Sebastião de Bourbon e Bragança

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Sebastião de Bourbon e Bragança, em 1837.

D. Sebastião Gabriel de Bourbon e Bragança (Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1811 - Madrid, 13 de janeiro de 1875[1] ) foi um infante de Portugal e Espanha, que participou da Primeira Guerra Carlista.

Família[editar | editar código-fonte]

D. Sebastião era o único filho da infanta Maria Teresa de Bragança e de seu primeiro marido, o infante Pedro Carlos de Bourbon. Sua mãe era a filha mais velha do rei D. João VI de Portugal, enquanto que seu pai era neto tanto de Carlos III da Espanha como de D. Maria I de Portugal.

Como D. Sebastião era um parente distante (bisneto) de um monarca espanhol, ele não nasceu como infante da Espanha, título que adquiriu de seu tio-avô Fernando VII em 1824.

Guerras[editar | editar código-fonte]

No ano de 1826, Portugal entrou em guerra civil, com o rei D. Miguel I e seu irmão mais velho D. Pedro IV de Portugal (I do Brasil), ambos tios maternos de Sebastião, batalhando até 1834.

Em 1838, D. Maria Teresa, sua mãe, desposou o infante Carlos de Bourbon, mais tarde Conde de Molina. Carlos, que era tio de D. Maria Teresa, foi o primeiro pretendente carlista da Espanha. A mãe de Sebastião apoiava a disputa pelo trono espanhol desde 1833, quando ascendeu ao poder Isabel II, e passou sua vida no campo carlista, o norte da Espanha.

D. Sebastião participou do segundo cerco de Bilbau e tornou-se comandante do exército carlista do Norte em 30 de dezembro de 1836. Ele ganhou a Batalha de Oriamendi (março de 1837), contra a Legião Auxiliar Britânica de George Lacy Evans. Então liderou a fracassada Expedição Real contra Madrid, sendo despedido de seu posto ao retornar ao norte espanhol, no final de 1837.

Títulos e casamentos[editar | editar código-fonte]

Em 15 de janeiro de 1837, durante a Primeira Guerra Carlista, D. Sebastião foi excluído da linha de sucessão ao trono espanhol, por decreto real ratificado pela regente Maria Cristina, por ser um rebelde contra Isabel II. Seus títulos espanhós foram também tomados. As mesmas medidas atingiram sua mãe, D. Maria Teresa; seu padrasto, D. Carlos; os filhos deste; e seu deposto tio D. Miguel I de Portugal.

Com o fim da guerra, em 1839, partiu para Nápoles.

Muito mais tarde, em 1859, porém, D. Sebastião restaurou seus títulos espanhóis, por causa de seu segundo casamento, com a princesa espanhola e neta de Carlos IV. Ele então retornou à Espanha. Casados em 1860, eles tiveram cinco filhos. Os três mais velhos tornaram-se duques.

Após o destronamento de Isabel II em 1868, D. Sebastião mudou-se para Pau, na Gerunda, onde tentou, sem sucesso, reconciliar carlistas e isabelinos da Casa de Bourbon.

Dados Genealógicos[editar | editar código-fonte]

1º casamento:

2º casamento:

Filhos:

Gabriel de Borbón, sem descendência.

Referências