The Conjuring

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The Conjuring
A Evocação (PT)
Invocação do Mal (BR)
 Estados Unidos
2013 • cor • 112 min 
Direção James Wan
Produção Tony DeRosa-Grund
Peter Safran
Rob Cowan
Roteiro Chad Hayes
Carey Hayes
Elenco Vera Farmiga
Patrick Wilson
Ron Livingston
Lili Taylor
Gênero Terror
Idioma Inglês
Música Joseph Bishara
Cinematografia John R. Leonetti
Edição Kirk M. Morri
Estúdio The Safran Company
Evergreen Media Group
New Line Cinema
Distribuição Warner Bros.
Lançamento Estados Unidos 19 de julho de 2013
Brasil 13 de setembro de 2013
Orçamento US$ 20 milhões[1]
Receita US$ 520.000.141[1]
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

The Conjuring (em Portugal A Evocação e no Brasil, Invocação do Mal) é um filme do gênero terror dirigido por James Wan. Estrelado por Vera Farmiga e Patrick Wilson, a produção centra-se em dois demonologistas mundialmente conhecidos, que foram contratados para investigar fenômenos sobrenaturais que assombram a família Perron, residentes na pequena cidade de Harrisville. Os dois profissionais só não esperavam encontrar uma entidade demoníaca poderosa, que se tornaria a maior ameaça de suas carreiras.[2] É baseado em uma história real. Foi lançado nos Estados Unidos em 19 de julho de 2013.[3] No Brasil, sua estreia ocorreu no dia 13 de setembro.[2] [4]

Após o seu lançamento, o longa obteve uma excelente recepção, tanto comercial quanto da crítica. É considerado por muitos críticos o melhor filme de suspense/terror de todos os tempos.[1] [3]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

No ano de 1971, uma família da pequena cidade de Harrisville, os Perron, muda-se da cidade para uma grande fazenda, que possui mais de 150 anos. Ao chegar lá, a família passa a sofrer nas mãos de espíritos malignos presentes no local. Desesperados para manter suas cinco filhas seguras, Carolyn Perron (Lili Taylor) e seu marido Roger Perron (Ron Livingston) contratam o casal de investigadores paranormais profissionais Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga).[5] [6] Porém, estes dois últimos só não esperavam encontrar uma entidade demoníaca poderosa, que se tornaria o maior desafio da história de suas carreiras.[2]

Elenco[editar | editar código-fonte]

O elenco do filme é composto pelos seguintes atores:[3]

Produção[editar | editar código-fonte]

Concepção e roteiro[editar | editar código-fonte]

The Conjuring é baseado em uma história real. Seu roteiro é apoiado na vida de um casal de auto-proclamados "investigadores paranormais", Ed e Lorraine Warren. Durante a sua carreira, eles averiguaram diversos casos, entre eles o suposto massacre de The Amityville Horror e os alegadamente estranhos acontecimentos que supostamente ocorreram com a família Perron em 1970, evento que é retratado em The Conjuring.[6] O desenvolvimento da produção começou há mais de vinte anos, quando Ed Warren entregou uma fita de gravação com ele e Carolyn Perron para o produtor Tony DeRosa-Grund.[6] Questionado sobre o porquê de a trama focar no caso Perron e não em outras investigações dos Warren, o produtor DeRosa-Grund respondeu: "[Ed] sentou-se comigo e colocou uma fita para mim de sua entrevista com Carolyn Perron quando ele esteve na casa deles [que ficava em uma fazenda], pela primeira vez, e foi absolutamente arrepiante. Estava meio preto e branco. Ou essa mulher tinha graves problemas mentais, o que não acredito que seja isso, ou ela estava literalmente morrendo de medo".[6]

