Salman, o Persa

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Salman, o Persa (em persa: سلمان فارسی, transl. Salman e-Farsi; em árabe: سلمان الفارسي, transl. Salman al-Farsi) foi um dos sahaba (ou "companheiros") do profeta Maomé, e uma figura importante na história do islamismo.

Durante alguns de seus encontros posteriores com os outros dos sahaba foi chamado de Abu Abdullah ("Pai de Abdullah").

Biografia[editar | editar código-fonte]

Salman, o Persa nasceu com o nome persa de Rouzbeh, na cidade de Kazerun, situada na atual província de Fars, no Irã. Salman teria sido um dos inventores da ideia de construir o fosso, na Batalha da Trincheira. Enquanto algumas fontes o agrupam com os muhajirun,[1] imigrantes de Meca que teriam seguido a Hégira de Maomé, rumo a Medina, outras fontes narram que durante esta batalha um destes muhajirun teria afirmado que Salman era um deles, ao que foi questionado pelos muçulmanos de Medina (ansar); seguiu-se uma discussão entre os dois grupos, cada um afirmando que Salman pertencia aos seus, até que Maomé chegou e presenciou o conflito. Intrigado com as alegações, logo pôs um fim à discussão ao dizer: "Salman não é nem muhajir nem ansar; ele é um de nós. Ele é uma das "pessoas da Casa" (ahl al-Bayt)."[2]

De acordo com os muçulmanos sunitas, Salman teria jurado lealdade a Abu Bakr, juntamente com Ali por um período de seis meses depois da morte de Maomé.[3] De acordo com os xiitas, Salman teria dado sua lealdade apenas a Ali, ao se tornar um dos seus xiitas.

Salman, o Persa morreu durante o reinado do terceiro califa, Osman. Existe alguma controvérsia a respeito de sua idade ao morrer; foi enterrado na antiga cidade de Ctesifonte, no atual Iraque. Embora hoje em dia a cidade só exista na forma de ruínas, ainda existe uma aldeia nas proximidades chamada Salman Pak.

Legado[editar | editar código-fonte]

Eu sou Salman, o filho do islã, dos filhos de Adão."
Salman, o Persa[4]

O memorial erguido em sua honra foi atacado em 26 de fevereiro de 2006, e parece ter sido destruído na violência que se seguiu à destruição da Mesquita de Al-Askari.[5] Uma sepultura sua também é exibida em Lida, na Palestina, dentro do bairro moderno chamado Ramat Eshkol.

Traduziu parte do Corão para o persa, tornando-se assim a primeira pessoa a interpretar as escrituras sagradas do islamismo para um idioma estrangeiro.[6]

No xiismo e no sufismo[editar | editar código-fonte]

Os xiitas têm uma visão muito favorável de Salman. Ele é mencionado num dos hadiths, que aborda o xiita perfeito.[7]

Já os sufistas também o vêem de maneira favorável; para as ordens Oveyssi-Shahmaghsoudi e Naqshbandi, Salman é a terceira pessoa na corrente espiritual que liga os devotos a Maomé.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Seventh Session, Part 2. Al-islam.org.
  2. Salman the Persian, Salman al-Farsi, Companions of the Prophet (Sahaba), May Allah Be Well Pleased With Him (em inglês). Ezsoftech.com.
  3. Sahih Bukhari Vol. III, capítulo de Ghazawa Khaibar, pág. 37
  4. Hamid, Abdul Wahid. "Companions of The Prophet", Vol.1
  5. Título não preenchido, favor adicionar. Juancole.com.
  6. An-Nawawi, Al-Majmu', (Cairo, Matbacat at-'Tadamun n.d.), 380
  7. A Restatement of the History of Islam and Muslims em Al-Islam.org. Al-islam.org.