Ouro Branco (Minas Gerais)

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Município de Ouro Branco
Bandeira de Ouro Branco
Brasão de Ouro Branco
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 12 de dezembro de 1953
Gentílico ouro-branquense
CEP 36420-000
Prefeito(a) Cida Campos (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Ouro Branco
Localização de Ouro Branco em Minas Gerais
Ouro Branco está localizado em: Brasil
Ouro Branco
Localização de Ouro Branco no Brasil
20° 31' 15" S 43° 41' 31" O20° 31' 15" S 43° 41' 31" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008[1]
Microrregião Conselheiro Lafaiete IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Itaverava, Ouro Preto
Distância até a capital 100 km
Características geográficas
Área 260,766 km² [2]
População 35 260 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 135,22 hab./km²
Altitude 1100 m
Clima Tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,764 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 2 533 698,709 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 72 331,46 IBGE/2008[5]
Página oficial

Ouro Branco é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na Região Sudeste do Brasil. A cidade de Ouro Branco ocupou em 2010 a 1ª posição no ranking das melhores cidades do estado de Minas Gerais[6] .

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2014 sua população era estimada em 37.878 habitantes[7] . A área territorial é de 261 km² e possui uma população universitária de aproximadamente 2.500 estudantes.

Atualmente a cidade abriga uma das mais importantes siderúrgicas do Brasil, a Gerdau Açominas.

História[editar | editar código-fonte]

Igreja no centro da cidade.

Atraídos pela existência de ouro, em fins do século XVII, ex-integrantes da bandeira de Borba Gato desbravaram a região da atual Ouro Branco. O bandeirante Miguel Garcia, lá encontrou ouro que tinha uma coloração esbranquiçada, ficando assim conhecido como "ouro branco".

Em 16 de fevereiro de 1724, durante o governo de dom Lourenço de Almeida, o arraial foi elevado à categoria de freguesia colativa, sendo considerada uma das povoações mais antigas de Minas Gerais. A construção da igreja matriz de Santo Antônio de Ouro Branco data de 1717, tendo sido, provavelmente, concluída em 1779. A diferença de 62 anos é justificável, visto que as obras em igrejas de certa importância, nos tempos coloniais, duravam anos.

Ouro Branco foi distrito de Ouro Preto, tornando-se município em 1953. A cidade ainda guarda bens históricos como a capela Nossa Senhora Mãe dos Homens e a Igreja de Santo Antônio de Itatiaia também são do século XVIII. Em Ouro Branco também se encontra a Casa de Tiradentes, situada à margem direita da Estrada Real.

Houve vários ciclos econômicos em Ouro Branco, que iniciaram com o ciclo do ouro, depois, o ciclo da uva, posteriormente, o ciclo da batata, e atualmente, a atividade preponderante é a industrial, que iniciou-se com a instalação da então empresa estatal Aço Minas Gerais S.A.. em 1976, atual Gerdau Açominas S.A, que inaugurou o ciclo do aço.

Uma outra parte da historia:[8] [editar | editar código-fonte]

povoado de Santo Antônio de Ouro Branco teve sua origem em fins do século XVII, provavelmente no ano de 1694, como conseqüência do processo de ocupação iniciado com as primeiras bandeiras que, subindo o Rio das Velhas à procura de ouro, desbravaram a região, assentando-se ao pé da Serra de Ouro Branco, também denominada, na época, Serra do Deus (te) Livre (tombada pelo IEPHA em 07/11/1978).  Os primitivos habitantes desta região foram os índios da tribo Carijós. 

Os ex-integrantes da Bandeira chefiada por Borba Gato, Miguel Garcia de Almeida Cunha e Manuel Garcia, transpondo os altos da cachoeira de Itabira do Campo (atualmente Itabirito) descobre o ouro na falha radial da Serra, onde se encontram os mananciais dos Ribeirões da Cachoeira e Água Limpa. Tal descoberta não produz o rendimento esperado: Manuel e Miguel se desentendem e a bandeira se divide. 

Manuel Garcia segue na direção Nordeste, indo dar com o rico córrego do Tripuí, descobrindo o "Ouro Preto", cor produzida devido à presença do Óxido de Ferro em sua composição. 

Miguel Garcia, por sua vez, desce o vale do chamado "Rio da Serra", que corre para o Oeste, paralelamente à aguda escarpa da Serra de Deus Livre. Funda um povoado nessa região, após descobrir ouro de cor amarela, clara, produzida pelo mineral Paládio a ele associado, denominado "Ouro Branco" por simples contraste cromático aparente com o "Ouro Preto" do Tripuí. 

Ouro Branco foi uma das mais antigas freguesias de Minas, tornada colativa pelo alvará de 16 de fevereiro de 1724, expedido pela Rainha Maria I, durante o governo de Lourenço de Almeida. Nesse período Ouro Branco já possuía considerável importância econômica pela prosperidade de sua população. 

O ouro extraído em Ouro Branco era desprezível em relação à extração praticada em Ouro Preto. Por essa época, a má qualidade das jazidas auríferas e as dificuldades de exploração, advindas do primitivo processo utilizado, fazem atividade mineradora retroceder. 

