Westland Lynx

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Westland Lynx
Picto infobox helicopter.png
Um Lynx WG.31 equipado com um torpedo Mk.46
Descrição
Fabricante GKN Westland Aircraft
Primeiro voo 21 de março de 1971
Entrada em serviço 1978
Tripulação 2 pilotos e 1 mecânico de vôo
Propulsão
Motores 2x Rolls-Royce Gem Mk 42-1, 1256 shp cada ou 2x LHTEC CTS800, 1563 shp cada (apenas para o Super Lynx 300 e Lynx Wildcat)
Armamento
Metralhadoras/
Canhões
Militar: Metralhadora L7
Mísseis/Bombas Naval: 2 x torpedos mk 46 ou

4x mísseis Sea Skua ou 2 x cargas explosivas mk 9 Ataque: 8 x TOW anti-tanque

Notas
guincho lateral com capacidade para 272kg (600 lb)
guincho de carga com capacidade para 1360 kg de carga externa
Super Lynx da Marinha Portuguesa pousando na Fragata Vasco da Gama
Lynx do Exército Britânico em voo sobre a Bósnia

O Westland Lynx é um helicóptero construído pela fábrica britânica GKN Westland Aircraft, na sua fábrica de Yeovil. O seu primeiro vôo data de 21 de Março de 1971 como Westland WG.31. Inicialmente projectado para uso utilitário para fins quer civis quer militares, o interesse militar nesta máquina provocou o desenvolvimento da versão de Marinha e Exército, que estaria operacional em 1977, sendo posteriormente adotada por várias forças armadas pelo mundo.

Sabe-se que a construtora francesa Aérospatiale foi licenciada para a produção de algumas unidades, para permanecerem no país.

Este helicóptero quebrou o recorde mundial no alcance de 15 e 25 km, voando a 321.74 km/h. Mais tarde estabeleceria novo recorde de 100 km em circuito-fechado, voando a uma velocidade de 400.87 km/h.

Exército Britânico[editar | editar código-fonte]

O Exército Britânico encomendou 100 unidades Lynx AH (Attack Helicopter) Mk.1 para desempenharem vários papeis, incluindo transporte tático, escolta armada, luta antitanque (com mísseis TOW), reconhecimento e evacuação. A estas unidades foi instalado um sistema AFCS Marconi Elliot para a estabilização automática dos três eixos.

Marinha do Brasil[editar | editar código-fonte]

A Marinha do Brasil foi pioneira ao usar helicópteros embarcados em duas escoltas na década de 1960. As aeronaves usadas eram o Westland Wasp Mk1 que pousavam nas pequenas plataformas dos contratorpedeiros de origem americana da Esquadra. Estas plataformas foram projetadas apenas para o uso de drones.

Nesta época, a Marinha Real Britânica começava a introduzir novos conceitos na aviação embarcada e lançou o helicóptero Lynx como aeronave padrão do sistema de armas de seus novos navios. Como o Brasil havia selecionado um projeto britânico para as suas novas fragatas, a Classe Niterói, decidiu-se optar também por um novo helicóptero de mesma procedência, evitando a necessidade de adaptações. O Brasil foi o primeiro cliente externo do Lynx.

O primeiro lote foi de nove aparelhos Lynx HAS.2 entregues até 1978 e passaram a integrar o 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1). O projeto inovador e moderno do helicóptero também trazia os problemas de uma aeronave ainda não testada. O míssil MBDA Sea Skua da Marinha do Brasil foi o primeiro míssil ar-superfície da América Latina. Diversos problemas ocorreram nos primeiros anos de operação, superados pela parceria entre a Marinha do Brasil e a Marinha Real Britânica.

Um segundo lote de nove Super Lynx foi adquirido e entregue entre 1996 e 1998. As cinco aeronaves restantes do primeiro lote foram atualizadas para o mesmo padrão. Denominados AH-11 A, atualmente, existem doze Super Lynx em operação na Marinha do Brasil, com velocidade máxima de 167 nós e teto máximo operacional de 9000 pés.

Em 2009, será iniciada a implantação do FLIR em todas as aeronaves do Esquadrão.

