Raça Negra

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Raça Negra
O grupo em apresentação em Taguatinga, DF
Informação geral
Origem São Caetano do Sul, SP
País  Brasil
Gênero(s) Pagode, samba
Período em atividade 1983 - atualmente
Gravadora(s) RGE
BMG
Universal Music
[MD Music] />Radar Records (Brasil) /> Som Livre
Página oficial www.bandaracanegra.com.br
Integrantes
Luiz Carlos
Fabinho Cesar
Fena
Fernando Monstrinho
Irupê
Fininho
Ex-integrantes
Edson Café, Gabu, Paulinho e Marco Moisés

O Raça Negra é um grupo de pagode formado na cidade de São Caetano do Sul em 1983.

É um dos grupos pioneiros do desenvolvimento do pagode romântico, com um estilo de samba carregado de romantismo.

História[editar | editar código-fonte]

Raça Negra 1996.jpeg

Liderado pelo vocalista Luiz Carlos, seu início se deu na periferia da Zona Leste de São Paulo em 1983, com um trio. O grupo gravou seu primeiro disco (já com sete integrantes) em 1991, oito anos depois de ser criada. Lançando um disco a cada ano, emplacaram inúmeros sucessos como “Cigana”, “Doce Paixão” e “Cheia de Manias” e deu início à era do pagode, o samba paulista, que invadiria as rádios populares no início dos anos 90. Lançou mais de dezoito discos. O sucesso se manteve por boa parte da década e a banda chegou a ter o maior cachê cobrado por um show nacional na década de 1990.

Formaram o grupo "A Cor do Samba", mas como o nome acabou gerando piada maldosas, por sugestão dos fãs que desde 1983 no bairro Vila Nhocuné, já acompanhavam o grupo em suas apresentações no Bar do Coalhada, deram a sugestão de banda Raça Negra, que assim passou a se chamar e emplacou nas paradas de sucessos. Aos poucos foram juntando os integrantes. A Banda Raça Negra tocava músicas de outros cantores em ritmo de samba. Os integrantes gravaram uma fita e foram em busca de gravadoras. Depois de algum tempo foram apresentados a RGE que se interessou pelo trabalho, gravando vários discos. No primeiro, lançado em 1991, fez sucesso a música Caroline, de Luiz Carlos, o que fez o grupo receber convites para se apresentar em programas de televisão do RJ e SP. A partir daí as propostas de shows aumentaram e o grupo passou a se apresentar em várias capitais do país.

O segundo LP foi em 1992, fez sucesso com as músicas ‘’É o amor’’ da dupla Zezé de Camargo e Luciano, ’’Pensando em você" e ‘’ Cigana’’. No terceiro LP, do mesmo ano, vieram ‘’Será" de Renato Russo e "Cheia de Manias". O LP em 1993 foi marcado pelas músicas ‘’Estou mal", ‘’Doce paixão’’ e ‘’Tempo Perdido". A música de trabalho do álbum de 1994 foi uma regravação do Rock Brasileiro, ‘’Pro dia nascer feliz’’ de Cazuza, que levou o banda mais uma vez ao Top dos sucessos e a participar de uma campanha nacional que alertava a população quanto os perigos da AIDS.

A canção "É Tarde Demais" está no Guinness (livro dos recordes) como a música mais tocada em 1 único dia no mundo. Entrou para o Guines Book tendo 600 execuções da música É tarde demais em um único dia. O Raça Negra abriu as portas para o sucesso de muitos grupos que vieram depois deles e beneficiou muito a carreira desses grupos e cantores já existentes.

Reuniu 1 milhão e 500 mil pessoas em um único show para o dia dos trabalhadores em São Paulo (Segundo recorde de maior público no Brasil, atras somente de Rod Stewart no reveillon de 1994 em Copacabana com 3,5 Milhões de pessoas[1] ). Nos Estados Unidos, reuniu 70 mil pessoas em uma praça publica (recorde de público internacional). Em Angola, na cidade de Luanda no Estadio da Cidadela (destruída pela guerra civil), reuniu mais de 80 mil pessoas, em um show que durou mais de 4 horas.[2]

1998[editar | editar código-fonte]

Em 1998 veio o nono LP e, em meados de 1999 o cd "Raça Negra Ao Vivo" pela gravadora Universal, voltando as paradas de sucesso.

Neste disco, a banda regravou alguns de seus sucessos "Deus me livre" (Darci Roni, Serginho Sol e Alexandre) "Estou mal" (Luiz Carlos e Antônio Carlos de Carvalho) e "Preciso dar um tempo. (Luiz Carlos e Elias Muniz).

2002[editar | editar código-fonte]

Em 2002 a Banda Raça Negra em "Dueto" com Neguinho da Beija Flor, interpretou "Talismã" no disco, "Os melhores do ano III, da gravadora Índie Records. Neste mesmo ano foi lançado o livro "Velhas Histórias", memórias futuras, (Editora Verz de Eduardo Granja Coutinho. Neste livro o autor faz várias referências a banda e, neste mesmo ano, lançou o cd Raça Negra Samba Jovem Guarda, que teve a presença de Erasmo Carlos na faixa "O Bom" e foram inclusos vários sucessos da fase áurea da jovem guarda, todos em ritmos de samba.

