Públio Cornélio Cipião Nasica Serápio

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Públio Cornélio Cipião Nasica Serápio (em latim Publius Cornelius Scipio Nasica Serapio; 183 a.C.132 a.C.), filho de Públio Cornélio Cipião Nasica Córculo, foi um militar e político romano da República Romana. O assassinato de Tibério Graco foi executado por sua iniciativa.

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Carreira política [editar]

Sucedeu ao seu pai como pontifex maximus em 141 a.C.. Obteve o cargo de cônsul em 138 a.C.

Odiava Tibério Graco, porque ele possuía muitas terras públicas, e se ressentia de ter sido forçado a devolvê-las.1 Dirigiu a oposição à sua política agrária.

Em 133 a.C., Tibério Graco apresentou-se na assembleia para tentar a reeleição no seu cargo de tribuno, mas o povo virou-lhe as costas. Tibério, temendo pela sua vida, armou seus aliados com porretes improvisados.2 Seus opositores foram ao senado romano, avisar do que Tibério estava fazendo,3 e Nasica demandou que o cônsul salvasse o estado, derrubando o tirano.4 Públio Múcio Cévola, [carece de fontes?], o cônsul, respondeu que não usaria da violência e não mataria um cidadão sem julgamento, mas se o povo, persuadido por Tibério, votasse alguma coisa que fosse ilegal, ele não aceitaria este voto.4 Nasica se levantou e disse que, se o principal magistrado trai o estado, aqueles que querem seguir a lei deveriam seguí-lo;4 cobrindo sua cabeça com a toga, ele se dirigiu ao Capitólio, junto com vários senadores, que enrolaram a toga no braço.5 nota 1 Os atentendes dos senadores carregavam porretes, que tinham trazido de casa, e os senadores improvisaram com fragmentos do mobiliário que havia sido destruído pela multidão.6 Graco tentou fugir, mas seguraram sua toga,6 ele a largou, fugindo de túnica, mas tropeçou na sua fuga, e foi morto pelo seu inimigo a bordoadas.6 O primeiro a atingir Graco foi Publius Satyreius, golpeando-o na cabeça com a perna de um banco, seguido de Lucius Rufus.7 Cerca de trezentas pessoas foram mortas por golpes de paus e pedras, e nenhuma pela espada.7

Durante a perseguição aos seguidores de Graco, em que Diofanes o retórico foi assassinado e Caius Villius foi trancado em uma jaula onde colocaram víboras e serpentes para matá-lo, Blossius de Cumas foi levado aos cônsules para julgamento.8 Blossius disse que tudo que fizera, foi por ordens de Tibério Graco, e Nasica perguntou, se Tibério tivesse ordenado por fogo no Capitólio, se ele teria obedecido.9 Blossius respondeu que Tibério jamais teria dado tal ordem, mas quando a mesma pergunta foi feita por outras pessoas, ele disse que, se um homem como Tibério tivesse dado tal ordem, então seria certo fazer isso, porque Tibério não daria esta ordem se não fosse pelo interesse do estado.9 Blossius foi inocentado, e se juntou ao usurpador Aristônico, pretendente ao reino do Pérgamo, na Ásia.9

Nasica passou a sofrer a hostilidade do povo, chamando-o de um homem amaldiçoado e tirano, que havia poluído, pelo assassinato de um homem sagrado e inviolável, o mais santo dos santuários da cidade.10 Para evitar a vingança dos populares, Serápio foi enviado para a Ásia,11 na comissão que devia concertar a sucessão de Atalo III, o qual legara o reino de Pérgamo a Roma, e acabava de falecer. Tudo isto apesar de que, teoricamente não pudesse abandonar Roma, na sua qualidade de Pontífice máximo.10 Ele morreu logo depois, em Pérgamo.10

Notas

  1. Conforme o texto de Plutarco indica, os romanos vestiam uma túnica e, por cima desta, uma toga.

Referências

  1. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 13.3
  2. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 19.1
  3. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 19.2
  4. a b c Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 19.3
  5. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 19.4
  6. a b c Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 19.5
  7. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 19.6
  8. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 20.3
  9. a b c Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 20.4
  10. a b c Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 21.3
  11. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Tibério, 21.2

Bibliografia [editar]

Historia universal siglo XXI. La formación del Imperio Romano ISBN 84-323-0168-X Ed. Akal. Historia del mundo antiguo.Roma.La Roma primitiva

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Cônsul da República Romana
138 a.C.
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Pontifex maximus da República Romana
141 a.C.
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