Semantografia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox important.svg
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou secção:

Nome derivado do grego semanticos (significado importante) e graphein (escrever).

A Semantografia1 (Semantography no original, também conhecida como Blissymbols ou Blissymbolics) é um sistema de símbolos que podem ser aprendidos e compreendidos por qualquer um, independentemente da língua falada. Cada símbolo corresponde a uma palavra, e vários símbolos podem ser agrupados para formar frases. O sistema foi desenvolvido pelo engenheiro Charles K. Bliss, em 1940, em Sidney, na Austrália. Uma das inspirações que o levou à construção da semantografia terá sido o alfabeto chinês.

Bliss acreditava que um sistema de símbolos não-alfabético poderia contribuir para uma melhor compreensão e cooperação entre pessoas de diferentes línguas. Segundo ele, a linguagem falada provoca muitas vezes desentendimentos, visão essa coincidente com a de Gottfried Wilhelm Leibniz, outra das suas inspirações.

Após um período de 40 anos, Bliss apresenta um sistema de comunicação gráfica consistente e logicamente estruturado. Em 1949, é publicado o livro "Semantography", no qual o conceito era explicado. No desenho dos símbolos, Bliss utilizou um método de visualização abstracta para representar objectos e emoções. Um relógio, por exemplo, representa o tempo, um olho, ver, e um coração, sentimentos. Símbolos básicos são combinados com outros mais complexos. As emoções são representadas com setas que apontam em determinadas direcções. Uma seta para cima ao lado de um coração representa alegria, enquanto que uma seta para baixo representa tristeza.

As regras da Semantografia são bastante complexas e há varios símbolos que se associam a uma determinada cultura, contrariamente às intenções originais do autor.2 Este, terá tentando convencer algumas universidades e sistemas educativos a adoptar o sistema, sem sucesso. Tal como outros projectos de linguagem internacional, como por exemplo o Esperanto (de todos talvez o mais conhecido), a Semantografia recebeu pouco reconhecimento internacional.

Referências

  1. REILY, Lucia Helena (2004) – Escola inclusiva: linguagem e mediação. Campinas, SP: Papirus, p. 87.
  2. in SCHULLER, Gerlinde (2009) – Designing Universal Knowledge: The World as Flatland. Lars Müller Publishers; pp. 220-221



Ícone de esboço Este artigo sobre comunicação é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.