Ideias evolutivas do Renascimento

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Pierre Belon comparou os esqueletos de aves e humanos no seu Book of Birds (1555).

Ideias evolutivas do Renascimento desenvolveram-se à medida que a história natural se tornou mais sofisticada durante os séculos XVII e XVIII, e a revolução científica e o crescimento da filosogia mecanicista encorajou a visão do mundo natural como uma máquina cujas operações podem ser analisadas. Apesar disso, as ideias evolutivas do princípio do séc. XVII eram de natureza religiosa e espiritual. Na 2ª metade do séc. XVIII ideias mais materialistas e explícitas sobre evolução biológica começaram a emergir tornando esta como uma era importante na história do pensamento evolutivo.

Século XVII e início do século XVIII[editar | editar código-fonte]

A palavra evolução (do latim evolutio, que significa "desenrolar como um rolo") apareceu na língua inglesa no século XVII, referindo-se a uma sequência ordenada de eventos, particularmente quando o resultado final estava de alguma forma contida dentro dela desde o início. O termo foi usado notadamente em 1677, quando Sir Matthew Hale, atacando o atomismo ateu de Democritus e Epicurus, usou o termo evolução para descrever as ideias dos seus opositores de que vibrações e colisões de átomos no vazio - sem intervenção divina - tinham formado "Sementes Primordiais" (semina) que foram os "Princípios imediatos, primitivos, produtivos de Homem, Animais, Aves e Peixes." [1] Para Hale, este mecanismo era "absurdo", porque "teria potencialmente pelo menos todo o Sistema de Natureza Humana, ou pelo menos o Princípio Ideal ou a sua Configuração, na evolução do que o complemento e formação da Natureza Humana deve consistir ... e tudo isto a partir da coalescência fortuita de Átomos sem sentidos e mortos[1]

Embora Hale (ironicamente) tenha usado o termo evolução pela primeira vez argumentando contra a visão mecanística exacta do mundo que a palavra viria a simbolizar, demonstrou também que pelo menos algumas teorias evolutivas exploradas entre 1650 e 1800 postulavam que o universo, incluindo a vida na terra, tinham-se desenvolvido mecanicamente, inteiramente sem orientação divina. Por esta altura, o mecanicismo de Descartes, reforçado pela física de Galileu e Newton, começou a encorajar a visão do universo como uma máquina que viria a caracterizar a revolução científica[2] Contudo, a maioria das teorias evolutivas contemporâneas, incluindo as desenvolvidas pelos filósofos idealistas alemães Schelling e Hegel (e ridicularizados por Schopenhauer), defendiam que evolução era um processo fundamentalmente espiritual, com a totalidade do percurso da evolução natural e do homem sendo uma "auto-revelação do Absoluto".[3]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. a b Goodrum. (April 2002). "Atomism, Atheism, and the Spontaneous Generation of Human Beings: The Debate over a Natural Origin of the First Humans in Seventeenth-Century Britain". Journal of the History of Ideas 63 No. 2: 207–224.
  2. Bowler 2003 pp. 33-38
  3. Schelling, System of Transcendental Idealism, 1800

Referências[editar | editar código-fonte]