Moulin Rouge (1952)

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Moulin Rouge
 Reino Unido
1952 • cor • 120 min 
Direção John Huston
Roteiro John Huston
Pierre La Mure (livro)
Elenco José Ferrer
Zsa Zsa Gabor
Suzanne Flom
Género drama, biográfico
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Moulin Rouge é um filme anglo-americano de 1952 do gênero drama biográfico dirigido e roteirizado por John Huston. Produção de Sir John Woolf e James Woolf da Romulus Films e distribuição da United Artists. O filme conta a vida do artista francês Henri de Toulouse-Lautrec e mostra a subcultura da boêmia que girava em torno do cabaré Moulin Rouge. Adaptação do livro de Pierre La Mure. O filme foi feito nos Estúdios Shepperton, Shepperton na Inglaterra, com locações em Londres e Paris.

Em 2001 foi lançado Moulin Rouge!, que, apesar do nome, não se trata de uma refilmagem.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O famoso cartaz de 1891, mostrando os dançarinos La Goulue e Valentin le Désossé. Ambos aparecem como personagens no filme (amigos de Toulose-Lautrec).

Em Paris de 1890, no popular cabaré Moulin Rouge ("Moinho Vermelho"), o jovem artista de família nobre Henri de Toulouse-Lautrec bebe uma garrafa de conhaque e esboça desenhos das dançarinas que se apresentam. Ele é amigo de frequentadores habituais e artistas da casa, tais como a cantora Jane Avril, das dançarinas rivais La Goulue e a angolana Aicha (que constatemente brigam) além do proprietário Maurice Joyant. Joyant faz a proposta de um mês de bebidas grátis para Henry em troca da encomenda de um cartaz publicitário. Henry espera todos os frequentadores sairem da casa, antes que ele também se vá, pois não quer que vejam suas pernas curtas, deformadas por um acidente na infância. Ao se dirigir para o seu apartamento em Montmartre, Henri encontra a prostituta Marie Charlet e inicia um romance com ela. Henry prepara o cartaz que lhe fora encomendado como uma litografia que, apesar de causar estranheza ao proprietário, é aceito.

A peça publicitária se torna uma sensação e a casa fica famosa, mudando o nível dos frequentadores e afastando os antigos artistas e dançarinas. Mas Henry acaba descobrindo a traição de Marie e se afunda mais no alcoolismo até que em 1900 conhece a manequim Myriamme Hyam na Ponte do Rio Sena. Myryamme é sofisticada e grande admiradora do trabalho de Henry e os dois se tornam amigos. Apesar dessa forte relação, Henry continua a beber e sua solidão aumenta cada vez mais, mesmo com o reconhecimento ainda em vida da qualidade de sua pintura.

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Academy Awards[editar | editar código-fonte]

Moulin Rouge recebeu sete indicações ao Oscar, vencendo em duas categorias:[1]

  • Melhor Filme
  • Melhor Diretor - John Huston
  • Melhor Ator - José Ferrer
  • Melhor Atriz Coadjuvante - Colette Marchand
  • Melhor Edição - Ralph Kemplen
  • Melhor Direção de Arte - Paul Sheriff e Marcel Vertès (venceu)
  • Melhor Figurino Colorido - Marcel Vertès (venceu)

Não foi indicado contudo pela fotografia colorida (Oswald Morris), havendo críticas sobre isso.

Prêmios BAFTA[editar | editar código-fonte]

  • Melhor fime britânico
  • Melhor filme de qualquer origem
  • Melhor revelação - Colette Marchand

Globo de Ouro[editar | editar código-fonte]

  • Colette Marchand venceu como a revelação do ano

Outros prêmios[editar | editar código-fonte]

A canção-tema de Moulin Rouge (canção de Georges Auric cantada por Muriel Smith (que dublou Zsa Zsa Gabor)) também se tornou muito conhecida.

Referências

  1. NY Times: Moulin Rouge. NY Times. Página visitada em 21-12-2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]