Palácio Quitandinha

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Palácio Quitandinha.

O Palácio ou Hotel Quitandinha é um palácio brasileiro, localizado em Petrópolis.[1] .

Histórico[editar | editar código-fonte]

Construído em 1944 por Joaquim Rolla e Antonnio Faustino para ser o maior hotel cassino da América Latina, seu estilo arquitetônico utiliza o rococó hollywoodiano (internamente) e o normando-francês (externamente) - este último bastante presente na arquitetura de Petrópolis devido à colonização alemã. O terreno era propriedade do sr. Antonnio Faustino, engenheiro-chefe e vice-diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil, cuja irmã, Margherita, se casou com Joaquim Rolla. Antonnio já era proprietário do Castelo de Montebello.

Interior do Quitandinha

Possui 50 mil metros quadrados e seis andares, divididos em 440 apartamentos e 13 grandes salões com até 10 metros de altura. A cúpula do Salão Mauá é a segunda maior do mundo, medindo 30m de altura e 50m de diâmetro.

Na construção do lago foi usada uma grande quantidade de areia da praia de Copacabana.

O lago em toda a extensão de sua imponente fachada possui o formato do mapa do Brasil e foi construído como único suporte viável no caso de um inesperado incêndio.

Passaram por seus salões estrelas do porte de Errol Flynn, Orson Welles, Lana Turner, Henry Fonda, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby e até um rei destronado (Carol II da Romênia). E políticos como Getúlio Vargas e Evita Perón, quando da Conferência Interamericana de 1946. Nas suas dependências ocorreu a assinatura da declaração de guerra dos países americanos ao Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial. Realizou-se também, em 1957, a 16ª Conferência Mundial de Bandeirantes, que contou com representantes de 23 países Associados à WAGGGS (Word Association of Girl Guides and Girl Scouts).

Em 30 de maio de 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra decretou a proibição do jogo no Brasil e o Quitandinha a partir da década de 1960 começou a ter dificuldades para sobreviver somente como hotel. Seu alto padrão exigia alto custo a seus hóspedes e sem o cassino começou a perder para concorrentes da época localizados mais próximos das classes mais abastadas e das maiores esferas de poder, como o Hotel Glória e o Copacabana Palace Hotel. Em 1962 o Palácio Quitandinha deixava de funcionar como hotel.

Seus apartamentos foram vendidos por Joaquim Rolla a partir de 1963, e o famoso hotel tornou-se então um sofisticado e singular condomínio na cidade de Petrópolis. Sua parte social de lazer e eventos foram agregados ao Condomínio.

Pela extremamente ampla infraestrutura de lazer e seus não muitos moradores, o condomínio utilizou por algum tempo parte de seu espaço como clube de alto padrão, porém a elevação da inflação no Brasil e a acensão de outros pólos de turismo no estado do Rio como o litoral fluminense (Cabo Frio, Armação dos Búzios) fizeram que logo voltasse a ser mantido somente por seus condôminos.

Atualmente o Condomínio possui parque privativo, paisagístico, piscinas, boliche, patinação no gelo, teatros, seu lago no formato do Brasil e restaurantes. Sua administração da área social e histórica fora terceirizada ao Sesc.

O Palacio Quintandinha ainda é conhecido como o maior e mais legítimo palácio do Brasil e, ao lado do Colón (Argentina), como os maiores da América Latina.

Restaurante

Época atual, Condomínio do Palácio Quitandinha[editar | editar código-fonte]

A área de apartamentos é atualmente privada. Cada imóvel pertence ao seu legítimo dono, portanto não trata-se mais de um hotel.Diversos quartos do antigo hotel foram comprados e anexados a outros, formando assim diversos apartamentos com amplos espaços e com maior valor agregado.

Por tratar-se de um prédio construído originalmente para ser hotel, tem-se um número expressivo de apartamentos, porém mantem-se um padrão e é considerado um ícone da arquitetura nacional. Seu alto custo condominial deve-se a preservação de seu patrimônio histórico e também para a manutenção de sua completa área de lazer, proveniente do antigo Palácio Hotel 5 Estrelas.

O Condomínio, assim como o bairro planejado de nome homônimo no qual o mesmo localiza-se, é considerado uma das regiões mais nobres da serra carioca.

Recentemente, condôminos do famoso Palácio passaram a terceirizar a administração do setor social do Condomínio para o Sesc, a finalidade fora que o edifício venha a valorizar mais seu lado histórico, passar por mais obras de restauração e abrigar mais eventos sociais.

Seus moradores originam da classe média alta e alta, oriunda principalmente da capital carioca.

Muitos dos atuais apartamentos, na época do hotel, já hospedaram personalidades de extremo renome. Apartamentos como o de Café Filho, Walt Disney, Getúlio Vargas e de Eurico Gaspar Dutra atualmente pertencem a outros donos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Sorria, o Quitandinha pode ser fotografado. Jornal O GLOBO (23 de janeiro de 2012). Página visitada em 21 de abril de 2012.
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