Periquito-da-caatinga
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Aratinga cactorum no Brasil
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| Aratinga cactorum (Kuhl , 1820) |
O periquito-da-caatinga (Aratinga cactorum), também chamado de periquito-gangarra1 , é uma ave da ordem dos psittaciformes, família dos Psittacidae, que habita a caatinga e o cerrado, no Nordeste brasileiro, principalmente.
Índice |
Hábitos[editar]
Costumam voar de bando entre 6 a 8 indivíduos, sempre vocalizando um som "krik-krik-krik-krik", e tem vários hábitos de um papagaio, como o de levantar suas penas e ficar balançando a cabeça pra cima e pra baixo quando com raiva.
Nomes[editar]
Essa espécie é conhecida e chamada por vários nomes em vários locais diferentes. Veja os mais comuns:
| Nome | Origem | Local |
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| Aratinga cactorum | Nome científico, é o "Gênero" e a "Espécie" | No mundo, mais comumente utilizado por cientistas e estudiosos |
| Periquito-da-Caatinga | Por parecer um periquito e ser normalmente achado em regiões de predomínio da caatinga, é o nome mais aceito, mas o menos usado | Todo o Brasil |
| Jandaia | Por fazer parte do gênero Aratinga, que é formado por vários tipos de jandaia | Todo o Brasil |
| Periquitão | Além de por se parecer e ter um tamanho maior que a maioria dos periquitos, também conhecido assim porque se parece com o Periquitão-Maracanã | Qualquer local, por pessoas que nunca ouviram sobre esse tipo de espécie |
| Papagainho | Por parecer e fazer parte da família Psittacidae, que é a mesma do papagaio, além do fato de que essa espécie pode apender pequenas palavras | Qualquer local, por pessoas que nunca ouviram sobre esse tipo de espécie |
| Guinguirra | Porque seu grito (não o canto) se parece com um guincho | Região do sertão do Nordeste, onde é normalmente encontrado |
| Ganguirra | [Também Gangarra em alguns sertões] | . Esse nome é muito conhecido no sertão nordestino, e para ele vale a explicação anterior, e esta parece ser uma versão regional do sertão da Paraíba e Pernambuco. |
Alimentação[editar]
A alimentação preferida dessa espécie é o milho verde das plantações domésticas. Com um bico apropriado, essa ave rasga a palha da espiga do milho ainda no caule, e come parcialmente os grão do milho verde. Esse é seu alimento preferido para criar sua prole. Por causa desse hábito, a ave é muito perseguida por caçadores, sendo abatidas sob o pretexto de que elas são "danosas" à plantação de milho. As frutas regionais do sertão nordestino, como goiaba e, principalmente manga, são bastante apreciadas pela ave. Da mesma forma que a papagaios, não é recomendável dar sementes de girassol (por serem muito oleosos) e todo e qualquer alimento industrializado para consumo humano (como pães, cafés, biscoitos, etc). Esses alimentos reduzem a vida do animal, pois afetam os rins e o estômago da ave. No seu habitat natural alimentam-se de frutas, brotos e sementes. Gosta de frutas, bagos e principalmente de umbu (o mesmo que imbu) (fruto do umbuzeiro) uma árvore típica do sertão nordestino. Gosta
Detalhes[editar]
Os periquitos-da-caatinga afofam o fundo da cavidade de seu ninho com madeira triturada, raspada das paredes, o que facilita a secagem do fundo, que pode fica molhado e úmido por suas fezes que são um pouco líquidas.
Tem a cabeça e corpo verde-acastanhada, dorso verde-oliva, asas verdes com as pontas azuis, peito alaranjado e barriga amarela.
Essa espécie também pode falar algumas palavras. É sociável (mas menos que loris ou papagaios).
Mais encontrada no cerrado e na caatinga, no Nordeste Brasileiro
Botam de 5 a 9 ovos que incuba por 25 a 26 dias.
Vive cerca de 30 anos.
Referências
- ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 312.