Versões[editar | editar código-fonte]

  • WG.13: protótipo que voou a 21 de Março de 1971.
  • Lynx AH.1: Versão inicial de produção para o Exército Britânico, tendo sido construídas mais de 100 unidades. Utilizadas para uma grande variedade de missões, incluindo transporte tático, escolta armada, luta antitanque (com mísseis TOW), reconhecimento e evacuação
  • Lynx AH.1GT: Conversão do AH.Mk 1 para o Exército Britânico.
  • Lynx HAS.2: Versão inicial de produção para a Marinha Real Britânica e a Aeronavale francesa, onde desempenha missões de luta anti-submarina; é equipado com dois torpedos e um sonar. Para a luta anti-superfície, é equipado quer com quatro mísseis Sea Skua ou quatro mísseis AS.12 (Aeronavale).
  • Lynx HAS.3
    • HAS.3 GM: Dezanove helicópteros modificados para a Marinha Britânica, para missões no Golfo Pérsico.
    • HAS.3 ICE: Dois helicópteros da Marinha Britânica para uso no Ártico.
    • HAS.3: Versão optimizada para Marinha Britânica.
    • HAS.3S: Versão melhorada do HAS.Mk 3 para a Marinha Britânica.
  • Lynx HAS.4: Versão optimizada para a Marinha Francesa.
  • Lynx HAS.2 (FN): Versão francesa do HAS.Mk 2.
  • Lynx AH.5: Versão otimizada para o Exército Britânico.
  • Lynx AH.7: Versão de ataque para o Exército Britânico.
  • Lynx HMA.8 ("Super Lynx"): Versão de ataque marítimo optimizada.
  • Lynx AH.9 ("Battlefield Lynx"): Versão do Super Lynx da Marinha Britânica.
  • Lynx Mk.21: Versão para exportação do HAS.2 para a Marinha do Brasil.
  • Super Lynx Mk.21A: Versão para exportação do Super Lynx para a Marinha do Brasil. As aeronaves anteriores foram atualizadas.
  • Lynx Mk.22: Versão para exportação para o Egipto (Nunca construída).
  • Lynx Mk.23: Versão para exportação do HAS.2 para a Argentina. Em virtude da Guerra das Malvinas, o embargo de material bélico imposto pelo Reino Unido à Argentina levou a mesma a desistir do projeto, optando pelo AS 550 C2 Fennec, de origem francesa. As duas unidades do Mk 23 construídas foram repassadas aos Países Baixos.
  • Lynx Mk.24: Versão para exportação para o Iraque (Nunca construída).
  • 'Lynx Mk.25: Versão para exportação do HAS.2 para a Marinha Holandesa, também aí designado UH-14A.
  • Lynx Mk.26: Versão para exportação para o Iraque (Nunca construída).
  • Lynx Mk.27: Versão para exportação para a Marinha Holandesa, aí designada SH-14B.
  • Lynx Mk.28: Versão para exportação do AH.Mk 1 para o Qatar.
  • Lynx Mk.80: Versão para exportação do HAS.Mk 2 para a Dinamarca.
  • Lynx Mk.81: Versão para exportação para a Marinha Holandesa, também designado SH-14C.
  • SH-14D: Helicópteros optimizados para a Marinha Holandesa.
  • Lynx Mk.82: Versão para exportação para o Egipto (nunca construída).
  • Lynx Mk.83: Versão para exportação para a Arábia Saudita (nunca construída).
  • Lynx Mk 84: Versão para exportação para o Qatar (nunca construída).
  • Lynx Mk 85: Versão para exportação para os Emirados Árabes Unidos (nunca construída).
  • Lynx Mk.86: Versão para exportação do HAS Mk 2 para a Marinha Norueguesa.
  • Lynx Mk.87: Versão para exportação para a Argentina.
  • Lynx Mk.88: Versão para exportação para a Marinha da Alemanha Federal.
  • Lynx Mk.89: Versão para exportação para a Nigéria.
  • Lynx Mk.90: Um helicóptero exportado para a Dinamarca.
  • Super Lynx Mk.95: Versão para exportação do HAS.8 para a Marinha Portuguesa.
  • Super Lynx Mk.99: Versão para exportação do HAS.8 para a Coreia do Sul.
  • Battlefield 800: Projecto abandonado em 1992.
  • Super Lynx 300
  • Wildcat (Future Lynx)

Nota sobre os Códigos de Identificação de Aeronaves Britânicas:

  • AH: Attack Helicopter - Helicóptero de ataque (terrestre)
  • HAS: Helicopter Anti-Submarine - Helicóptero anti-submarino
  • HMA: Helicopter Maritime Attack - Helicóptero de ataque máritimo

Operadores[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
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