Revolução Comercial

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A Revolução Comercial foi um período de grande expansão econômica da Europa, movido pelo colonialismo e mercantilismo, que durou aproximadamente do século XII[1] ao século XVIII. Este desenvolvimento comercial resultou em transformações profundas na economia europeia. A moeda tornou-se fator primordial da riqueza e as transações comerciais foram monetarizadas. A produção e a troca deixaram de ter caráter de mera subsistência e passaram a atender aos mercados das cidades. As companhias mercantis passaram a aplicar técnicas contábeis e a adotar novas formas de comercializar, como as cartas de crédito e de pagamento. As minerações de ouro e prata conheceram o auge.

Intensificou-se a busca frenética por novas minas em África e nas Índias. A navegação e o comércio de alto-mar ganharam impulso com a construção de novos tipos de embarcação e o aperfeiçoamento da cartografia e de instrumentos como a bússola. Ao longo da Revolução Comercial, o eixo comercial do Mediterrâneo foi transferido para o Atlântico, rompendo o monopólio das cidades italianas no comércio com o Oriente e iniciando o mercantilismo. Seus principais fatores foram o metalismo, saldo positivo na balança comercial, colonialismo, industrialismo, protecionismo, dentre outros.

Causas[editar | editar código-fonte]

A Revolução Comercial, com a mudança do eixo comercial do Mediterrâneo para o Atlântico e rompimento do monopólio das cidades italianas no comércio com o Oriente, resultou de três grandes fatores:

1. Europa em transição: comércio e crise. O renascimento comercial e urbano surgiu junto com uma nova classe social: a burguesia - que completou o quadro de transformações do feudalismo. As maiores transformações foram tanto no setor agrícola como nas relações sociais: novas técnicas, maior produtividade, crescimento demográfico etc.

Pode se definir que existiram três importantes fatores para a crise e comércio:

2. Expansão Ultramarina: devido a vários problemas, a solução encontrada seria com a expansão marítimo comercial, na qual inaugurou o "capitalismo comercial". Seria a quebra do monopólio comercial do Mediterrâneo, estabelecendo, desta forma, contato direto com as especiarias. O primeiro Estado a inaugurar as Grandes Navegações foi Portugal, com a tomada de Ceuta em 1415. Logo após, outros Estados europeus também partiram para abrir "novos caminhos" às fontes das especiarias, mudando o eixo comercial do Mediterrâneo para o Atlântico.

3. Mercantilismo: o mercantilismo não é um sistema econômico, mas sim uma doutrina, um conjunto de ideias aplicadas no setor econômico. É baseado no "metalismo", que corresponde à ideia de que "quanto mais metal, mais rico será o país". Suas características são: metalismo, balança comercial favorável, industrialismo e colonialismo.

Consequências[editar | editar código-fonte]

As consequências da Revolução Comercial foram: o afluxo de metais para a Europa; alta nos preços europeus; ascensão da burguesia; retomada da escravidão e a mudança do eixo comercial do Mediterrâneo para o Atlântico.

Referências

  1. SCHMIDTH, P. História do pensamento contábil. São Paulo. Atlas. 2006. p. 23.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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