Aeroporto de Vilhena

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Aeroporto Brigadeiro Camarão
Aeroporto
IATA: BVH - ICAO: SBVH
Características
Tipo Público/Militar
Administração Iniciativa Privada
Serve Vilhena e Cone Sul
Localização BrasilVilhena, Rondônia
Inauguração 1982 (35 anos)
Coordenadas 12° 41' 38" S 60° 05' 56" O
Altitude 615 m (2 018 ft)
Movimento de 2015
Passageiros 42.262 passageiros
Capacidade anual 120 mil passageiros
Mapa
Aeroporto de Vilhena está localizado em: Rondônia
Aeroporto de Vilhena
Localização do aeroporto em Rondônia
Pistas
Cabeceira(s) Comprimento Superfície
03/21 2 600 m (8 530 ft) Asfalto

O Aeroporto de Vilhena - Brigadeiro Camarão (IATA: BVHICAO: SBVH) serve a cidade de Vilhena e a região do Cone Sul do Estado de Rondônia e o Noroeste do Estado do Mato Grosso. É o 3º aeroporto mais movimentado de Rondônia e ocupa a 20ª posição no movimento de passageiros domésticos de toda a Região Norte do Brasil. Está localizado na cidade de Vilhena a 5 km do centro do centro urbano. O aeroporto é administrado pela empresa Aucon Tecnologia de Manaus-AM.

Pela sua localização geográfica, Vilhena é considerada um ponto estratégico para a aviação brasileira. Atendida por voos civis e militares diários, a cidade possui um dos poucos aeroportos do Estado de Rondônia, com capacidade para receber aeronaves de grande porte. O aeroporto também possui um DTCEA-VH (Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Vilhena) do comando da Aeronáutica, CINDACTA IV, subordinado ao Ministério da Defesa.

Serve de acesso ao aeroporto a BR 174 sentido ao município de Juína - MT.

Foi servido pelas companhias aéreas Vasp, TABA, Pantanal Linhas Aéreas, BR Central, Rico Linhas Aéreas, Cruiser Linhas Aéreas, TAM e TRIP Linhas Aéreas. Atualmente é servida com voos diários da Azul Linhas Aéreas.

Dentro do sitio aeroportuário está construído o pátio de estacionamento de aeronaves da FAB ao qual servirá como base aérea.

Navegação Aérea[editar | editar código-fonte]

Os serviços de navegação aérea são prestados pelo COMAER IV subordinado ao CINDACTA IV. Com profissionais que atuam como: Operadores de Estações Aeronáutica, Técnicos em Informações Aeronáuticas, Profissionais de Meteorologia, Profissionais de Serviços Aeroportuários e Profissionais de Engenharia e Manutenção.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Vilhena possui um sítio aeroportuário de 202,56 ha. Possui uma pista de dimensões internacionais, com 2.600 metros de comprimento por 30 metros de largura (cabeceiras 03 e 21) PCN 30/F/A/X/T. Pátio de estacionamento de aeronaves com 17.765 m². Taxiway de 185 x 18,2. Possui equipamentos eletrônicos e luminosos de auxílio à navegação em pleno funcionamento, tais como: DVOR, DME, NDB, balizamento de pista, estação de comunicação VHF Frq. 125,90 MHz, Estação Meteorológica de Superfície Automática, Estação Meteorológica de Altitude e PAPI. Sua altitude é de 615 metros (2018 pés)[1]. O Terminal de passageiros com área de 500 m² (incluídas nesta área o saguão, a sala de embarque, sala para inspeção de bagagens de mão com detector de metais e Raio X, sala de desembarque com carrossel restituição de bagagens, restaurante, lanchonete, empresas de táxi e taxi aéreo e a sala da companhia aérea Azul. O saguão tem cerca de 100 m2 – 10x10). Estacionamento com 3.200 m².

Conta com serviço de abastecimento de aeronaves da BR AVIATION.

O aeroporto possui SESCINC CAT3 equipado com: 1 CCI AP-2, 1 CCI AC-4 e 1 CCI AC-3.

Base aérea de Vilhena[editar | editar código-fonte]

Preocupado em fechar a fronteira oeste do País para tentar reduzir as invasões no espaço aéreo brasileiro, principalmente por aviões usados pelo narcotráfico, a Aeronáutica aprovou a construção de mais duas bases aéreas na Região Amazônica, em Eirunepé (AM) e Vilhena (RO). Com essas duas bases, a Força Aérea Brasileira (FAB) fecha o arco de proteção das fronteiras com a Colômbia, Peru e Bolívia, três grandes preocupações do governo. As cidades que foram escolhidas pela FAB na Amazônia para a construção das novas unidades usaram pelo menos dois critérios: a proximidade estratégica com a fronteira seca oeste e a existência de instalações do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). O governo entende que, embora essas medidas não eliminem completamente o tráfico de drogas na Região Amazônica, as novas bases aéreas servirão como elemento de dissuasão.

Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM)[editar | editar código-fonte]

Sistema de Vigilância da Amazônia, ou SIVAM, é um projeto elaborado pelos órgãos de defesa do Brasil, com a finalidade de monitorar o espaço aéreo da Amazônia. Conta com uma parte civil, o Sistema de Proteção da Amazônia, ou SIPAM.

Este projeto visa atender a um antigo anseio das forças armadas, cujo desejo era a presença das forças armadas brasileiras na Amazônia, com a finalidade de fazer frente às manifestações de líderes internacionais contra os direitos do povo brasileiro sobre esta região. Os sucessivos projetos de internacionalização da Amazônia fortaleceram esta percepção de ameaça sobre a soberania territorial da Amazônia Brasileira.

Para fazer frente a este tipo de ameaça, as Forças Armadas, juntamente com pesquisadores civis da região Amazônica, propuseram a construção de uma ampla infraestrutura de apoio à vigilância aérea e comunicação na região amazônica. Como parte do projeto SIVAM, foi construída a infraestrutura necessária para suportar a fixação de enormes antenas de radar, sistemas de comunicação, bem como de modernas aparelhagens eletrônicas. Também faz parte desta infraestrutura a integração com o satélite brasileiro de sensoriamento remoto, que permite fiscalizar o desmatamento na Amazônia.

Serviços[editar | editar código-fonte]

O aeroporto conta com: 2 empresas de locação de automóveis, 1 agência de viagens, 1 restaurante, 1 lanchonete e serviço de Taxi e Taxi aéreo.

Aeronaves que operaram no aeroporto[editar | editar código-fonte]

Aeronaves que já operaram com voos comerciais: EMB 110, EMB 120 , FOKKER 50, Fokker 100, BA 46, Caravan 208, LET 410, ATR 42 500, ATR 72 600 e Boing 737 200.

Incidentes[editar | editar código-fonte]

Em 21 de janeiro de 1988, um avião EMB 110 Bandeirantes da TABA - Transportes Aéreos da Bacia Amazônica, caiu a cerca de 10 km do aeroporto, enquanto realizava a aproximação para o pouso no Aeroporto de Vilhena. Todos os 11 passageiros e 2 tripulantes sobreviveram.[2]

No dia 3 de março de 1997, durante a aproximação para o pouso do voo 126 da Pantanal Linhas Aéreas, que havia decolado de Campo Grande (MS), às 22h42 do dia 2, com destino a Vilhena, bateu nas copas das árvores do pomar da chácara Nova Estrela, a 3,5 km da cabeceira da pista e pegou fogo após um pouso de emergência num pasto. Estavam a bordo 16 pessoas, sendo 13 passageiros e 3 tripulantes. Todos sobreviveram. O acidente com o Embraer 120, fabricado em 1993, ocorreu às 0h42 e foi totalmente destruído pelo fogo. Segundo a Infraero, a visibilidade era ruim na hora do acidente. Os feridos foram encaminhados ao hospital Regional de Vilhena, onde receberam atendimento e foram liberados em seguida.[3]

Companhias Aéreas e Destinos[editar | editar código-fonte]

Companhias Aéreas Destinos
BrasilAzul Linhas Aéreas Brasileiras Mato GrossoCuiabá
BrasilMAP Linhas Aéreas Em negociação.

Movimento[editar | editar código-fonte]

Ano Passageiros[4][5] Variação
2016 sem dados Estável
2015 42.262 Baixa 9,6%
2014 46.750 Estável
2013 sem dados Estável
2012 sem dados Estável
2011 sem dados Estável
2010 65.407 Aumento 22,96
2009 45.962 Aumento 16,1%
2008 39.574 Aumento 32,5%
2007 29.849 Aumento 161,8%
2006 11.400 Aumento 21,5%
2005 9.377 Estável

Principais origens e destinos[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do Anuário de Transporte Aéreo de 2010, as principais origens e destinos de voos chegando e partindo de Vilhena foram:[6]

Principais origens
Rank Cidade Passageiros
1 Mato Grosso Cuiabá, Mato Grosso 12.747
2 Rondônia Ji-Paraná, Rondônia 1.371
3 Rondônia Porto Velho, Rondônia 2.081
Principais destinos
Rank Cidade Passageiros
1 Mato Grosso Cuiabá, Mato Grosso 15.276
2 Rondônia Ji-Paraná, Rondônia 2.358
3 Rondônia Porto Velho, Rondônia 1.574

Referências

  1. Airfleets. «Vilhena Brazil BVH SBVH». Consultado em 17 de julho de 2012 
  2. «Acidentes Aéreos 1980-1989». Consultado em 25 de março de 2016 
  3. Folha de S.Paulo (4 de março de 1997). «Avião faz pouso de emergência em pasto e pega fogo em RO». Consultado em 25 de março de 2016 
  4. «Transporte aéreo cresce 3,07% em Cacoal e já supera Vilhena e Ji-Paraná». G1.com. 21 de junho de 2016. Consultado em 25 de março de 2017 
  5. «Anuário do Transporte Aéreo 2010». Consultado em 14 de julho de 2011 
  6. «Anuário do Transporte Aéreo 2010». Consultado em 17 de abril  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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