Quinto Cecílio Metelo Macedônico

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Quinto Cecílio Metelo Macedônico (português brasileiro) ou Quinto Cecílio Metelo Macedónico (português europeu) (em latim: Q. Caecilius Q.f L.n. Metellus Macedonicus) [1] (ca. 210 a.C.115 a.C.), foi um militar e político da República de Roma. Foi cônsul em 143 a.C. e censor em 131 a.C.[1]

Era filho de Quinto Cecílio Metelo, que foi mestre da cavalaria (magister equitum) em 207 a.C., cônsul em 206 a.C. e ditador em 205 a.C..[2] Seu avô era Lúcio Cecílio Metelo, cônsul em 251 a.C., 247 a.C., mestre da cavalaria em 249 a.C. e ditador em 224 a.C..[2]

Era irmão de Lúcio Cecílio Metelo, cônsul em 142 a.C.,[1] e Marco Cecílio Metelo.[carece de fontes?]

Participou na Terceira Guerra Macedônica.

Após a derrota de Perseu da Macedônia, que morreu quatro anos depois, como um prisioneiro em liberdade condicional, um falso Filipe, dizendo-se da família real, tomou posse da Macedônia.[3] Como pretor em 148 a.C. teve um papel de destaque na Quarta Guerra Macedônica, vencendo a Andrisco, um suposto filho de Perseu da Macedônia, aspirante ao trono. Como resultado, Macedônia tornou-se província romana. Ao voltar para Itália, Metelo recebeu a honra de um triunfo, e o cognome de Macedônico, pela sua vitória.[4] Ele também derrotou a Liga Aqueia, que havia iniciado uma revolta contra Roma.[4]

Em 146 a.C. tentou uma gestão diplomática frente da Liga Aqueia, que ao fracassar, levou à guerra, na qual venceu o estratego Critolao, que resultou morto, e substituído por Dieo. Não pôde terminar a campanha, ao ser substituído pelo cônsul Cneu Lúcio Múmio.[5]

Ao regressar para Roma, construiu um pórtico nos templos de Júpiter Estator e de Juno, os únicos de mármore naquele tempo, no campo de Marte, para comemorar as suas vitórias na Macedônia. Sobre este conjunto seria construído, mais tarde, o pórtico de Otávia.[6] A estátuas equestres vinham da Macedônia[6] e, segundo a tradição, haviam sido encomendadas por Alexandre, o Grande ao escultor Lísipo, representando os cavaleiros do seu exército que haviam caído no Rio Grânico.[7] Ele também foi o primeiro a construir um templo de mármore.[8]

Elegido cônsul em 143 a.C. [1] e procônsul de Hispânia Citerior em 142 a.C. Lutou contra os Celtiberos na terceira guerra celtibera, Guerras numantinas, e contra Viriato, mas não conseguiu conquistar Numância. Dado o seu enorme prestígio,[carece de fontes?] foi designado censor em 131 a.C.,[1] cargo desde o qual tentou lutar contra a libertinagem da sociedade romana, propondo o matrimônio obrigatório para todos os cidadãos.

Segundo Veleio Patérculo, não há nenhum homem cuja fortuna possa ser comparada com Cecílio Metelo:[8] além dos seus triunfos, das honras, da posição no Estado e de sua longa vida, ele criou quatro filhos, viu-os crescer e terem honra, e morreu antes dos filhos.[9] Dos quatro filhos, um foi cônsul e censor, o segundo cônsul, o terceiro era o cônsul no ano da morte do pai e o quarto era candidato a cônsul, cargo que ele ainda ocuparia.[10] Como comentou Veleio Patérculo, isso não é morrer, é passar feliz para fora da vida.[10] Seus dois filhos mais novos, Marco Cecílio Metelo e Caio Cecílio Metelo Caprário, celebraram triunfos no mesmo dia, os idos de Quintilis de 111 a.C., respectivamente sobre a Sardenha e sobre a Trácia.[11]

Os seus filhos foram:

Referências

  1. a b c d e Fasti Capitolini [em linha]
  2. a b Fasti Capitolini [em linha]
  3. Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, i. 11. § 1
  4. a b Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, i. 11. § 2
  5. Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, i. 12. § 1
  6. a b Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, i. 11. § 3
  7. Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, i. 11. § 4
  8. a b Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, i. 11. § 5
  9. Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, i. 11. § 6
  10. a b Marco Veleio Patérculo, Compêndio da História romana, i. 11. § 7
  11. a b Fasti Triumphales [em linha]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

'*'Historia universal siglo XXI.La formación del imperio romano ISBN 84-323-0168-X