2003[editar | editar código-fonte]

Em 2003, como convidado, Neguinho da Beija Flor, participa do disco "Duetos" no qual a Banda interpretou "Talismã". Neste mesmo ano, comemora-se 20 anos de carreira da Banda Raça Negra e foi lançado o cd "A vida por um beijo", disco que contou com oito composições inéditas de Luiz Carlos, entre elas, uma versão de "I Don’t want to talk about it" sucesso de Rod Stwart e liberada pelo próprio cantor, que na versão de Luiz Carlos ganhou o nome de "Vem me amar".

2004[editar | editar código-fonte]

Em 2004, foi lançado o DVD em Fortaleza patrocinado pela Universal, onde até então os artistas eram os principais responsáveis financeiramente pelo lançamento de seus DVDs. A partir daí, Luiz Carlos líder e cantor da Banda Raça Negra, por opção continua fazendo seus Shows como de costume e inúmeras turnês pelo Brasil e exterior, enquanto elabora um novo trabalho. Diz: "Não tenho que aparecer com as mesmas coisas, mesmas músicas, tenho respeito com meus fãs. Quero mostrar algo novo, músicas inéditas. Meus fãs merecem o meu empenho e respeito."

2009[editar | editar código-fonte]

Em 2009, surge então o novo trabalho da Banda Raça Negra, o CD "Boa Sorte" com músicas inéditas, assim como prometido pelo respeitoso Luiz Carlos, este lançado pela MD Music, está sendo muito bem aceito pelos fãs e pela mídia em geral.

A Banda Raça Negra hoje tem como integrante Luiz Carlos da Silva como líder, cantor e tocando violão. João Roberto da Silva, o Fininho, ainda tocando bateria. Fernando Alves de Lima, o Monstrinho, tocando tan tan. Fábio Cesário Cocolette, o Fabinho fazendo voz e violão Antônio Fernandes Leite, o Fena, tocando surdo. Juliana Bandeira, filha do Luiz Carlos também faz parte da Banda Raça Negra, destacando-se como Back Vocal. Em seus shows Luiz Carlos abre espaço para uma linda participação de seu filho Rafael Bandeira.

RAÇA NEGRA E AMIGOS 2012

Raça Negra e amigos é, acima de tudo, a realização de um sonho de quem inspirou vários outros sonhos. Luiz Carlos queria dar ao seu público um DVD digno de sua história, e conseguiu! Juntou filhos de sangue; Juliana e Raffa, filhos do coração como Belo e Alexandre Pires, frutos de sua música Bruno Cardoso (Sorriso Maroto), fruto de seu carisma Léo Magalhães, fruto de seu respeito como Amado Batista e novas sementes deste universo da música: Juliana Diniz e Michel Teló.

A produção e dedicação de seu escritório, Coração Produções e seus empresários Allan Caramaschi, com quem tem relação de irmão e com Eliseu Caramaschi, tido como um pai, foram fundamentais para reunir profissionais de ponta e escrever mais uma página na MPB, sim Música Popular Brasileira, aquela que o povo gosta!

São 26 faixas para contar o que canta o Raça Negra, com medleys e faixas inéditas. Como diz o próprio Luiz Carlos, "quando se grava um trabalho de sucesso é importante mostrar coisas novas", e assim o fez.

Em 20 de janeiro de 2014, a banda sofreu um acidente na BR-101, em Pernambuco, com o ônibus em que estavam. O ônibus tombou próximo à cidade de Goiana, Mata Norte de Pernambuco. Seis músicos foram encaminhados ao Hospital Miguel Arraes, no município de Paulista. O grupo de pagode vinha de um show em Natal e embarcaria do Recife para Salvador, de avião. A viagem à capital baiana foi cancelada.[3]

O ex-integrante Café foi afastado do grupo por derrame e ficou internado, ficou 2 anos como morador de rua, virou dependente químico e estava numa clinica de reabilitação para se livrar das drogas.

A história dele já foi reportagem em alguns programas.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Formação atual[editar | editar código-fonte]

  • Luiz Carlos (voz e violão)
  • Fabinho Cesar (pandeiro e violão)
  • Fernando (tantan)
  • Fininho (bateria)
  • Marcos França (saxofone)
  • Gina Garcia (back vocal)
  • Alessandra Regina (back vocal)
  • Juliana Bandeira (back vocal)
  • Raffa Bandeira (voz)

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

  • Fena (1983-2013)-(surdo)
  • Irupê (1991-2013)-(Saxofone e flauta)
  • Gabu (1991-1997) - (pandeiro)
  • Paulinho (1983-1999) - (baixo)
  • Edson Café (1983-2005) - (percussão)
  • Marco Moisés (1991-1998) - (percussão)
  • Sérgio Cebolla Salles - (percussão geral, também percussionista de Tim Maia)

Discografia[editar | editar código-fonte]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]