Penates

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Eneias e os penates, de um manuscrito do século IV

Na mitologia romana, os penates eram os deuses do lar, adorados tanto pelos romanos quanto pelos etruscos. Os penates eram deuses responsáveis pelo bem-estar e a prosperidade das famílias. O próprio nome penates vem da palavra penus (dispensa). Isto por que os bens, a dispensa, da família eram consagrados a eles. Os chefes de família eram os sacerdotes dos penates de sua própria casa [1] . O culto aos penates era ligado a Vesta e aos lares. Eles eram adorados no seio da família onde compartilhavam o altar da deusa Vesta localizado no centro da casa. A eles eram oferecidas suas partes nas refeições diárias[2] . Cada família romana adorava dois penates e quando uma família viajava, transportava consigo os seus penates[3] .

Os penates não tinham nomes individuais, sendo conhecidos pelo nome genérico penates. Eles estavam associados aos Lares, outra espécie de divindade doméstica. No altar doméstico, a imagem do Lar era colocada entre as imagens dos dois penates.

Na casas em Pompeia, o relicário com as três figuras ficava às vezes na cozinha, às vezes nas salas. No final do Império Romano, ele era colocado atrás da porta de entrada da casa e uma vela ou lamparina ficava queimando diante da imagem.Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do império, a adoração aos penates e aos lares foram proibidas pelo imperador Teodósio I.

Os antigos romanos reuniam a família e os escravos e ofereciam um sacrifício matinal ao deuses familiares. Antes das refeições, a bênção dos deuses era pedida. Depois da refeição e antes da sobremesa, a família fazia um período de silêncio e uma pequena porção de comida era colocada no altar dos penates e queimada.

Nas festividades especiais romanas, nos aniversários, casamentos e retornos seguros de viagens, as imagens recebiam coroas e lhes eram oferecidos bolos, mel, vinho, incenso e às vezes um porco.

Assim como as famílias, o Estado romano também tinha seus penates públicos [4] .

Referências