Terceira Roma

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Águia bicéfala, brasão imperial da dinastia paleóloga, do Império Bizantino, ainda presente na heráldica russa e balcânica.

O termo Terceira Roma descreve a ideia que alguma cidade, estado ou país europeu seria o sucessor contemporâneo do legado do Império Romano. A Primeira Roma seria a própria cidade de Roma, centro do Império Romano, e a Segunda Roma seria a cidade de Constantinopla, capital do Império Bizantino (ou Império Romano do Oriente), o estado sucessor do Império Romano. O conceito de Terceira Roma, pelo sentido histórico, deve então assim denominar o estado sucessor do Império Bizantino.

As sementes do conceito foram lançadas por Constantino I, quando ele moveu a capital do Império de Roma para Constantinopla, que logo passou a ser referida como Segunda Roma.

Reivindicações russas[editar | editar código-fonte]

Brasão de armas do Império Russo com a águia bicéfala, mais comumente associada ao Império Bizantino e ao Sacro Império Romano-Germânico.

Algumas décadas depois da queda de Constantinopla nas mãos de Mehmed II do Império Otomano, em 29 de maio de 1453, alguns começaram a nomear Moscou como a terceira Roma. Este sentimento reacendeu-se no reinado de Ivan III da Rússia que era casado com Sofia Paleólogo, sobrinha de Constantino XI Paleólogo , o último imperador bizantino, e assim Ivan reivindicou ser o herdeiro do Império Bizantino.

O fato da então nascente cultura russa ter como base a cultura bizantina, fato visto através da arquitetura, artes e literatura; além da religiosidade do estado russo ser o Cristianismo Ortodoxo, em acordo com o Império Bizantino e sua cisma religiosa com a Igreja Católica; características que reforçam a ideia do Império Russo, mais especificamente Moscou, como sucessor do Império Bizantino, mais especificamente, Constantinopla.[carece de fontes?].

Reivindicações italianas[editar | editar código-fonte]

Uma águia segurando um fasces era um símbolo comum usado na Itália Fascista.

Giuseppe Mazzini, nacionalista italiano, promoveu a noção de "Terceira Roma". Ele disse: "Depois da Roma dos imperadores, depois da Roma dos papas, virá a Roma do povo.", promovendo o Risorgimento e o estabelecimento de Roma como capital.[1] Depois da unificação da Itália como Reino de Itália, o estado foi referido como "Terceira Roma" por personalidades italianas.[2]

Em seus discursos, o ditador Benito Mussolini referia-se à Itália Fascista como a "terceira Roma". Em um discurso pronunciado em 31 de dezembro de 1925 no Monte Capitolino, ele profetizava uma nova era para Roma, que veria seu território expandir-se até uma saída ao mar.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rome Seminar
  2. Christopher Duggan. The Force of Destiny: A History of Italy Since 1796. New York, New York, USA: Houghton Mifflin Harcourt, 2008. P. 304.
  3. Discurso pronunciado no Capitólio em 31 de dzembro de 1925

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dmytryshyn, Basil (transl). 1991. Medieval Russia: A Source Book, 850-1700. 259–261. Harcourt Brace Jovanovich. Fort Worth, Texas.
  • Poe, Marshall. “Moscow, the Third Rome: the Origins and Transformations of a ‘Pivotal Moment.’” Jahrbücher für Geschichte Osteuropas (2001) (In Russian: “Izobretenie kontseptsii “Moskva—Tretii Rim.” Ab Imperio. Teoriia i istoriia natsional’nostei i natsionalizma v postsovetskom prostranstve 1: 2 (2000), 61-86.)
  • Martin, Janet. 1995. Medieval Russia: 980-1584. 293. Cambridge University Press. Cambridge, UK.
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