Guilherme I dos Países Baixos

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Guilherme I
Rei dos Países Baixos
Grã-Duque de Luxemburgo
Duque de Limburgo
Rei dos Países Baixos
Reinado 16 de março de 1815
a 7 de outubro de 1840
Inauguração 30 de março de 1814
Sucessor Guilherme II
Príncipe de Orange-Nassau
Reinado 6 de dezembro de 1813
a 16 de março de 1815
Esposas Guilhermina da Prússia
Henriqueta d'Oultremont
Descendência
Guilherme II dos Países Baixos
Frederico dos Países Baixos
Paulina de Orange-Nassau
Mariana dos Países Baixos
Nome completo
Guilherme Frederico
Casa Orange-Nassau
Pai Guilherme V, Príncipe de Orange
Mãe Guilhermina da Prússia
Nascimento 24 de agosto de 1772
Palácio de Huis Ten Bosch, Haia, República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos
Morte 12 de dezembro de 1843 (71 anos)
Berlim, Reino da Prússia
Enterro Nieuwe Kerk, Delft, Países Baixos

Guilherme I (Haia, 24 de Agosto de 1772 - Berlim, 12 de Dezembro de 1843) foi o segundo rei dos Países Baixos (o primeiro havia sido Luís I da Holanda). Ele foi nomeado "Príncipe Soberano" dos Países Baixos em 1813, proclamando-se rei em 1815, e abdicou em 1840. Guilherme I também foi grão-duque de Luxemburgo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Os pais de Guilherme I foram Príncipe Guilherme V de Orange, que foi o último stadtholder, e Guilhermina da Prússia. Até 1813, Guilherme era conhecido por Guilherme VI, Príncipe de Orange. Em 1791, Guilherme desposou sua prima-irmã (Frederica Luísa) Guilhermina, em Potsdam. Ela era a filha do rei Frederico Guilherme II da Prússia. Depois da morte de Guilhermina (1837), Guilherme desposou pela segunda vez a Condessa Henriette d'Oultremont de Wegimont (1841), em Berlim. Dois anos depois, Guilherme faleceu lá.

Guilherme V era o stadtholder hereditário quando a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos foi invadida pelo exército revolucionário francês. Ele então mandou seu filho, o futuro Guilherme II dos Países Baixos para a Inglaterra. Diferente de seu pai - que dava permissão ao seu povo para colaborar com a França - Guilherme tinha uma forte personalidade e tentou recobrar a República.

Em 1799, Guilherme desembarcou na atual Holanda do Norte. A população holandesa local não estava satisfeita com a chegada do príncipe. Alguns orangistas locais foram, inclusive, executados. Depois de pequenas batalhas, Guilherme foi forçado a deixar o país novamente. Napoleão Bonaparte deu a ele alguns principados germânicos como compensação pelas perdas territoriais. Mas tais principados foram confiscados quando Napoleão invadiu a Alemanha (1806), e Guilherme ajudou seus relativos prussianos. Ele sucedeu seu pai como príncipe de Orange mais tarde naquele ano.

Depois da derrota de Napoleão em Leipzig (Outubro de 1813), as tropas francesas retornaram à França. Um governo provisório foi formado sob a liderança de alguns ex-patriotas que recordaram de Guilherme, em contraste à rebelião deles de 1785. Na ponto de vista deles, Guilherme tinha que administrar o novo regime. A população estava feliz com a departura dos franceses, que haviam arruinado a economia holandesa, e acolheu com prazer o príncipe.

Em 30 de Novembro de 1813, Guilherme desembarcou na praia de Scheveningen, a poucos metros do lugar onde havia deixado o país com seu pai dezoito anos atrás, e, em 6 de Dezembro daquele mesmo ano, o governo provisório lhe ofereceu o título de Rei. Ele recusou e proclamou-se "príncipe soberano", querendo uma "constituição astuta".

A constituição lhe ofereceu extensivos (quase absolutos) poderes. Os ministros eram apenas aqueles que lhe eram de confiança, enquanto que dois parlamentares (os General de Estado|Generais de Estado) tinham poderes limitados. Ele tornou-se príncipe reinante em Nieuwe Kerk, Amesterdão. Em 1814, ganhou soberania por toda região dos Países Baixos.

Sentindo-se ameaçado por Napoleão que havia escapado de Elba, Guilherme proclamou-se rei do Reino Unido dos Países Baixos em 16 de Março de 1815, no ímpeto de adquirir poderes no Congresso de Viena. Seu filho lutou como comandante da Batalha de Waterloo. Depois do exílio de Napoleão, adotou uma nova constituição, que continha muito da antiga constituição, como os extensivos poderes reais.

Mas provocou a inimizade dos belgas devido a suas intenções de impor-lhes o monopólio do Estado no ensino. Considerado o principal responsável pela revolução dos belgas de 1830, só reconheceu a independência em 1839. Foi obrigado a aceitar a adoção do regime parlamentarista, e abdicou em favor de seu filho Guilherme II dos Países Baixos (1840).

Precedido por
Guilherme IV
Príncipe de Orange
1806 e 1813 - 1815
Sucedido por
O título passa a ser usado
pelo herdeiro da coroa
Precedido por
Luís II
Rei dos Países Baixos
1815 - 1840
Sucedido por
Guilherme II
Precedido por
'
Grão-duque do Luxemburgo
1815 - 1840
Sucedido por
Guilherme II