Paraíso (Divina Comédia)

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Paraíso.

Paradiso (italiano para "Paraíso" ou "Céu") é a terceira e última parte da Divina Comédia de Dante. É uma alegoria, dizendo da visão de Dante do céu, guiado por Beatriz, amor platônico de Dante. No poema, o Paraíso é retratado como um conjunto de esferas concêntricas que cercam a terra, que consiste na Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, as estrelas fixas, o "Primum Mobile" e, finalmente, o Empírico. Foi escrito no início do século XIV.

Depois de uma ascensão inicial a partir do topo do Monte Purgatório (Canto I), Beatriz guia Dante através das nove esferas celestes do paraíso. Estas são esferas concêntricas, semelhante à cosmologia aristotélica e ptolemaica. Dante admite que a visão do céu ele recebe é a de que seus olhos humanos permitiram-no a ver. Assim, a visão do paraíso encontrado no Cantos é a visão pessoal do próprio Dante, ambígua na sua construção verdadeira. A adição de uma dimensão moral significa que uma alma que chegou a alcançar o Paraíso, ao nível que lhe é aplicável. As almas são atribuídas ao ponto do céu que se encaixa com a sua capacidade humana de amar a Deus. Assim, existe uma hierarquia celeste. Todas as partes do céu são acessíveis para a alma celeste. Isso quer dizer que toda a experiência de Deus, mas existe uma hierarquia no sentido de que algumas almas são espiritualmente mais desenvolvidas do que outras. Isso não é determinado pelo tempo ou de aprendizagem, como tal, mas, pela sua proximidade com Deus (o quanto eles se permitem experimentar Ele acima de outras coisas). Deve ser lembrado no esquema de Dante, que todas as almas no Céu estão em algum nível, sempre em contato com Deus.

Enquanto as estruturas do Inferno e do Purgatório foram baseadas em diferentes classificações de pecado, a estrutura da Paraíso é baseada nas quatro virtudes cardinais e nas três virtudes teologais.

As Esferas do Paraíso[editar | editar código-fonte]

Dante e Beatriz, nas margens do Letes 1889, trabalha pelo venezuelano Cristóbal Rojas pintor
  • A Primeira Esfera. A esfera da Lua é a de almas que foram virtuosas mas abandonaram seus votos, e assim foram insuficientes na virtude da coragem (Cantos II a V). Dante encontra Piccarda, irmã do amigo de Dante Forese Donati, que morreu pouco depois de serem separados pelo convento. Beatriz discute sobre a liberdade da vontade e da inviolabilidade dos votos sagrados.
  • A Quinta Esfera. A esfera de Marte é formado pelas almas que lutaram pelo o cristianismo e que encarnam a coragem (Cantos XIV a XVIII). As almas desta esfera formam uma enorme cruz. Dante fala com a alma do seu antepassado, Cacciaguida, que elogia as virtudes do ex-moradores de Florença, narra a ascensão e queda de famílias florentinas e anuncia o exílio de Dante de Florença, antes de finalmente introduzir algumas almas guerreiras notáveis (entre eles Josué, Rolando, Carlos Magno e Godofredo de Bulhão).
  • A Sexta Esfera. A esfera de Júpiter é o de almas que personificaram a justiça, algo de grande interesse para Dante (Cantos XVIII a XX). As almas aqui anunciam em latim: "Amem a justiça, vós que julgais a terra", e depois arranjam-se na forma de uma águia imperial. Aqui presentes estão David, Ezequias, Trajano (que teria se convertido ao cristianismo de acordo com uma lenda medieval), Constantino, Guilherme II da Sicília, e - Dante é surpreendido com isso - Rifeu de Troia, um pagão salvo pela misericórdia de Deus.
  • A Sétima Esfera. A esfera de Saturno é a dos contemplativos, que personificam a temperança (Cantos XXI e XXII). Dante encontra aqui Pedro Damião e discute com ele o monaquismo, a doutrina da predestinação e o triste estado da Igreja. Beatriz, que representa a teologia, torna-se cada vez mais adorável aqui, indicando a revelação mais próxima dos contemplativos sobre a verdade de Deus.
  • A Nona Esfera. O Primum Mobile ("Primeira esfera a ser movida"), a última esfera do universo físico. Ela é movida diretamente por Deus e seu movimento provoca o movimento de todas as demais esferas que ela encompassa (Canto XXVII).
  • O Empíreo. A partir do Primum Mobile, Dante ascende a uma região, além da existência física, o chamado Empíreo (Cantos XXX através XXXIII). Aqui as almas de todos os crentes formam as pétalas de uma enorme rosa. Aqui, Beatriz deixa Dante com São Bernardo, porque a teologia terá atingido os seus limites. São Bernardo reza a Maria nome de Dante. Finalmente, Dante fica de frente com o próprio Deus e lhe é concedida a compreensão das naturezas Divina e Humana. Sua visão está além da compreensão humana. Deus aparece como três círculos que representam o Pai, o Filho e o Espírito Santo com a essência de cada parte de Deus, mas cada um separado. O livro termina com Dante tentando compreender como os círculos se encaixam, como o Filho é separado, mas ainda uno com o Pai, mas, como o próprio Dante coloca, este "não é um vôo para as minhas asas".