DeRosa-Grund gravou o momento em que Ed lhe mostrou a fita, e também a posterior conversa que os dois tiveram sobre o caso Perron. Naquele momento, Ed brincou dizendo: "Se não conseguirmos fazer um filme sobre isso eu não sei mais o que poderemos fazer".[7] Logo depois, o produtor escreveu alguns aspectos para o enredo e intitulou o projeto de "The Conjuring".[8] Por quase 14 anos, DeRosa-Grund tentou iniciar o desenvolvimento do filme, não obtendo sucesso por não conseguir um acordo com algum estúdio de cinema. Ele até teve uma oportunidade ao assinar contrato com a Gold Circle Films, uma companhia responsável pela criação do filme The Haunting in Connecticut (2009), mas o contrato não pôde ir adiante e o negócio foi posteriormente descartado.[9] Mais tarde, DeRosa-Grund uniu-se com Peter Safran, que o auxiliou na produção. Os irmãos, Chad e Carey Hayes ficaram encarregados do roteiro da produção.[8] Para desenvolver a história, os dois irmãos utilizaram os aspectos descritos por DeRosa-Grund e a fita de vídeo de Ed Warren e, com base nisso, mudaram o ponto de vista do enredo, que estava centrado na família Perron, para o casal Warren. Segundo Chad, o roteiro trata-se de uma colisão psicológica entre os Warren, os Perron e os espíritos, e por isso eles decidiram abordar um pouco do ponto de vista desses três grupos. Entretanto, o foco narrativo situou-se apenas sob os Warren, especialmente em Lorraine, pois de acordo com os irmãos Hayes, a história passava a ficar mais interessante e distinto de outros filmes do gênero, que também falam sobre uma família que vai morar na casa errada, ao destacar a perspectiva dela. Durante o desenvolvimento do script, os Hayes ligavam constantemente para Lorraine Warren, para que ela pudesse esclarecer alguns detalhes sobre o caso.[10]

Em meados de 2009, o roteiro foi à leilão, ficando no meio da disputa entre seis estúdios de cinema, que queriam produzir o filme. A Summit Entertainment saiu vencedora da competição; entretanto, a empresa e DeRosa-Grund não conseguiram concluir a transação e, logo depois, o filme voltou a ficar à disposição de estúdios interessados.[11] Em seguida, DeRosa-Grund entrou em contato com a New Line Cinema, que havia perdido o primeiro leilão, e que ainda demonstrava interesse pelo script.[8] Posteriormente, o acordo foi feito entre eles em 11 de novembro de 2009, juntamente com o Evergreen Media Group.[12] Em junho de 2011, a New Line Cinema iniciou o processo de produção, escalando o diretor James Wan, de Saw (2004) e Insidious (2011), para conduzir o projeto.[13] Enquanto o enredo estava sendo elaborado, o estúdio e a Warner Bros., a sua distribuidora, mudaram o nome da trama para The Warren Files, mas depois voltaram atrás, ficando com o título original proposto por DeRosa-Grund.[8] [6]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Após seu lançamento, The Conjuring recebeu, em sua maioria, análises positivas dos críticos especializados em cinema.[3] O agregador de resenhas Rotten Tomatoes, que faz uma média da aprovação de um filme baseando-se nas críticas recolhidas, deu a produção uma classificação de 86% com base em 162 comentários.[3] O consenso do site diz o seguinte: "Bem trabalhado e alegremente assustador, The Conjuring invoca o medo através de uma história antiga eficaz".[3] Já o portal Metacritic, outro agregador de resenhas, classificou a trama com uma média de 68 pontos, em uma escala que vai até 100, baseando-se em 35 opiniões de jornalistas especializados em cinema; esse tipo de pontuação indica que o filme recebeu "críticas geralmente favoráveis" no site.[14]

Michael O’Sullivan do periódico The Washington Post disse que a produção é um filme de terror bem acima da média, escrevendo: "Interpretado por Patrick Wilson e Vera Farmiga, os Warren trazem uma espécie de credibilidade inexpressiva aos diversos acontecimentos exagerados do filme. Com o seu equipamento científico e conduta profissional, eles se parecem mais como inspetores de cupins sobrenaturais do que os 'demonologistas' que anunciam ser. Os dois mantêm o enredo firme, mesmo quando a trama oscila e corre o risco de perder seu equilíbrio". O’Sullivan elogiou a direção de James Wan, dizendo que "ele sabe como dirigir cenas em casas mal assombradas", notando ainda uma influência de Insidious (2011), um outro filme de James Wan, na trama. O crítico ainda parabenizou "os diversos sustos que a produção proporciona", mas ressaltou que algumas cenas deveriam ser feitas com mais moderação. Ele terminou sua resenha classificando o filme com três estrelas de quatro possíveis, chamando-o de "excelente".[5]