A Serra do Ouro Branco[editar | editar código-fonte]

Serra do Ouro Branco(Cidade a direita)

A Serra do Ouro Branco tem uma área aproximada de 1.614 hectares e está localizada no município de Ouro Branco. É uma elevação abrupta, formada por um paredão com cerca de 20 km de extensão a sudeste, que delimita um planalto cuja altitude varia entre 1.250 e 1.568 m e encostas íngremes a nordeste.

Os solos, em sua grande maioria, são arenosos, oriundos de rochas quartzíticas e uma pequena porção, a nordeste, é constituída de solos argilosos, provenientes da formação mineral tipo itabirito.

É considerada o marco inicial sul da Cadeia do Espinhaço[carece de fontes?], que compreende um grupo de serras com altitudes variáveis, ao longo de 1.100 km de extensão, até a Bahia. Essa cadeia abriga um dos mais ricos ecossistemas do mundo, os campos rupestres.

A vegetação de campos rupestres é caracterizada por um mosaico de formações vegetacionais que se desenvolvem em solo arenoso e pedregoso de origem quartzítica. Esse mosaico é constituído de cinco formações: grupos graminoides, afloramentos rochosos, matas de galerias e capões, campos brejosos e campos de velózias (canela-de-ema). Essa diversidade de ambientais condiciona uma flora rica, diversificada e endêmica (ocorrência restrita). No topo da serra, o bioma tem uma biodiversidade pouco conhecida e preservada[carece de fontes?].

A Serra do Ouro Branco é uma importante área de recarga das bacias do rio Paraopeba e rio Doce. Apresenta uma grande quantidade de nascentes e cursos d’água, que, em sua maioria, formam o Lago Soledade[carece de fontes?]. Além disso, fornece toda a água que é consumida pela cidade de Ouro Branco.

Clima[editar | editar código-fonte]

Os verões são quentes e muito chuvosos. No inverno as temperaturas podem cair bastante. Geralmente as noites são agradáveis durante todo o ano.As estações do ano com temperatura mais amena e estável são o outono e a primavera. De abril a julho a luminosidade e a atmosfera limpa ajudam a bater ótimas fotos da natureza e conjunto arquitetônico.Uma boa dica é visitar as cidades em épocas festivas. Jubileu, exposições agropecuárias e outros eventos temáticos atraem muitas pessoas de cidades e regiões vizinhas.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Ouro Branco, Minas Gerais - Brasil Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,2 28,5 28,5 27,1 25,5 24,5 24,7 25,9 26,8 27,4 27,5 27,3 26,8
Temperatura mínima média (°C) 17,6 17,7 16,8 15,0 12,3 10,2 9,8 11,1 13,8 16,0 16,8 17,2 14,5
Precipitação (mm) 252,0 184,9 155,5 69,2 27,7 12,3 10,3 11,8 48,7 123,7 202,3 305,8 1 404,5
Fonte: Tempo Agora[9] 3 de junho de 2013

[10] Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ-CAP)[editar | editar código-fonte]

Logo da UFSJ.

Campus Alto Paraopeba (CAP) foi concebido para ser um centro de engenharia do século XXI, tendo como objetivos: cuidar da difusão do conhecimento científico; promover a inovação tecnológica; formar recursos humanos altamente qualificados para enfrentar os desafios do mundo produtivo; respeitar a diversidade biológica, geográfica e cultural e fornecer o crescimento econômico, com qualidade de vida, na região do Alto Paraopeba. Trata-se de mais um passo importante rumo à promoção do desenvolvimento sustentável da região.

Localizado na divisa entre as cidades de Congonhas e Ouro Branco e distante apenas 90 quilômetros de Belo Horizonte, o Campus Alto Paraopeba está instalado no antigo Centro de Treinamento da Gerdau-Açominas. O prédio e a área foram cedidos à UFSJ especificamente para a implantação do Campus.

O Campus Alto Paraopeba oferece cinco graduações em engenharias, cursos criados pela demanda da região:

Engenharia Civil

Engenharia de Bioprocessos

Engenharia de Telecomunicações

Engenharia Mecatrônica

Engenharia Química

Centros Acadêmicos[editar | editar código-fonte]

Um centro acadêmico no Brasil é uma entidade estudantil que representa, normalmente, os estudantes de um curso de nível superior, podendo representar estudantes de diversos cursos de uma mesma faculdade. Suas funções podem ser, e em geral são, diversas. Algumas delas são: a organização de atividades acadêmicas extra-curriculares como debates, discussões, palestras, semanas temáticas, recepção de calouros e realização de projetos de extensão; encaminhamento, mobilização e organização de reivindicações e ações políticas dos estudantes; mediação de negociações e conflitos individuais e coletivos entre estudantes e a faculdade; realização de atividades culturais como feiras de livros, festivais diversos, entre outros.

No Campus Alto Paraopeba, cada curso é representado por um centro acadêmico.

