Partido Socialista (Países Baixos)

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Partido Socialista
Socialistische Partij
SP nl logo 2006.svg
Líder Emile Roemer
Presidente Jan Marijnissen
Fundação 22 de outubro de 1971
Sede Vijverhofstraat 65
NL-3032 SC Rotterdam[1]
Ideologia Socialismo
Marxismo-Leninismo (até 1991)
Maoísmo (até 1986)
Grupo no Parlamento Europeu Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde
Primeira Câmara
8 / 75
Segunda Câmara
15 / 150
Parlamento Europeu
2 / 25
Cores Vermelho
Site http://www.sp.nl

O Partido Socialista (holandês:Socialistische Partij, SP) é um partido de esquerda dos Países Baixos. Após as eleições de 2006, tornou-se um dos maiores partidos do país, elegendo 25 deputados em 150, mais baixou para 15 nas eleições seguintes. O partido opõe-se ao governo de Mark Rutte.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação até 1994[editar | editar código-fonte]

O Partido Socialista foi fundado em outubro de 1971 como um partido maoísta com o nome de "Partido Comunista dos Países Baixos / Marxista-Leninista" (KPN/ML), na sequência de uma cisão do Movimento de Unidade Comunista dos Países Baixos / Marxista-Leninista, KEN(ml). O motivo da cisão foi um debate sobre o papel dos intelectuais na luta de classes - os fundadores do KPN/ML pertenciam à ala "proletária" do KEN(ml), que não queria um organziação dominada por estudantes e intelectuais. Em 1972 o KPN/ML mudou o seu nome para Socialistiese Partij (Partido Socialista).

O SP desenvolveu uma rede de núcleos locais e de organizações "de frente", como sindicatos, associações de inquilinos e movimentos ambientalistas; tal resultou em ter conseguido ganhar representação em vários munícipios (nomeadamente em Oss) e algumas assembleias provinciais (como a do Brabante do Norte)).

Desde 1977 que o SP tentou entrar no parlamento nacional, mas só o conseguiu 17 anos mais tarde. Em 1991 o partido deixou de se proclamar marxista-leninista.

Depois de 1994[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 1994, o partido elegeu os seus primeiros dois representantes no parlamento, Remi Poppe e Jan Marijnissen. Nos anos 90, o maior partido da esquerda holandêsa, o Partido do Trabalho, moveu-se para o centro, pelo que SP e a EsquerdaVerde tornaram-se alternativas para os eleitores mais à esquerda. Em 1998 o partido subiu para 5 deputados e em 1999 elegeu Erik Meijer para o Parlamento Europeu.

Mas eleições de 2002, o SP subiu para 9 deputados, resultado que manteve nas eleições seguintes em 2003 (contra as previsões que lhe chegaram a atribuir 24 deputados), tendo eleito 2 deputados nas eleições europeias de 2004.

No referendo de 2005 à Constituição Europeia foi o único partido da esquerda parlamentar a defender o "não"; o apoio ao partido cresceu nas sondagens mas caiu após o referendo.

Nas eleições gerais de 2006, o SP passou de 9 para 25 deputados, tornando-se o terceiro maior partido no parlamento holandês; no entanto, nas eleições seguintes, em 2010, elegeu apenas 15 deputados, com 9,9% dos votos.

Nome[editar | editar código-fonte]

O partido foi fundando como Partido Comunista dos Países Baixos / Marxista-Leninista em 1971. Em 1972 adoptou o nome Socialistiese Partij, com uma ortografia irregular (-iese em vez de -ische); em 1993 mudou para a versão mais regular Socialistische Partij.

Ideologia e temas[editar | editar código-fonte]

O partido tem uma ideologia socialista, opondo-se à privatização dos serviços públicos, e é crítico da globalziação.

Organização[editar | editar código-fonte]

O SP tem mais de 50.000 membros e tem crescido consideravelmente desde a sua entrada no parlamento em 1994, fazendo dele o 3 maior partido em termos de número de militantes.[2]

Estrutura organizativa[editar | editar código-fonte]

O orgão supremo do SP é o conselho do partido, formado pelos lideres das organizações locais e pela direcção do partido, reunindo pelo menos quatro vezes por ano. A direcção do partido é eleita pelo congresso, composto por delegados das organizações municipais. O congresso decide a ordem dos candidatos para as eleições nacionais e europeias e tem a ultima palavra sobre o programa do partido.

O presidente oficial da direcção é Jan Marijnissen, que é também o líder do grupo parlamentar (nos Países Baixos é normal separar esses dois cargos). O verdadeiro líder da organização do partido é o secretário-geral. A direcção é também composta por membros eleitos regionalmente e nacionalmente, pelo líder da ala juvenil e pelo editor da revista do partido.

O SP é por vezes criticado pela sua orgazniação alegadamente hierárquica. Os críticos alegam que muitas coisas não são decididas no partido nacional, ou mesmo nas organizações locais, sem o consentimento do líder Jan Marijnissen.[3]

O SP mantêm-se muito activo no protesto extra-parlamenter. Muitos dos seus militantes são activos em campanhas e grupos locais, frequentemnte grupos formalmente independentes dominados pelo SP, ou nos centros de vizinhança do SP.

A dada altura, dois grupos trotskistas tentaram operar de forma entrista no SP, o Offensief (alinhado com a Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores) e os Internationale Socialisten (alinhados com a Tendência Socialista Internacional). OS IS foram expulsos com o argumento de dupla filiação, e os membros do Offensief foram expulsos, em fevereiro de 2009, com o argumento de serem um "partido dentro do partido". Membros do grupo Socialistische Alternatieve Politiek, alinhado com a Quarta Internacional (pós-reunificação), continuam a operar no SP.

Organizações relacionadas[editar | editar código-fonte]

A ala juvenil é desginada por ROOD, jong in de SP (em português: "Vermelho - juventude no SP"; a palavra ROOD é oficilamente escrita com letra maiúscula, embora não seja uma sigla). O SP publica mensalmente a revista Tribune (o nome de uma histórica revista comunista holandesa).

Referências

  1. How to get in touch with the SP (em Inglês) SP.Internacional. Visitado em 5 de setembro de 2012.
  2. http://dnpp.eldoc.ub.rug.nl/FILES/root/Persberichtenledenta/ledentallen2010.pdf
  3. Kagie R. De Socialisten, Achter de Schermen van de SP Mets & Schilt (2004) Amsterdam

Ligações externas[editar | editar código-fonte]