Periquito-da-caatinga

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Aratinga cactorum no Brasil

Aratinga cactorum no Brasil
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
Género: Aratinga
Espécie: A. cactorum
Nome binomial
Aratinga cactorum
(Kuhl, 1820)
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O periquito-da-caatinga (Aratinga cactorum), também chamado de periquito-gangarra[1] , é uma ave da ordem dos psittaciformes, família dos Psittacidae, que habita a caatinga e o cerrado, no Nordeste brasileiro, principalmente.

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Costumam voar de bando entre 6 a 8 indivíduos, sempre vocalizando um som "krik-krik-krik-krik", e tem vários hábitos de um papagaio, como o de levantar suas penas e ficar balançando a cabeça pra cima e pra baixo quando com raiva.

Nomes[editar | editar código-fonte]

Essa espécie é conhecida e chamada por vários nomes em vários locais diferentes. Veja os mais comuns:

Nome Origem Local
Aratinga cactorum Nome científico, é o "Gênero" e a "Espécie" No mundo, mais comumente utilizado por cientistas e estudiosos
Periquito-da-Caatinga Por parecer um periquito e ser normalmente achado em regiões de predomínio da caatinga, é o nome mais aceito, mas o menos usado Todo o Brasil
Jandaia Por fazer parte do gênero Aratinga, que é formado por vários tipos de jandaia Todo o Brasil
Periquitão Além de por se parecer e ter um tamanho maior que a maioria dos periquitos, também conhecido assim porque se parece com o Periquitão-Maracanã Qualquer local, por pessoas que nunca ouviram sobre esse tipo de espécie
Papagainho Por parecer e fazer parte da família Psittacidae, que é a mesma do papagaio, além do fato de que essa espécie pode apender pequenas palavras Qualquer local, por pessoas que nunca ouviram sobre esse tipo de espécie
Guinguirra Porque seu grito (não o canto) se parece com um guincho Região do sertão do Nordeste, onde é normalmente encontrado
Ganguirra [Também Gangarra em alguns sertões] . Esse nome é muito conhecido no sertão nordestino, e para ele vale a explicação anterior, e esta parece ser uma versão regional do sertão da Paraíba e Pernambuco.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

A alimentação preferida dessa espécie é o milho verde das plantações domésticas. Com um bico apropriado, essa ave rasga a palha da espiga do milho ainda no caule, e come parcialmente os grão do milho verde. Esse é seu alimento preferido para criar sua prole. Por causa desse hábito, a ave é muito perseguida por caçadores, sendo abatidas sob o pretexto de que elas são "danosas" à plantação de milho. As frutas regionais do sertão nordestino, como goiaba e, principalmente manga, são bastante apreciadas pela ave. Da mesma forma que a papagaios, não é recomendável dar sementes de girassol (por serem muito oleosos) e todo e qualquer alimento industrializado para consumo humano (como pães, cafés, biscoitos, etc). Esses alimentos reduzem a vida do animal, pois afetam os rins e o estômago da ave. No seu habitat natural alimentam-se de frutas, brotos e sementes. Gosta de frutas, bagos e principalmente de umbu (o mesmo que imbu) (fruto do umbuzeiro) uma árvore típica do sertão nordestino. Gosta

Detalhes[editar | editar código-fonte]

Os periquitos-da-caatinga afofam o fundo da cavidade de seu ninho com madeira triturada, raspada das paredes, o que facilita a secagem do fundo, que pode fica molhado e úmido por suas fezes que são um pouco líquidas.

Tem a cabeça e corpo verde-acastanhada, dorso verde-oliva, asas verdes com as pontas azuis, peito alaranjado e barriga amarela.

Essa espécie também pode falar algumas palavras. É sociável (mas menos que loris ou papagaios).

Mais encontrada no cerrado e na caatinga, no Nordeste Brasileiro

Botam de 5 a 9 ovos que incuba por 25 a 26 dias.

Vive cerca de 30 anos.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 312.