Empresas Junior[editar | editar código-fonte]

Uma empresa júnior é uma associação civil sem fins lucrativos e com fins educacionais formada exclusivamente por alunos do ensino superior.  Uma organização cujo objetivo primário é formar, por meio da vivência empresarial, empreendedores comprometidos e capazes de transformar o país.

As empresas juniores são constituídas pela união de alunos matriculados em cursos de graduação em instituições de ensino superior, organizados em uma associação civil com o intuito de realizar projetos e serviços que contribuam para o desenvolvimento do país e de formar profissionais capacitados e comprometidos com esse objetivo.

No Campus Alto Paraopeba, cada curso possui uma empresa júnior com atividades praticas focadas na sua respectiva área de atuação .

Equipes de competições.[editar | editar código-fonte]

O campus conta também com equipes de competições como: CapGear, RoboCap, NoizAvua.



Atlética[editar | editar código-fonte]

No Brasil, uma Associação Atlética Acadêmica universitária ou simplesmente Atlética (AAA), é uma organização estudantil composta por estudandes de cursos do ensino superior. Suas funções básicas são a administração,integração e representação dos cursos em jogos universitários. Ela é responsável pela formação de equipes, organização dos jogos, criação e treinamento da Bateria da torcida, relações entre cursos/faculdades, pela burocracia que envolve as inscrições, integração dentro do campus/curso/faculdade além de fomentar o esporte universitário.

Na Campus Alto Paraopeba, a atlética desenvolve além das atividades básicas de confraternização, campeonatos e festas entre alunos, atividades ligadas a serviço para a comunidade local.



Instituto Federal de Minas Gerais - Ouro Branco[editar | editar código-fonte]

O Câmpus Ouro Branco faz parte do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação-MEC. O Câmpus iniciou suas atividades em 2011, como Unidade Avançada do Câmpus Ouro Preto, oferecendo cursos subsequentes na área de Metalurgia e Administração. São oferecidos os cursos de Licenciatura em Computação, implantado em 2012; Engenharia Metalúrgica e Administração, na modalidade Bacharelado; e o Ensino Médio integrado aos cursos Técnicos em Administração, Informática e Metalurgia, implantados em 2013.

Ouro Branco pertence à Mesorregião de Belo Horizonte e à Microrregião de Conselheiro Lafaiete (IBGE, 2010). A cidade está localizada na Região do Alto Paraopeba, tendo em seu entorno as cidades de Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Entre Rios de Minas, São Brás do Suaçuí, Jeceaba, Belo Vale, Desterro de Entre Rios, Queluzito, Casa Grande, Cristiano Otoni, Caranaíba, Santana dos Montes e Itaverava. A inserção do Campus Ouro Branco na região do Alto Paraopeba aumentou as possibilidades de acesso à educação e ao conhecimento, reafirmando o compromisso institucional do IFMG, de ampliação da  de cursos regulares e de extensão, assim como também a ampliação e desenvolvimento de atividades culturais, tecnológicas e científicas.

Atualmente, um prédio de cinco andares, com 5.529,20m², está em construção, parte do projeto de ampliação do Câmpus. Serão 10 laboratórios, 17 salas de aula e 10 salas para professores. Além deste novo espaço, o projeto prevê ainda a construção de uma área de 2.563,89m², que abrigará um auditório com capacidade para 596 lugares; uma biblioteca de 511,15m² com salas de estudos, áudio e vídeo, equipada com aproximadamente 20.000 itens.

O Campus atualmente conta com cursos técnicos, superiores e profissionalizante.

Tecnicos Integrado Administração

Informática
Metalurgia

Subsequente

Metalurgia

Superior Bacharelado Administração

Engenharia Metalúrgica

Licenciatura Ciência da Computação
Pós Graduação Educação Especial com Ênfase em Libra

Turismo[editar | editar código-fonte]

Além das belezas naturais, está entre as atrações o conjunto arquitetônico e paisagístico da Capela de Santana e a casa-sede da Fazenda Pé do Morro, localizado a 4 km da área urbana, aos pés da serra de Ouro Branco e às margens da Estrada Real. A origem do local é do século XVIII e pela importância patrimonial foi tombado pelo IEPHA em dezembro de 2009[11] [12] .

Estrada real.
Ponte ferroviária da unidade da Gerdau Açominas na cidade de Ouro Branco, no estado de Minas Gerais.
Vista do alto da Serra de ouro branco.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 3 de novembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. IFDM Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal 2010
  7. VZC. IBGE.
  8. Historia de Ouro branco Vzc.
  9. Climatologia — Ouro Branco Tempo Agora.
  10. www.ufsj.edu.br/cap/index.php
  11. Iepha tomba capela e casa de fazenda em Ouro Branco - IEPHA, 22 de dezembro de 2009 (visitado em 4-3-2010)
  12. Iepha/MG apresenta: Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Capela de Santana e da Casa-Sede da Fazenda Pé-do-Morro - IEPHA, 20 de março de 2010 (visitado em 20-3-2010)

[1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. ifmg.