Musicalização

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A musicalização é o processo de construção do conhecimento musical, cujo principal objetivo é despertar e desenvolver o gosto pela música, estimulando e contribuindo com a formação global do ser humano.[1] (...)A musicalização é feita através de atividades lúdicas visando o desenvolvimento e aperfeiçoamento da percepção auditiva, imaginação, coordenação motora, memorização, socialização, expressividade, percepção espacial, etc. O lúdico funciona como elemento motivador e de estímulo para o desenvolvimento da expressão musical onde a imitação, a percepção e a criação são os principais elementos deste processo.

Musicalização na educação infantil[editar | editar código-fonte]

"A música tem o poder de acalmar e disciplinar uma criança, portanto facilita a aprendizagem, seja ela formal ou no âmbito familiar. Ela é um dos estímulos mais potentes para os circuitos do cérebro, além de ajudar no raciocínio lógico matemático, contribui para a compreensão da linguagem e para o desenvolvimento da comunicação. Atua nos dois hemisférios do cérebro. O direito que é criativo e intuitivo e o esquerdo que é lógico e sequencial.” afirma Paulo Roberto Suzuki – Musicoterapeuta. [2]

Desde que se estuda a história da humanidade, tem-se observado que a música sempre fez parte da vida do homem. Em qualquer parte do mundo, em todas as épocas, a música e o homem sempre viveram juntos. Podemos suprir que no principio, o homem reproduzia os sons que ouvia na natureza, como o vento forte e seu sussurrar nas folhagens, a água dos rios, o estalar dos galhos, o canto dos pássaros e tantos outros não só com a intenção de imita-los, mas também porque essa era a música que ele conhecia. A música é uma linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio.  A música está presente em todas as culturas nas mais diversas situações. Faz parte da educação desde há muito tempo, sendo que, já na Grécia antiga, era considerada fundamental para a formação dos futuros cidadãos. É necessário que o professor desenvolva a música em vários momentos do dia, porém não de forma rotineira e automática. Devemos dar à criança oportunidade de viver a música, apreciando, cantando e criando som. A iniciação musical na Educação Infantil e nas séries iniciais do Fundamental estimula áreas do cérebro da criança que vão beneficiar o desenvolvimento de outras linguagens. Realizar esse tipo de trabalho ajuda a melhorar a sensibilidade das crianças, a capacidade de concentração e a memória, trazendo benefícios ao processo de alfabetização e ao raciocínio matemático, tem também a capacidade de influenciar o homem física e mentalmente, podendo contribuir para a harmonia pessoal, facilitando a integração e a inclusão social.[3]

Métodos de musicalização[editar | editar código-fonte]

Os trabalhos com musicalização podem ser feitos com crianças a partir de 2 anos de idade. Faz parte da arte-educação ou de atividades recreativas a partir da pré-escola. Também pode ser ministrada em conservatórios como iniciação a cursos de instrumentos ou canto. Existem vários métodos consagrados de musicalização, cada um utilizando técnicas e recursos diferentes. Os mais conhecidos são:

Método Orff[editar | editar código-fonte]

Desenvolvido pelo compositor alemão Carl Orff, este método Orff utiliza um instrumental especialmente desenvolvido para crianças, incluindo xilofones e metalofones pentatônicos e tambores de pequenas dimensões. O aluno é levado a construir sua própria noção de música através de exercícios rítmicos, melódicos e harmônicos em conjunto.

Método Kodály[editar | editar código-fonte]

Criado pelo compositor húngaro Zoltán Kodály. O método Kodáli é baseado no desenvolvimento da percepção rítmica e melódica através de exercícios que utilizam o canto e atividades corporais. Os aspectos mais conhecidos deste método são as sílabas rítmicas (o solfejo rítmico é feito utilizando uma sílaba diferente para cada duração) e o solfejo manual (a utilização de gestos com as mãos para representar os intervalos ou graus da escala).

Método Willems[editar | editar código-fonte]

O Método Willems é um dos mais importantes métodos de educação musical em todo o mundo. Nascido na Bélgica em 1890, o professor Edgard Willems produziu em sua vida profissional um rico material didático para o desenvolvimento do ouvido musical, aplicado em diversos países. Descobrindo a interligação existente entre a música e o ser humano, ele relacionou o triplo aspecto do homem [fisiológico, afetivo e mental] com os elementos característicos da música [o ritmo, a melodia e a harmonia].

Sua metodologia propõe uma educação musical ativa e criadora, seguindo as etapas do desenvolvimento psicológico da criança. Atualmente o Método Willems é conhecido e reconhecido pela França, Suíça, Itália, Espanha, Noruega, Portugal, Brasil e países da América Latina, dentre outros. Graças ao trabalho desenvolvido pela educadora e musicista Carmen Mettig Rocha, a capital baiana é hoje o principal centro de divulgação do Método Willems no Brasil.

Método Suzuki[editar | editar código-fonte]

Método Tobin[editar | editar código-fonte]

Criado pela educadora Candida Tobin, este método Tobin se baseia principalmente na utilização de estímulos visuais para criar associações com os estímulos sonoros. Cores e formas são utilizadas para fazer a criança perceber as relações de altura e duração. A notação musical é ensinada através de símbolos simplificados e os exercícios de canto utilizam sílabas rítmicas. O método utiliza animações e programas de computador para permitir que a musicalização seja feita por professores que não tenham proficiência em instrumentos musicais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  1. Referências

    Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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