Reales Alcázares de Sevilla

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Pix.gif Catedral, Alcazar e Arquivo das Índias em Sevilha *
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Património Mundial da UNESCO

Sevilla2005Julio 004.jpg
Palácio de Pedro I nos Reales Alcázares de Sevilla
País Espanha
Critérios i, ii, iii, vi
Referência [1]
Coordenadas 37° 23' 2" N 5° 59' 29" O
Histórico de inscrição
Inscrição 1987  (11ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Os Reales Alcázares de Sevilla são um complexo palaciano situado em Sevilha composto por vários edifícios de diferentes épocas. A fortificação original foi construída sobre um antigo assentamento romano, e mais tarde visigodo. Posteriormente passou a ser uma basílica paleocristã (São Vicente Mártir), onde foi enterrado São Isidoro.

Actualmente é utilizado como lugar de alojamento dos membros da Família Real ou de personalidades que visitam a cidade.

O conjunto foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO, no ano de 1987, integrado no sítio Catedral, Alcazar e Arquivo das Índias em Sevilha.

História[editar | editar código-fonte]

Entrada do Palácio de Pedro I

Os Reales Alcázares de Sevilla começaram a tomar o seu aspecto actual depois da conquista de Sevilha, em 713, pelos árabes; estes utilizaram os alcáceres como residência dos seus líderes a partir de 720. Em 884, a fortaleza contribuiu para evitar a invasão da cidade pelos vikings.

Inicialmente, o complexo compunha-se por vários recintos, como a Casa dos Príncipes, vivendas que, no século IX iam desde a Plaza del Triunfo até ao Barrio de Santa Cruz.

Um dos palácios que rodeia dois pátios é da mesma época da Alhambra de Granada. Para levar a cabo a obra, foram enviados pelo rei nasrida Maomé V importantes artesãos toledanos, granadinos, assim como locais. Foi ampliado com a construção da vivenda dos emires no século XI. Também no século XII continuaram as obras de fortificação e ampliação com estruturas como o Alcázar ou o Palácio das Bendições. Um século depois, o Califado Almóada somou mais pátios e palácios.

Afonso X, o Sábio fez as primeiras reformas criando três grandes salões góticos. Posteriormente, Pedro I o Cruel, em 1364, decidiu construir o que se converteu no primeiro palácio de um rei castelhano que não estava protegido atrás das muralhas e defesas de um castelo, atingindo, assim, o seu definitivo aspecto mudéjar que conserva na actualidade e que assombra pela sua riqueza e elegância. Neste período, ergueu-se a Capela Gótica, o apeadero, o Pátio da Montaria e os Grotescos dos jardins. O Palácio de Pedro I é considerado o mais completo exemplo da arquitectura mudéjar em Espanha.

Conserva-se, todavia, os restos do antigo palácio Islâmico como o Pátio de Gesso, de época anterior à Reconquista. As obras iniciadas por Pedro I impulsionaram a realização de mais transformações por soberanos posteriores, como os Reis Católicos; nele Carlos I celebrou a sua boda com Isabel de Portugal; num dos seus quartos nasceu, em 1848, a infanta Isabel, neta de Fernando VII. Afonso XIII, grande apaixonado pela cidade, também realizou diversas reformas.

Na actualidade, além de se poder desfrutar da sua beleza arquitectónica, os Reales Alcázares de Sevilla são utilizados, sobretudo, para realizar interessantes exposições de objectos da época árabe nos seus salões. Os seus belos jardins servem, em cada Verão, como cenário para um concerto nocturno.

Interiores[editar | editar código-fonte]

Pátio das Donzelas

Logo à entrada temos a Porta do Leão, em estilo almóada. A partir deste sítio tudo o que se pode ver é um conjunto extraordinariamente mesclado de arte árabe e cristã. Cruzando a muralha árabe do século XII, situamo-nos primeiramente no Pátio da Montaria, cujo nome se deve aos batedores que acompanhavam o rei nas suas caçadas.

Passamos ao Pátio do Leão, onde se podem comtemplar as magníficas filigranas do Palácio de Pedro I. À direita situa-se o Quarto do Almirante, destinado por Isabel a Católica como Casa de Contratação depois da descoberta do Novo Mundo. Conserva-se no recinto a "Virgem dos Mareantes", de Alejo Fernández, obra de 1531, como lembrança do feito produzido. Foram aqui projectadas as mais célebres viagens dos descobridores, como a Primeira Volta ao Mundo de Magalhães. No outro extremo do pátio existem uns salões do século XVIII, construídos sobre restos de um palácio gótico do qual ainda se conservam os Banhos de Maria de Padilla, a Capela e o Salão de Carlos V.

Caminhando ao longo das galerias e salas decoradas com belos azulejos e preciosos tectos mudéjares, desde o vestíbulo chega-se ao Pátio das Donzelas, o pátio principal, uma obra mestra da arte mudéjar andaluza. Os Apartamentos Reais estão num primeiro nível com as salas redecoradas no século XVIII. depois deste pátio encontramos a Sala dos Reis, a Sala de Carlos V contendo grandes tapetes de Bruxelas, o Salão do Imperador com azulejos do século XV e tapetes flamencos, e o famoso Salão dos Embaixadores, uma sala cuberta por uma cúpula semiesférica adornada com complicados arabescos dourados. Todas estas salas têm vistas para o pátio. A última delas é o aposento mais importante do alcázar.

A partir da Sala de Filipe II chega-se ao Pátio das Bonecas, cujo nome se deve aos pequenos rostos visíveis em vários arcos. Este pátio, com uma belíssima ornamentação de azulejos e arabescos de estuque, costuma animar os visitantes que descubrem as caritas de bonecas talhadas em diversas colunas, já que se pretarmos atenção podemos encontrar nove cara em diferentes zonas da sala. Segundo a tradição, "traz sorte" a quem as encontra pelos seus meios.

O terramoto de Lisboa de 1755 afectou o conjunto arquitectónico, obrigando à realização de importantes modificações. Foi dado, então, um toque barroco ao pátio do cruzeiro.

Jardins[editar | editar código-fonte]

Jardins dos Reales Alcázares de Sevilla

Passear pelos Jardins do Alcázar pode ser um dos passeios mais agradáveis de Sevilha, sendo possível encontrar elementos árabes, renacentistas e modernos. Estão dispostos em terraços com uma vegetação verdejante, possuindo uma grande diversidade de laranjeiras e palmeiras, com fontes e pavilhões onde se respira frescura e quietude, lugar para o sossego e descanso na calorosa cidade. Destacam-se os Jardins do Príncipe, com a Fonte de Neptuno, os Jardins do Laranjal, com a Fonte do Leão, e o Pavilhão de Carlos V, onde morreu o rei Fernando III de Castela. No resto dos jardins, mais modernos, podemos encontrar-nos coo o escudo e nome do rei Afonso XIII.

A partir dos jardins chegamos ao Pátio de Bandeiras, lugar onde se colocavam as bandeiras quando algum rei estava alojado no palácio, além de servir como uma espécie de Praça de Armas do alcázar.

No cinema[editar | editar código-fonte]

Os Reales Alcázares de Sevilla já serviram de cenário para filmes bem conhecidos, entre os quais se encontra:

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LOBATO DOMÍNGUEZ, Javier; MARTÍN ESTEBAN, Ángel - Reales Alcázares de Sevilla. Barcelona: Editorial Escudo de Oro, S. A., 1999. ISBN 84-378-1780-3.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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