I defender o seu caso. O Papa tomou a ação diplomática e pediu ao pai de Judite para este aceitar a união como juridicamente vinculativa e acolher o jovem casal no seu círculo - o que, em última análise foi o que ele fez. O casal então voltou para França e foi oficialmente casado ​​em Auxerre em 863.

A Balduino foi dada a terra diretamente a sul do rio  Scheldt, ou seja: o País da Flandres (embora uma área de tamanho menor do que o município que existia na Alta Idade Média) para repelir os ataques vikings. Embora seja muito discutido entre os historiadores sobre se o rei Carlos fez isso na esperança de que Balduino seria morto nas batalhas que se seguiram com os Vikings, Balduino geriu a situação muito bem. Balduino conseguiu sufocar a ameaça Viking, expandiu tanto o seu exército como o seu território rapidamente, e tornou-se um defensor fiel do rei Carlos. A Marcha de Balduino passou a ser conhecida como o Condado da Flandres e viria a ser um dos principados mais poderosos da França. Judite ainda vivia em 870.

Crianças[editar | editar código-fonte]

Do seu terceiro marido, Balduíno I da Flandres, as crianças de Judite foram:

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Judith's date of birth is uncertain. Janet Nelson in herOnline DNB article on Æthelwulf dates it after 843, but the entry for Judith in A Biographical Dictionary of Dark Age Britain states that she was around fourteen when she married Æthelwulf in 856. It is also not known when she died. Nelson gives the date as c. 870, but also says that if she was alive in the 890s she may have arranged her son Baldwin's marriage to a daughter of Alfred the Great.
  2. a b c Janet L. Nelson, Æthelwulf, Oxford Online Dictionary of National Biography, 2004
  3. Williams et al., A Biographical Dictionary of Dark Age Britain
  4. a b Simon Keynes and Michael Lapidge eds., Alfred the Great: Asser's Life and Other Contemporary Sources, Penguin 1983 (2004 reprint), p. 73
  5. Geary, Patrick J. Women at the Beginning: Origin Myths from the Amazons to the Virgin Mary. (Princeton: Princeton University Press, 2006),p. 52
  6. Geary, op. cit., p. 53

Ancestrais[editar | editar código-fonte]