República Democrática do Azerbaijão

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Azərbaycan Xalq Cümhuriyyəti /
Azərbaycan Demokratik Respublikası
Flag of the Transcaucasian Federation.svg
1918 – 1920 Flag of Azerbaijan SSR (1920-1921).svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Azerbaijão
Continente Europa
Região Cáucaso
País Azerbaijão
Capital Baku
Ganja (até setembro de 1918)
Língua oficial Azeri
Governo República Parlamentarista
Presidente Fatali Khan Khoyski
Nasib Yusifbeyli
Período histórico período entre-guerras
 • 28 de Maio de 1918 Independência
 • 28 de Abril de 1920 Invasão Soviética
Área
 • 1918 99,908 km2
População
 • 1918 est. 2,862,000 
     Dens. pop. 0/km²
Moeda Manat azeri

A República Democrática do Azerbaijão (em azeri: Azərbaycan Xalq Cümhuriyyəti) foi a primeira tentativa bem sucedida de se estabelecer uma república democrática e secular no mundo muçulmano (pré-datado da República da Turquia).[1] A República Democrática do Azerbaijão foi fundada em 28 de maio de 1918, após o colapso do Império Russo, que começou com a Revolução Russa de 1917 pelo Conselho Nacional do Azerbaijão em Tiflis[2] . Seus limites foram estabelecidos com a Rússia ao norte; a República Democrática da Geórgia, no noroeste; a República Democrática da Armênia, no oeste; e o Império Qajar, no sul. Possuía uma população de 2 milhões.[3] Ganja foi a capital provisória da República, Baku estava sob controle bolchevique.

Sob a República Democrática do Azerbaijão, um sistema de governo foi desenvolvido em que o Parlamento eleito em função de representação universal, livre, e proporcional, foi o órgão supremo da autoridade do Estado e do Conselho de Ministros responsáveis ​​perante ele. Fatali Khan Khoyski tornou-se seu primeiro-ministro[4] . Além da maioria de Musavat, Ehrar, Ittihad, os muçulmanos social-democratas, assim como representantes dos armênios (21 dos 120 lugares[2] ), russos, poloneses, minorias judaicas e alemães [5] ganharam assentos no parlamento. Alguns membros apoiavam o pan-islamismo e idéias do pan-turquismo [6] .

Entre as importantes realizações do Parlamento foi a extensão do sufrágio para as mulheres, fazendo com que o Azerbaijão fosse a primeira nação muçulmana a conceder às mulheres direitos políticos iguais aos homens[2] . Nesta realização, o Azerbaijão também precedeu o Reino Unido e os Estados Unidos. Outra realização importante da República Democrática do Azerbaijão foi a criação da Universidade Estadual de Baku, que foi a primeira universidade de tipo moderno fundada no Azerbaijão.

Tendo estabelecido um governo estável, a República Democrática do Azerbaijão decidiu realizar uma postura mais neutra frente a Guerra Civil Russa e em 16 de junho de 1916 assinou um tratado de defesa coletiva com a Geórgia contra o Exército Branco do general Anton Denikin, que por sua vez, tinha assinado um pacto militar com a Armênia; logo após, a Armênia, inicia uma guerra contra a República Democrática do Azerbaijão, a fim de conquistar a região de Karabakh. Mas a derrota de Denikin contra o Exército Vermelho impede a realização deste plano e a Armênia é obrigada a por fim com a guerra contra a República Democrática do Azerbaijão, poucos dias antes da intervenção do Exército Vermelho no Azerbaijão. Com efeito, a República é muito rapidamente confrontada com a ameaça dos socialistas russos. A Rússia decide reocupar o território do Azerbaijão que havia deixado à sua sorte depois da Revolução de 1917. Finalmente, o exército russo se aproximou da fronteira da República, movendo-se para os líderes da República com a desmobilização do exército e as tropas russas entram no país. A República Democrática do Azerbaijão está em uma situação difícil. As forças de Denikin, o Exército Branco estava se aproximando mais e mais das fronteiras e que não pode contar com a ajuda do Irã, que não queria um país independente, rico em petróleo em suas vizinhanças e do Exército britânico comandado pelo General Thomson é indiferente ao destino do país.

Em 28 de abril de 1918, a República Democrática do Azerbaijão foi ocupada pelas forças czaristas e perde sua independência.

Em 1920, o país é ocupado pelo Exército Vermelho e incorporado em 1922 a República Socialista Federativa Soviética Transcaucasiana no seio da União Soviética e em 1936 e se tornou uma República Socialista Soviética do Azerbaijão.


Mapas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tadeusz Swietochowski. Russia and Azerbaijan: A Borderland in Transition. Columbia University Press, 1995. ISBN 0-231-07068-3, 9780231070683 and Reinhard Schulze. A Modern History of the Islamic World. I.B.Tauris, 2000. ISBN 1-86064-822-3, 9781860648229. Citations are at Discussão:Azerbaijan Democratic Republic#First or second.
  2. a b c Kazemzadeh, Firuz. The Struggle for Transcaucasia: 1917-1921. [S.l.]: The New York Philosophical Library, 1951. 124, 222, 229, 269–270 pp. ISBN 0-8305-0076-6
  3. Tadeusz Swietochowski. Russian Azerbaijan, 1905-1920: The Shaping of a National Identity in a Muslim Community. Cambridge University Press, 2004, p. 129. ISBN 0-521-52245-5
  4. La Chesnais, Pierre Georget. Les peuples de la Transcaucasie pendant la guerre et devant la paix. [S.l.]: Éditions Bossard, 1921. 108–110 pp.
  5. Azerbaijan:History
  6. Musavat Party (Azerbaijan)
    Pan-Turkism: From Irrendentism to Coopersation by Jacob M. Landau P.55
    On the Religious Frontier: Tsarist Russia and Islam in the Caucasus by Firouzeh Mostashari P. 144
    Ethnic Nationalism and the Fall of Empires by Aviel Roshwald, page 100
    Disaster and Development: The politics of Humanitarian Aid by Neil Middleton and Phil O'keefe P. 132
    The Armenian-Azerbaijan Conflict: Causes and Implications by Michael P. Croissant P. 14

Ver também[editar | editar código-fonte]

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