O eclipse do darwinismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Translation Latin Alphabet.svg
Este artigo ou secção está a ser traduzido (desde novembro de 2009). Ajude e colabore com a tradução.
Foto do livro de 1918 Origin and Evolution of Life, de Henry Fairfield Osborn, mostrando modelos ilustrando a evolução do corno do Titanothere ao longo do tempo, o que Osborn indicava era um exemplo de uma tendência ortogénica na evolução.

O eclipse do darwinismo (The eclipse of Darwinism no original, em inglês) é a expressão usada por Julian Huxley para descrever o período anterior à síntese evolutiva moderna em que a evolução era largamente aceite no meio científico, mas relativamente poucos biólogos aceitavam a selecção natural como o seu mecanismo principal.[1] [2] Historiadores de ciência como Peter J. Bowler têm usado essa expressão para descrever a história do pensamento evolutivo desde a década de 1880 até às primeiras décadas do século XX, quando algumas alternativas à selecção natural foram desenvolvidas e exploradas, e muitos biólogos consideravam a selecção natural como um palpite errado da parte de Darwin.[3] [4] As quatro principais alternativas à selecção natural no fim do século XIX eram a evolução teísta, neolamarquismo, ortogénese e saltacionismo.

Razões para a procura de alternativas[editar | editar código-fonte]

Evolução foi largamente aceite nos círculos científicos em poucos anos após a publicação d'"A Origem das Espécies", mas a aceitação da selecção natural como o mecanismo condutor foi muito menor. Várias razões contribuíram para isso. A ênfase dada pela selecção natural na morte e competição, não apelava a muitos naturalistas que sentiam que era imoral e deixava pouco espaço para teleologia (propósito) ou o conceito do "progresso" no desenvolvimento da vida. Além disso, alguns consideravam que a selecção natural seria demasiado lenta, dadas as estimativas da idade da terra e do sol (entre 10 e 100 milhões de anos) feitas na altura por físicos como Lord Kelvin. Outra objecção era que a selecção natural não podia funcionar porque naquela altura os modelos de hereditariedade involviam a mistura de características herdadas.[5] [2]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. (Huxley 1942, p. 22)
  2. a b (Bowler 2003, pp. 196–253)
  3. (Bowler 1983)
  4. (Quammen 2006, pp. 216-223)
  5. (Larson 2004, pp. 105–129)


Referências[editar | editar código-fonte]