O jornalista Pat Grandjean, do Connecticut Mag, foi mais duro em sua análise, escrevendo que o filme agradaria aos espectadores que possuem gostos por produções com choques e surpresas inteligentes, mas que seria uma decepção para quem gosta de mais do que "bobagens sobrenaturais" ou que possuam uma preferência mais focada no estilo dos filmes de terror clássico, como Psycho (1960) e Rosemary's Baby (1968). Durante sua resenha, ele notou pontos positivos e negativos a respeito da trama, escrevendo o seguinte: "The Conjuring dá como um todo a desconfortável sensação de que o diretor quer as duas coisas - ao longo da película, ouvi risadas leves e ofegantes do público. Isso funciona em um filme de auto-conhecimento, como Scream (1997), mas não tanto quando faz você se sentir como o alvo da piada. (Eu fiquei realmente assustado apenas uma vez, durante um jogo de esconde-esconde presente na trama). É difícil, também, como retratar os personagens principais; pois enquanto Ron Livingston e Lili Taylor executam com credibilidade os papéis de Roger e Carolyn Perron,[...] Patrick Wilson parece quase uma paródia de tão rígida e quadrada que é sua interpretação de Ed Warren - que é chamado a fazer, durante o clímax do enredo, algo que sua viúva Lorraine Warren disse que ele nunca faria na vida real. Já Vera Farmiga toma como partida uma Lorraine absolutamente séria, e isso é lisonjeiramente um retrato simpático".[7]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

No Brasil, durante os dois primeiros dias de exibição de The Conjuring em 391 salas de cinemas do país, o filme faturou US$ 1.705.616, estreando no topo da bilheteria brasileira.[15]

Referências

  1. a b c The Conjuring (2013) - Box Office Mojo (em inglês) Box Office Mojo. Página visitada em 9 de janeiro de 2014.
  2. a b c Invocação do Mal - Filme 2013 Adoro Cinema. Página visitada em 11 de agosto de 2013.
  3. a b c d e f The Conjuring - Rotten Tomatoes (em inglês) Rotten Tomatoes. Página visitada em 11 de agosto de 2013.
  4. Confira o pôster animado do filme Invocação do Mal Cinema 10 (8 de agosto de 2013). Página visitada em 11 de agosto de 2013.
  5. a b O’Sullivan, Michael (18 de julho de 2013). ‘The Conjuring’ movie review (em inglês) The Washington Post. Página visitada em 26 de agosto de 2013.
  6. a b c d e Nemiroff, Perri (26 de junho de 2013). From the Set: A Report from Our Trip to The Conjuring (em inglês) Crave Online. Shock Til You Drop. Página visitada em 24 de agosto de 2013.
  7. a b Grandjean, Pat (26 de julho de 2013). Two-Bit Review: "The Conjuring"—Umm ... So What? (em inglês) Connecticut Mag. Página visitada em 25 de agosto de 2013.
  8. a b c d Andreeva, Nellie (21 de junho de 2013). What’s In A Title? ‘The Conjuring’ Producer And New Line In Dispute Over TV Rights (em inglês) Deadline.com. Página visitada em 14 de setembro de 2013.
  9. Smith, Michael (20 de julho de 2013). James Wan The Conjuring a Remake? (em inglês) Las Vegas Guardian Express. Página visitada em 14 de setembro de 2013.
  10. Trumbore, Dave (29 de junho de 2013). Screenwriters Chad and Carey Hayes Talk THE CONJURING, Finding the Film’s Point of View, Real Life Paranormal Incidents and the Appeal of Horror (em inglês) Collider.com. Página visitada em 14 de setembro de 2013.
  11. Fleming, Michael (16 de junho de 2009). Summit possesses ‘The Conjuring’ (em inglês) Variety. Página visitada em 14 de setembro de 2013.
  12. Gardner, Eriq (25 de junho de 2013). New Line Claims 'Conjuring' Partner Committed Trademark Fraud (em inglês) The Hollywood Reporter. Página visitada em 14 de setembro de 2013.
  13. Orange, B. Alan (22 de junho de 2011). James Wan to Direct The Conjuring for New Line (em inglês) Movie Web. Página visitada em 13 de outubro de 2013.
  14. The Conjuring - Metacritic (em inglês) Metacritic. Página visitada em 26 de agosto de 2013.
  15. Brazil Box Office, September 13-15, 2013 (em inglês) Box Office Mojo. Página visitada em 19 de setembro de 2013.